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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a propósito da contratação de escola

28.09.12

 

 

 

 

 

Temos meios técnicos e de tratamento da informação que nos permitem implementar concursos nacionais de professores decentes e civilizados. Bastava eliminar o preconceito da escolha, que é da mesma família da nomeação, e deixar à graduação profissional e aos sistemas de informação o resultado célere e não despesista.

 

Confundir autonomia com o que acabei de escrever é, se me permitem, demasiado desconhecedor. Copiar modelos dá sempre maus resultados, não somos capazes de aprender com a nossa experiência e o legislador ignora, fatalmente, a nossa idiossincrasia e a impossibilidade da meritocracia que é da familia antidemocrática que nos trouxe até onde estamos (acrescentei o linque por cortesia do primeiro comentário).

 

O estado de sítio nas denominadas contratações de escola tem responsabilidades várias e temos de concordar com os que apontam o dedo aos dirigentes escolares que influenciaram a lógica da não graduação profissional para justificarem os seus insucessos. Não estivessem os professores anestesiados pela austeridade, divididos pelas políticas dos últimos anos, desconfiados dos seus representantes formais e teríamos uma contestação tão ruidosa como em 2008 e 2009.

 

Confunde-se liberalismo com providencialismo e legitimidade democrática com comunidade educativa. Advoga-se, para argumentar a favor da exclusão de pessoas, uma espécie de gestão de alto rendimento inspirada no futebol de grande consumo, como se o que mais se elevasse nos treinadores mais mediatizados não fosse a melhoria do desempenho das pessoas e das organizações.

 

Mas já se sabe: estamos virados para o Atlântico, os nossos "especialistas" em gestão acham que só podem trabalhar com os "melhores" e que os outros, que nunca são eles, optarão pelo mergulho no oceano.


O que é difícil, belo e da família da boa administração, é melhorar uma organização pública com os que existem.

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