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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

quem confia?

24.03.13

 

 

 

1ª edição em 18 de Setembro de 2012

 

 


O secretário de Estado Casanova afirmou que os professores sem componente lectiva não entrarão em mobilidade especial. Alguém confia? É que no mesmo dia, "(...)a FNE tinha acusado o ministro da Educação, Nuno Crato, de ter mentido ao afimar que nenhum docente com horário-zero (que está a trabalhar na escola mas não está a dar aulas) iria para a mobilidade(...)"

 

Se não se pode confiar no primeiro-ministro nem no chefe do partido mais pequeno da coligação governamental, se o ministro das finanças perdeu a credibilidade técnica e política com a execução orçamental e com a TSU, duplicam as razões dos que desesperam por formas de luta que sejam concludentes e que envolvam os que defendem a escola pública e a democratização do acesso ao ensino.

4 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Pedro

    19.09.12

    Esta mania de colocar todos os portugueses no mesmo saco não faz o meu estilo. Afirmar que "nem os próprios, nem ninguém, acredita numa só palavra que se diga sobre o que o futuro lhes reserva, muito menos em palavra de responsável político ou de governante" é demasiado injusta para aqueles que não pensam como a Ana.
    Lembre-se que é fácil fazer manifestações do contra. Mas, acredita que os que não estão do lado do contra também se vão manifestar a favor dos seus pontos de vista?
    Lembre-se que as sondagens dão um empate entre PS e PSD. Ou seja, mais de 30% dos inquiridos votariam PSD (ou estas sondagens não lhe dizem nada?). Acredita que temos 30% de ricos e que estes é que estão com este Governo? Veja-se o Belmiro de Azevedo e outros, com quem estão???
    Não tem a capacidade para perceber que há quem compreenda as medidas que este governo está a tomar, mas que não se manifestam? Se houve 1 milhão de manifestantes (penso que foram menos), claro que isso não quer dizer que os outros 5 ou 6 milhões estejam com o Governo, mas muitos deles estarão...
    Que falta de capacidade para respeitar e compreender que há quem pense de forma diferente!!!
  • Sem imagem de perfil

    ana

    19.09.12

    Porque vivo e acredito na Democracia, continuo a aguardar que aqueles que não pensam como eu, que compreendem as medidas que este governo está a tomar, que pertencem aos muitos milhões que não se manifestaram publicamente, enfim, que avaliam tudo de forma diferente, apresentem argumentos em prol das suas crenças, opiniões e convicções, deixando de lado as artimanhas do tom provocatório que incutem às suas manifestações vazias de conteúdo factual para torná-las dogmas.

    Acrescento ainda que não tenho, de facto, "capacidade para respeitar e compreender que há quem pense de forma diferente", quando o verbo "pensar", na frase supracitada, não corresponde ao único significado legítimo que possui, ou seja, quando é desprovido de conteúdo.

    [«PENSAR: v.t. e v.i. Processo pelo qual a consciência apreende em um conteúdo determinado objeto...»]

    Tenho acompanhado as suas intervenções em vários blogues e, em relação ao que considero de facto importante: a argumentação com base em dados concretos, isenta de conjecturas, continuo à espera de perceber o que defende, porque defende, com que alicerces defende... pois saber que defende as políticas deste Governo não é, para mim, argumentação digna de crédito.

    Se desejar satisfazer esse meu desejo, ficarei muito grata e, porventura, enriquecida.
    Caso contrário, agradeço que não me interpele mais, pois não terei prazer em responder-lhe, aliás não o farei, acima de tudo, pelo respeito que o Paulo Prudêncio merece, mantendo esta sua casa aberta sem quaisquer restrições.
    Cumprimentos.
  • Escrevi ao Pedro noutro comentário: esta discussão não apagará os cortes que foram feitos por este Governo na escola pública que carecem de fundamento empírico e até teórico.

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