Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

infernal

11.11.13

 

 

 

A patologia da medição está a eliminar a cultura humanista associada ao ensino. Há várias explicações para o fenómeno e podemos evidenciar umas quantas: os decisores macro estão viciados em indicadores quantitativos, perderam a noção de ser humano e alimentam-se de dados que não se comovem com a qualidade das relações; a promoção da desconfiança entre as pessoas é arma principal do inferno da medição.

 

Se foi a corrupção ao estilo americano que nos empurrou para onde estamos, como disse Joseph Stiglitz, também é proveniente do mesmo sítio a paranóia quantitativa e actual que quer controlar as populações em benefício de quem vive em ambiente desregulado.


A estatística pode ser lida assim:


"(...)Em poucos anos, ela consegue essa coisa extraordinária: dar uma identidade colectiva a uma massa de consumidores-prestatários, por natureza pouco inclinada à solidariedade e tão obstinada quanto o pode ser uma barcaça carregada de preconceitos. Ela aparece sempre, portanto, como fragilizada, oscilando entre o securitário e o humanitário, e sempre ameaçada pela implosão ou a desagregação. A elite consensual percebeu bem que esta fragilidade podia, por meio da trucagem do homem médio, transformar-se numa prodigiosa força de coagulação. É esse o segredo da estabilidade da famosa maioria silenciosa: as gerações e os inimigos passam, mas as maiorias silenciosas permanecem, fiéis reservatórios do conservadorismo sempre mobilizáveis por uma causa justa.(...)" Gilles Châtelet (1998:84)



1ª edição em  2 de Setembro de 2012

6 comentários

Comentar post