Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

editorial (16) em jeito de ponte

03.09.12

 

 

 

 

 

 

O blogger Miguel Pinto desafiou-me a dizer o que penso sobre este post:

 

"(...)Nem sempre o que parece óbvio é tangível. Quer pela inabilidade de alguns dirigentes sindicais em lidar com a blogosfera, quer pelos preconceitos bacocos de professores com as estruturas sindicais, a verdade é que a onda divisionista, a que se referia o Paulo Guinote na peça jornalística do jornal Público, serve perfeitamente os interesses dos inimigos da escola pública, promotora de uma sociedade sem castas, e de algumas coutadas.

Ora, se o problema são os divisionistas, criem-se as pontes. Há dois colegas que reúnem, a meu ver, o perfil adequado para desempenhar esse papel: o Paulo Prudêncio, pela visibilidade que tem na blogosfera docente e pelo equilíbrio das suas posições críticas, e o João Paulo pela sua experiência sindical e ligação à FENPROF. Tivessem eles vontade porque não lhes falta a capacidade!

 

 

O post é do inicio de Agosto e só agora consegui lê-lo com atenção e responder ao desafio. Como tenho estado de forma intermitente na rede, passei pelo twingly (que me parece numa crise idêntica à do sitemeter) e dei com dois posts noutros blogues sobre o assunto:

 

este do Paulo Guinote,

 

"(...)Sei que o PP não encomendou tal nomeação e certamente o JP (que conheço menos) também não. E acredito que qualquer deles também fique sem perceber como se constroem pontes com os protagonistas do mesmo lado do rio. A ideia não seria ir em busca dos desalinhados e divisionistas para os trazer de volta ao bom redil da unidade perdida? Os dois nomeados ficariam com essa missão, é isso?"

 

este no Aventar, assinado pelo João Paulo,

 

(...)E aceitando  o desafio para refletir, penso que poderíamos partir para a reflexão acima sugerida e procurar equacionar de que forma podemos avançar, deixando de lado os ataques pessoais, as bocas e as piadinhas, procurando seguir uma análise racional sobre a realidade que está à nossa frente, encontrando uma primeira ideia, consensual ou não:

- podemos ou não reverter algumas das medidas do Nuno Crato a curto prazo? Ou, pelo contrário, a resistência às mudanças deve ser centrada numa lógica de maratona, de médio e longo prazo?


Os que me conhecem mais de perto sabem que, e apesar de habitar numa Madeira-mesmo-que-de-terceira-divisão (divirto-me-qb com as perseguições várias que me fazem sentir como uma espécie de fantasma perturbador de sonos alheios), sou um independente (não militante de organizações e não alinhado, assumindo os custos inerentes) e que quando entende que pode ser útil candidata-se ao exercício de cargos (não sou adepto de nomeações nem de tacticismos e demais tortuosidades).

 

Digo isto assim para não deixar dúvidas em três aspectos: não tenho a vidinha facilitada, não subscrevo a retórica de que-quem-vai-para-o-poder-é-corrupto e estou numa fase em que não me faltam solicitações.

 

Estou disponível para ajudar a encontrar consensos no sentido de reverter mesmo as situações mais graves que afectam a afirmação da escola pública e que estão bem identificadas. Não sei o que é que estão a pensar, mas, e para além da minha disponibilidade, tenho alguma dificuldade em identificar divisões que interessem sem as confundir com as saudáveis diferenças de opinião. Acredito que existe um denominador comum, embora existam alguns combatentes de outrora que agora mais parecem uns devotos piedosos do poder vigente. Em regra, aceito os convites para conversar e prossigo o contributo ou saio em silêncio.

 

Este post é um breve ponto de partida (e não só para evitar uma falta à chamada) e aguardo os desenvolvimentos. Tenho impressão que não faltarão oportunidades para os professores regressarem à-força-da-razão.

 

Aproveitei e incluí o habitual editorial que vinca caminhos que é sempre bom sublinhar.

2 comentários

Comentar post