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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

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um emprego

10.07.12

 

 

É difícil criar um emprego sustentável fora do sector público e era ainda mais meritório quando os empresários recorriam a capitais próprios. Nos últimos tempos, a banca assumiu 95% da capitalização e a responsabilidade diluiu-se. Os gestores conseguiram ser pagos a preços proibitivos e a sustentabilidade das empresas foi-se fazendo à custa da precariedade dos empregos. Dir-se-á que o crescimento demográfico assim o exigiu. Contudo, o que se comprova é que a ganância e a desregulação deram as mãos e criaram dívidas privadas que quase duplicaram as do sector público.

 

O bom aluno para além da troika é defensor fanático da diluição da responsabilidade na sustentabilidade dos empregos e foi derrotado. É inadmissível que, e no caso que conheço melhor, o emprego de professores no sistema escolar português esteja a ser brutalmente delapidado. Eliminam-se os professores contratados e amarguram-se os dos quadros numa lógica que não é de um Estado de direito. Espera-se que o ajustamento hoje conhecido, que peca por tardio, reponha rapidamente alguma sanidade. É como sempre: o que leva anos construir com resultados excelentes, como é o caso do ensino em Portugal, pode destruir-se num ápice.

 

Gaspar: troika vai melhorar ajustamento português

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