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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

bem sei que

06.06.12

 

 

Há muito tempo que o denominado tempo superveniente (o que chega depois do outro ou de outra coisa; afinal, o coiso) entrou no metabolismo basal do MEC por causa da derrapagem nas contas, da desconfiança nos professores e da ignição ininterrupta dos complicómetros que ajudam a manter empregos sem sala de aula. 

 

Desde que se introduziram as aulas de 45 e 90 minutos que a saga prometeu eternizar-se. Por outro lado, só quem ande mais distraído é que se pode convencer que as escolas não andam há muito em "contenção de gastos".

 

Uma hora escolar, ou tempo lectivo, nunca foi de 60 minutos para institucionalizar a pausa e muito bem. Mas seria razoável que uma hora escolar, ou tempo lectivo, fosse considerada independentemente da decisão de cada escola: 45 ou 50 minutos. Haverá algum ser como um mínimo de sensatez que conceba que existam escolas a desenhar tempos lectivos sem intervalos a montante ou a jusante? Se há escolas nessa situação, é porque o desmiolo terá uma excêntrica explicação e todo a confusão à volta do assunto só nos deve envergonhar.

 

Bem sei que o corte na despesa no modelo português para além da troika só conhece os resgistos em cortes nos salários e nos subsídios, em desemprego, na subida de impostos e do IMI e por aí fora. No caso em apreço, da hora escolar, o registo é da mesma família só que atirado para uma sexta divisão. Quem conhece o sistema escolar sabe que era obrigatório que não fosse assim e que há muitas soluções por trabalhar.

 

A comunicação social é também o retrato do país. Quando um jornal de referência faz uma primeira página como pode ver (não consegui melhorar a imagem), concluímos que o nosso terceiro lugar no clube da bancarrota obriga-nos a uma visita recheada de curiosidade científica aos dois primeiros. Havemos de atingir o pico, que ninguém se sobressalte.