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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

para não ser injusto

16.05.12

 

 

 

 

Tinha a intenção de escrever um texto sobre a actualidade blogosférica, e da sua relação com a defesa da escola pública, que me exigia algum tempo de pesquisa, e isso não me está a apetecer, para que as opiniões não fossem injustas.

 

Há, contudo, uma evidência: os blogues de professores desempenharam um papel fundamental na defesa da escola pública na nossa história recente e impediram que o que existe se tornasse ainda mais nefasto. Essa causa, ou denominador comum, foi aglutinadora e fez emergir um série de blogues e de movimentos que se afirmavam com veemência e férrea determinação.

 

O tempo passado nas redes sociais associado a inúmeras reuniões, manifestações nos sítios mais variados e presenças constantes nos órgãos de comunicação social deve ter feito mossa (sei bem o que foi isso tudo). O que se constata é que com a substituição da rosa-offshore pela laranja-rapazola-mais-táxi-limousine houve um série de personalidades que desapareceram ou mudaram a 180 graus, apesar das circunstâncias objectivas na defesa da dita causa estarem numa situação semelhante. É natural que em muitos casos exista cansaço, mas é também legítima a crítica que enuncia que a causa era mais de carácter partidário.

 

Por outro lado, não deixa de ser curiosa, e algo cómica, a posição dos adeptos da rosa-pálida-em-qualquer-circunstância. É vê-los a ameaçar com a rua, integrados em movimentos de cidadãos ou a apelar à revolta dos indignados. Tudo acções que "desconheciam" e desvalorizavam há menos de um ano. E é engraçado que têm uma característica comum aos que entretanto se retiraram e que não se afirmaram pelo exercício corajoso da exposição pela escrita e pelas ideias: são apontadores de dedo aos bloggers e dá ideia que esperam por uma próxima vaga para voltarem-a-defender-o-que-agora-condenam.

 

É também esta uma das causas para explicarmos a quem nos visita o estado a que chegou a nossa democracia.

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