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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

acentuou-se desde 2006

16.05.12

 

 

 

 

 

A traquitana do MEC, imbuída do discurso anti-escolas e anti-professores, sempre dificultou a vida das escolas e está comprovado. Em regra, acrescentou-se uma dose de governantes "reformistas" aos dois atavismos residentes: o eduquês e a má burocracia.

 

A partir de 2006 a febre subiu uns graus impensáveis e promete continuar. A terraplenagem da organização escolar é a constante do algoritmo e uma escola que se preze tem apenas uma solução: já ter estudado e aprovado os planos A, B, C, D e E para o que aí vem, desde a rede escolar e do novo modelo de gestão escolar à nova estrutura curricular.

 

Até a comunicação social mais atenta percebe o devaneio que vai muito para além da crise financeira e que se deve considerar como um bom exemplo das causas que nos empurraram para o estado em que estamos.

 

"Muitas decisões têm de ser tomadas nos próximos dias. Até ao fim de Junho, as escolas e os agrupamentos têm de indicar à Direcção-Geral da Administração Escolar a lista dos professores que não vão ter turmas atribuídas no próximo ano lectivo. Em finais deste mês precisam também de saber como vão organizar as aulas práticas e teóricas nas disciplinas de Ciências. E ainda antes de Maio chegar ao fim é preciso decidir igualmente os manuais escolares a adoptar. São rotinas que os estabelecimentos de ensino começam a pôr em prática agora, mas nenhuma escola pode tomar decisões ou fazer previsões enquanto não conhecer as mudanças do próximo ano lectivo.

Esperar que o Ministério da Educação anuncie o plano final de reorganização da rede escolar, aguardar o despacho que define o novo currículo e ainda a legislação que define o novo modelo de gestão escolar é tudo o que as direcções escolares podem fazer por enquanto. “Esperemos que no fim desta semana todas estas questões estejam resolvidas”, diz Manuel Esperança, presidente do Conselho de Escolas, admitindo no entanto que a demora na conclusão do processo de fusão de escolas se deva ao facto de a tutela estar ainda a “procurar consensos” entre as escolas e as autarquias.(...)"

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