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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

radicalismos

17.05.12

 

 

 

 

A forma como a mediatização maioritária olha para o panorama partidário português reflecte um preconceito europeu a que a influência norte-americana não é alheia, para além, claro, de outros ângulos da história. Poderíamos resumir assim: à direita do PSD é tudo arco governativo e à esquerda do PS só existem radicais e perigosos esquerdistas.

 

Nem a situação financeira a que os diversos arcos governativos nos conduziram obriga a alguma contenção. Olhando ainda para Portugal, e pensando numa série de declarações num momento especial recente, poderíamos continuar a resumir: se Paulo Portas é ministro por que raio de razão é que Miguel Portas não poderia ter sido? Quem não se lembra do recente PP e das ideias que defendia? O que é que ficaria realmente em causa?

 

A situação grega dá que pensar. A economia e as finanças do país estão no estado de bancarrota que se sabe e o mainstream quer atribuir a culpa a quem nunca governou? Mesmo que o Syriza grego tenha um acrónimo que inclui a designação radical (e nem vou discutir a importância da categoria) não deixa também de integrar a referência à democracia. Estou à vontade para escrever assim e não me podem acusar de interesses inconfessáveis. Parece-me que a tal maioria de opinião publicada está mais dependente da veneração a quem nos empurrou para onde estamos do que doutra coisa qualquer.