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Correntes

em busca do pensamento livre

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não fui ao pingo doce

01.05.12

 

 

Uso um supermercado Pingo Doce. Reparei, na última sexta-feira, que os trabalhadores da empresa sugeriam que não se fizessem compras no dia do trabalhador. Surpreendi-me, porque pensei que não abriam nesse feriado.

 

Faziam-me falta, hoje, uns produtos, mas como me lembrei da sugestão dos trabalhadores fiz uma abstinência e, pelo menos até agora, sobrevivi. 

 

Estou perplexo com o que se está a passar. A administração do Pingo Doce resolveu fazer uma promoção de 50% no 1 de Maio (para compras superiores a 100 euros), as filas de clientes são enormes e já há prateleiras vazias.

 

Sinceramente: estes comportamentos, nesta e noutras circunstâncias, são da mesma família dos que elegeram Adolf Hitler e explicam a dificuldade em combater a corrupção.

 

Até pode dar ideia que é um exagero fazer analogias destas, mas tenho a sensação que as sociedades que estão minadas pela pequena corrupção ou cunha acabam por venerar e premiar, mesmo pelo voto, a grande corrupção. Há mesmo quem diga que os eleitores no ambiente de salve-se quem puder elogiam a chico-espertice que consegue "enganar" as instituições democráticas.

 

Muitas filas e confusão à porta das Lojas Pingo Doce por causa da promoção 

 

"Muitas lojas da cadeia Pingo Doce têm hoje grandes filas de clientes à porta, tudo por causa de uma promoção que o Grupo Jerónimo Martins decidiu levar a cabo e que dá descontos de 50 por cento para compras superiores a 100 euros.(...)"

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