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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

autonomia e exigência - post não corporativo

27.03.12

 

 

 

 

Os tempos lectivos vão deixar de oscilar entre os 45 e os 90 minutos. Existe a alternativa dos 50 minutos ou de outra solução que as escolas encontrem, desde que se enquadrem na nova estrutura curricular. Quem estiver com atenção ao que vai acontecer, perceberá que as aulas de substituição serão suprimidas e que continuará a possibilidade de se criarem grupos de nível nos apoios educativos (parece que a sensatez as exclui das turmas regulares).

 

Embora com parâmetros mais orientados pela "impossibilidade" (catastrófica) da interdiscplinaridade e pelo desperdício financeiro, a reorganização curricular de 1998 também apelava à autonomia curricular com limites mínimos e máximos.

 

Se é expectavel que seres crescidos e responsáveis desejem ser autónomos, por que será que tantos professores se arrepiam quando ouvem falar de autonomia?

 

A solução temporal terá de ser muito debatida e pensada. Será necessário ouvir e recorrer a históricos das variáveis em confronto. As turmas de nível, por exemplo, requeriam que se controlassem bem as variáveis pedagógicas e informacionais. Em escolas com vinte alunos e dois professores tudo se simplificaria. Com 1000 alunos e 100 professores, o caos podia instalar-se ao fim de dois a três anos lectivos com sérios prejuízos pedagógicos, organizacionais, sociais e financeiros.