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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mandela

08.12.09

 

 

 

Mandela foi um filme que me escapou nas salas de cinema e que vi depois, em casa, através de um vídeo: uma prenda de aniversário.

 

Nelson Mandela é um ser humano de referência e um exemplo para o mundo. Depois de anos a fio em cadeias de alta segurança, um dos seus primeiros gestos de liberdade foi um entender de mão aos líderes dos seus fanáticos opositores: e não esqueçamos, estamos a falar de cruéis inimigos que martirizaram o povo que Mandela defendia.

 

Mas o filme tem ainda um outro foco de atenção: a vida do responsável pelos guardas prisionais da cadeia de alta segurança onde Mandela passou uma grande parte dos últimos anos de encarceramento; penso que é mesmo aí que o argumento, baseado em factos históricos, centrou uma boa parte da atenção.

 

As lições que se podem tirar das circunstâncias do chefe dos guardas prisionais são históricas e merecem um olhar atento. Claro que os tempos são outros e o que se passa em Portugal não tem qualquer semelhança, a mais leve sequer, com o que se viveu naquele país da África Austral.

 

Mas não deixa de ser avisado olhar para a coragem daquele guarda prisional. Começou pela posição mais baixa na hierarquia profissional e, a exemplo dos seus colegas, vivia com enormes dificuldades financeiras (sabe-se como são todos os regimes totalitários: as benesses ficam a cargo de um reduzido grupo de déspotas) e era casado com uma mulher que não interrogava o que quer que fosse e que vivia centrada na ideia de tudo fazer para garantir as promoções profissionais do seu marido e o bem-estar da sua família.

E tudo foi correndo bem até ao contacto diário com Nelson Mandela. A partir daí, o promissor agente do regime do "apartheid" começou a fazer interrogações em catadupa. E fê-lo de tal modo, que isso, a exemplo do próprio Mandela, lhe custou não só a vida do seu próprio filho como um conjunto de ameaças a que soube sempre, e de modo inteligente, resistir. Nunca desistiu e conheceu a liberdade do seu líder histórico como se da sua se tratasse. Comovente.

 

E vem isto a propósito do seguinte:

 

sabemos que os regimes totalitários arregimentam uma série de tropas anestesiadas; 

mas também sabemos que quando os totalitarismos se esboroam, muitos dos seus acólitos se apressam a passar para o lado novo.

 

Na maioria das vezes essa encenação é vã, principalmente se o conjunto dos libertados é atento e informado.

 

Escolhi um vídeo alusivo à libertação de Nelson Mandela: alegria e vida em 4 minutos.

 

 

Ora clique.

 

 

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