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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

passo a passo

14.02.12

 

 

Por muito que custe ler o que vou escrever, a transição para o actual modelo de gestão escolar fez-se com naturalidade. A maioria das Assembleias de Escola passaram a Conselhos de Escola e os Conselhos Executivos a Direcções. Tudo na paz divina e para proteger os "cantinhos" dos males do mundo. Houve alguma discussão nos órgãos de comunicação social e na blogosfera, mas apenas um reduzido grupo de professores discutiu o assunto. Houve um pico com as tradicionais ameaças de demissão, mas nada de importante aconteceu.

 

À medida que o modelo se desenvolve, conhecem-se as motivações mais profundas. Neste momento, são as associações de directores que dizem que o governo cedeu aos sindicatos ao apresentar uma proposta que vai no sentido da eleição dos coordenadores de departamento. É espantoso.

 

Para quem não saiba, não está em causa a equipa da direcção. Essa, e muito bem, é escolhida pelo Director ou por quem liderar uma lista candidata. Os coordenadores de Departamento são membros do Conselho Pedagógico, representam o seu Departamento e devem ser eleitos pelos respectivos professores. Fazem parte da equipa da instituição. Dirigi uma escola pública durante muitos anos e nunca senti qualquer necessidade dessas nomeações. Quem está confiante no seu projecto, e acredita mesmo na força da democracia, prefere trabalhar com pessoas legitimadas pelo voto. Se, como se verificou em muito casos, as eleições servem para "castigar" pessoas, também as nomeações podem ter efeitos perversos. A democracia não é perfeita.

 

Autonomia das escolas. Directores contra "cedência" aos sindicatos 

 

Tutela quer que os docentes participem na nomeação da equipa mais próxima da direcção. Directores não querem abdicar deste poder.

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