Em busca do pensamento livre.
Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

 

 

 

 

Os sinais de crise na nossa democracia têm uns anos e a culpa não é dos alemães. As recentes imagens audíveis da curvatura vertebral de Vitor Gaspar em relação ao seu homólogo alemão são procedimentos de continuidade. Os recentes chefes de governos europeus não eleitos aconteceram porque a maioria da classe dirigente no velho continente se portou muito mal e em Portugal também.

 

Quem ler com atenção as propostas do governo sobre o modelo de gestão escolar só pode abanar a cabeça na horizontal. É aprofundada a "escola" de J. Sócrates e L. Rodrigues, com indecisões reveladoras do desnorte. É bom que se sublinhe que quem denunciou a perda de poder democrático das escolas não foi o mainstream; basta atender aos acordos ou entendimentos assinados em 2008 e 2010; já neste milénio, portanto.

 

O detalhe da recuperação da eleição dos coordenadores de departamento é elucidativa. O governo reconhece que têm de ser sufragados, mas com a condição da direcção indicar três nomes elegíveis. Não sei que provas dadas tem o secretário de Estado Casanova, que parece assinar a proposta, mas tem escola. Não tarda e os alemães sentem-se no direito de nos dizer: vá lá, deixamos que elejam o primeiro-ministro entre António Borges, Dias Loureiro e João Rendeiro para nós podermos trabalhar com quem não faça perguntas.



publicado por paulo prudêncio às 18:20 | link do post | comentar | partilhar

8 comentários:
De luiz carvalho a 11 de Fevereiro de 2012 às 18:51
de facto já tinha 'abanado' a cabeça na horizontal... não há pachorra para tanto dislate...!
aliás já tinha deixado nota da leitura que fiz aqui:
http://arseteducatio.blogspot.com/2012/02/da-proposta-negocial-apresentada-pelo.html


De paulo prudêncio a 11 de Fevereiro de 2012 às 19:34
É Luiz.

Não conhecia o blogue.



De Sindicalista a 11 de Fevereiro de 2012 às 19:41
"Com o Terreiro do Paço transformado no “Terreiro do Povo” contra as medidas de austeridade, Arménio Carlos reclamou hoje aquela que diz ser “a maior manifestação de sempre dos últimos 30 anos”."


De paulo prudêncio a 11 de Fevereiro de 2012 às 19:43
A maior de sempre ou a maior dos últimos 30 anos? A de sempre dos últimos 30 anos é que não entendo. De qualquer das formas, ainda bem que foi assim.


De Sindicalista a 11 de Fevereiro de 2012 às 19:48
Eh eh eh! Apenas um lapso. Manifestação impressionante e o povo está a acordar.


De Tito Ramos a 11 de Fevereiro de 2012 às 21:48
Tudo isto envergonha-nos como nação e estes governantes são medíocres. Há mais na proposta que tem um espirito igual. A avaliação dos directores pela malta vai ser um fartote...


De Eduardo Rocha a 11 de Fevereiro de 2012 às 23:07
E mais estes:

António Nogueira Leite, economista nomeado pelo Primeiro-ministro Passos Coelho, de facto CEO da CGD. Membro do Conselho Nacional do Partido Social Democrata (PSD). Administrador executivo da Mello Saúde e vice-presidente do Banif Investment Bank.

José Agostinho de Matos, CEO no papel, testa de ferro nomeado pelo Ministro das Finanças, do qual foi colega no Banco de Portugal.

Nuno Fernandes Thomaz, administrador-executivo nomeado por Paulo Portas, do qual foi secretário de estado. CEO do graupo ASK, banco de investimento e finança corporativa, até Julho de 2011.

Pedro Rebelo de Sousa, irmão de Marcelo Rebelo de Sousa, advogado da multinacional ENI (accionista de 33% da Galp - negócio cujo interesse estratégico faz parte das atribuições da CGD) e advogado da Compal, empresa que mantém um litígio jurídico com a CGD.

Faria de Oliveira, político do PSD, ministro do comércio e do turismo nos governos de Cavaco Silva. Anterior CEO da CGD e reeleito Presidente do Conselho de Administração (chairman).

Norberto Rosa, secretário de estado do orçamento entre 1993 e 95 (governo de Cavaco Silva) e entre 2002 e 2004 (governo de Durão Barroso). Vice-presidente do BPN após a nacionalização.

Pedro Cardoso, economista, membro do conselho de administração da CGD na altura da implosão do BPN. Responsável pela análise dos mercados financeiros, da gestão de activos e da gestão de risco. Administrador da Efisa, empresa de finança corporativa, parte do grupo BPN, e administrador do BPN após a nacionalização.

Manuel Lopes Porto, membro da mesa da Assembleia Geral da CGD. Deputado do PSD ao Parlamento Europeu entre 1989 e 1999. Organizador da reunião internacional de liberalização do comércio e políticas de ajustamento do Banco Mundial, que visa essencialmente sacar os recursos de países menos desenvolvidos sem lhes pagar o devido valor.

Rui Machete (como é que seria possível ignorar Rui Machete?), presidente do Conselho Nacional do PSD, presidente em exercício do Conselho Superior da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) empresa DETENTORA do BPN no momento da sua gestão danosa e malpractice financeira, que resultou numa dívida a ser paga pelo contribuinte que já sabemos.

PSD, PSD, PSD,
PSD, PSD, PSD...

Vá, todos juntos: "Paz, pão, povo e liberdade... etc..."


De Fausto Viegas (Norte) a 12 de Fevereiro de 2012 às 20:22
Este pessoal não atina com francesinhas e imperiais, carago.


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