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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

latitudes

10.02.12

 

 

Quem esteve atento às políticas da Educação, percebeu que houve um debate interno no PSD que se resumiu assim: um grupo que desenhou a continuidade das más políticas do PS e que podemos classificar de ultraliberal ou de testa de ferro da privatização de lucros e um outro que construiu o seu discurso na contestação às políticas dos últimos anos e que se disse defensor de um clima de confiança nos professores e de recuperação do poder democrática da escola.

 

Digamos que o primeiro grupo assentou que nem uma luva ao arco governativo que nos conduziu à bancarrota e que o segundo se apresentou, de forma algo surpreendente, fora desse registo. Usou um discurso sem laivos de má burocracia ou de eduquês e foi sensível ao que os investigadores mais atentos têm diagnosticado: a escola precisa, em nome da igualdade de oportunidades no acesso ao saber, de se libertar de um incomportável caderno de encargos, de recuperar a confiança nos professores e de se dedicar ao ensino.

 

O segundo grupo parece estar a perder a voz e é fundamentall que a esquerda construa um ideário nas políticas da Educação que se afirme como oposição e que prepare uma alternativa de governo que apague de vez a desastrosa herança dos governos de J. Sócrates.