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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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O eléctrico, o jazz e a burocracia

06.02.12

 

 

 

 

 

A aceleração do tempo e o excesso de presente absolutizam o desespero com a "ausência" do futuro. São interessantes os exemplos que Daniel Innerarity (1) utiliza para de alguma forma sossegar o devir histórico.

 

O desassossego com a estonteante velocidade na estreia do eléctrico, a passagem do ritmo frenético do primeiro jazz para a audição actual que se sujeita ao julgamento de "fora de tempo" e de brandura e o resultado não previsto por Max Weber quando destinou à burocracia um registo de velocidade e de simplificação, são boas analogias para pensar e relativizar.

 

Resta-nos sempre um regresso aos clássicos e, neste caso, a Tennessee Williams e ao seu "Um eléctrico chamado desejo". O único segredo para a eternidade poderá ser a aventura de viver cada um dos dias.

 

(1) Daniel Innerarity (2011).

"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.

  


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