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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

aprendizagens provocadas

29.01.12

 

 

 

 

Angola está a aplicar "com rigor as boas práticas internacionais sobre migração", diz Luanda. Pois é. Portugal passa a vida a impedir a entrada de cidadãos angolanos (21 nos últimos sete dias) e Paulo Portas pede explicações por causa do veto angolano à entrada de portugueses; e logo o actual ministro que era um acérrimo defensor do encerramento de fronteiras aos fugitivos do "terceiro mundo".

 

O que acabou de ler é mais uma lição para os ex-impérios situados no sul da Europa. A Grécia, a Itália, a Espanha e Portugal foram centros do mundo e pioneiros na globalização, mas assemelham-se a aristocratas falidos que se arruínam convencidos da intemporalidade dos pergaminhos familiares. O mundo actual, o das oportunidades para os emergentes, é, talvez, mais igualitário do que nunca e exige relações internacionais em posição de igualdade.

 

Tenho ideia que no virar do milénio, e quando nos regozijávamos por pertencermos ao clube dos ricos, a nossa população olhava com superioridade o impedimento à entrada de imigrantes-pobres-e-não-qualificados. Nunca se pensou que o efeito boomerang fosse tão rápido.