Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da convocação das sobras (1)

15.01.12

 

 

 

 

A propósito da possível, e próxima, integração em mega-agrupamentos das sobrantes 283 escolas secundárias não agrupadas, disse-me um colega, presidente de um Conselho Geral de uma secundária nessa condição, militante do partido socialista e indefectível do modelo em curso, que "foi preciso começarmos a sentir na pele o que é o modelo para mudarmos de opinião e foi o governo, com este modelo, quem levou a "má política" para dentro da escola e não os professores". Concordei. Também concordou comigo com algo que lhe disse há muito: a inevitabilidade da escola como arena política é uma imagem pertinente, interessante e real, mas que o que se está a passar é preocupante: leva para o interior da organização os aspectos mais criticáveis na nossa prática política.

 

Conversei muitas vezes com este colega sobre o modelo. Sempre lhe disse que só mais tarde perceberiam o que se estava a passar. Em 2009, e para acolhimento da epifania que assombrou Sócrates e Rodrigues, na maioria das escolas não agrupadas, e mesmo em algumas amontoadas, as Assembleias passaram a Conselhos Gerais, os presidentes de Conselhos Executivos a directores, e tudo decorreu na "paz do senhor" e com a ideia de exorcizar os fantasmas que pairavam sobre o "cantinho abençoado"; e, enfim, haverá tantas outras razões. Só que o tempo vai passando e o modelo vai ganhando contornos: por causa dos novos agrupamentos, ou porque é comprovadamente incompetente, mais cedo do que tarde dará sinal de si.

 

Fez-me uma série de perguntas e de observações que retratam a sua perplexidade e a preocupação que invadiu os espíritos mais almofadados. Darei conta do sucedido num próximo episódio.

 


5 comentários

Comentar post