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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

os et´s

15.12.11

 

 

 

 

Prossegue a discussão sobre a proposta de estrutura curricular apresentada pelo governo. Os detalhes demonstram o avanço paulatino em direcção à ideia de disciplinas essenciais. A ideia de back to basics tem hoje caminhos divergentes: uns buscam um regresso a uma espécie de ler, escrever e contar e outros, onde me situo, encontram na má burocracia e nas inutilidades associadas os argumentos essenciais.

 

É natural que a discussão se centre nas questões laborais. Não adianta escamotear. Uma ideologia é sempre um conjunto de interesses inconfessáveis e muitos dos arautos da actual linha de cortes fazem-no por se acharem fora do empobrecimento. Percebe-se que as pessoas só têm valor-acrescentado se a quantidade do seu grupo for significativa e as minorias sentem-no na pouca pele que lhes resta.

 

O grupo de educação tecnológica do 3.º ciclo está nessa situação. Herdou um conjunto de conteúdos disciplinares desprestigiados e as mudanças qualitativas operadas não são reconhecidas pela nova onda bem-pensante e sedutora. Perde horas significativas no 9ºano e vê os poucos horários quase preenchidos pela instabilidade de quem jamais entrará para os quadros para desenvolver uma qualquer continuidade.


Para além disso, e com a conjugação da educação tecnológica com as tecnologias da informação e comunicação no 2º ciclo, a educação tecnológica reduzir-se-á no currículo dos alunos.

3 comentários

  • Força aí Um dia de cada vez
  • Sem imagem de perfil

    prof

    15.12.11

    Apevt - Associação Nacional de Professores de EVT

    Importante ler até ao fim o post do prof . Manuel Porfírio


    "Revisão da estrutura curricular do sr . Crato

    Linhas de força de uma falsa proposta de uma falsa revisão curricular

    Uma revisão de tipo iluminista
    Uma revisão preconceituosa
    Uma revisão profundamente ideológica
    Uma revisão de um só autor/ de um homem só (à revelia da comunidade social e educativa)
    Uma revisão sem qualquer enquadramento estratégico
    Uma revisão por duas más razões (1) o preconceito e uma crença pessoal inabalável cruzada com (2) a decisão orçamental de cortes cegos na escola pública.

    Sobre a estratégia seguida pelo Ministro Crato
    Confusão pessoal e política entre a obrigação de governar e administrar o sistema educativo e a governação política da Rés Educativa que integra uma ética de dever de respeito pela comunidade e pelas suas instituições.
    Intempestiva e arrogante (a gestão dos recursos educativos) atropelando toda a ética de uma gestão dos recursos educativos participada e negociada.
    Divisão dos professores
    Manipulação da opinião pública (ex: a notícia enviada “cedinho” para a Lusa “sobre o aumento das horas nas disciplinas de Geografia e História aparentemente como uma coisa boa a antecedendo a apresentação da proposta)
    Um simulacro de debate, uma mentira que devemos denunciar e explicar – o debate a realizar para o desenvolvimento da reforma curricular implica um processo de debate político e social mobilizador das instituições e agentes educativas e comunidade social

    Sobre a dimensão substantiva da proposta.
    A destruição da disciplina de Educação Visual e Tecnológica
    Abastardamento curricular
    Ausência de avaliação de uma experiência com sucesso
    Ambiguidade e contradições no princípio da redução do nº de disciplinas neste ciclo de estudos
    Destruição de uma disciplina / área educativa central no desenvolvimento integral da criança e na animação socioeducativa da comunidade.

    O que fazer?
    Envolvimento de todos
    Integração a nossa luta na luta mais geral de todos os professores
    Integrar e defender o desenvolvimento de um amplo movimento social e educativo que afirma a sua necessidade de uma reforma curricular orientada por uma orientação estratégica nacional e não de grupo ou facção.
    A revisão curricular é a principal âncora do sistema de ensino, exige-se, por isso um forte acordo político e social de natureza estratégica, pois aquela requer estabilidade e continuidade nas políticas.
    A reforma curricular não pode estar ao sabor das mudanças políticas conjunturais resultantes dos ciclos políticos eleitorais.
    Por isso defendemos e lutamos por um movimento social amplo – movimento sindical docente; associações científicas de professores; cientistas da educação e movimento associativo de pais e encarregados de educação, entre outros – que exija uma ampla participação social nas alterações e organização do currículo escolar.
    Afirmar a firme e inequívoca disposição de lutar na:
    (a) Defesa intransigente dos direitos socioprofissionais dos professores de EVT;
    (b) Defesa e promoção do papel insubstituível das artes e das tecnologias na educação e no ensino básico;
    (c) Intervenção proactiva no processo de reorganização curricular, não nos centrando numa posição de defesa e atrás da barricada, mas antes numa posição de intervenção exigente e de participação construtiva na política educativa disponibilizando-nos para encontrar soluções equilibradas na gestão dos recursos educativos .
    Que ninguém fique ausente da luta profissional e ética a que fomos chamados".

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