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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

pois - os inúmeros e o rigor argumentativo

23.11.11

 

 

O actual ministro das finanças será mais tecnopolítico ou tecnocrata? Nos últimos dias tem-se desdobrado em declarações cooperativas e mobilizadoras em desfavor do conceito de corporação. Pois é. O problema é que contam mais os actos. Se se exaurir o que resta de qualquer espírito corporativo, a maioria das classes profissionais será "cilindrada".

 

Para além da questão da constitucionalidade, que mesmo em momentos de crise deve ser letra com alguma vida, os cortes de subsídios são injustos se se pensar na aplicação de um imposto geral.

 

Como não só de pão vive o homem, é bom recordar que é o mesmo governo que mantém um modelo Kafkiano e injusto (palavras de Passos Coelho em campanha) a dilacerar a corporação dos professores e que passa o tempo a dividir os saberes em mais e menos essenciais.

 

Em relação ao segundo argumento, é até legitimo que se ache que esta ou aquela disciplina necessita de mais horas e de mais exames. É, contudo, um achamento abusivo considerar-se que o ser humano pode existir sem artes e sem humanidades. Priorizar não é dividir e muito menos desmobilizar. E podiamos incluir um rol com inúmeros argumentos. O adjectivo inúmeros, por exemplo, foi usado, nos últimos dias, por Vítor Gaspar para quantificar as pessoas excelentes na função pública. Em nome do propalado rigor matemático, era essencial que explicasse o algoritmo que inclui inúmeros em quotas com 5% de excelentes.

Vítor Gaspar: “Não é tempo de alimentar conflitos e divisões”

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