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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

a conversa das essenciais

24.01.12

 

 

 

O actual ministro da Educação insiste na ideia das disciplinas essenciais. Sinceramente, não esperava voltar a ouvir um discurso desse teor. A invenção da roda está distante, mas é seguro que sem a forma circular os solavancos aumentarão o atrito e a ineficácia.

 

A concentração nas essenciais inscreve mais horas curriculares e exames, para além de mais horas de formação. Um governante pode achar que faltam horas de ensino aqui ou ali para uma determinada aprendizagem e que quer examinar essses saberes muitas vezes. Mas quando enuncia publicamente que o seu achamento divide as disciplinas em mais e menos, dá um péssimo sinal à sociedade e acrescenta ruído no ensino das achadas não essenciais. Recordo-me da ministra Lurdes Rodrigues e do seu chefe Sócrates. Tanto propalaram o descrédito dos professores que acabaram desacreditados. Pode ser que o essencialismo tenho o mesmo efeito.

 

(1ª edição em 18 de Novembro de 2011)

3 comentários

  • É. "(...) Apenas o ministro da educação não o quer ver, por razões economicistas que mascara de aprendizagens essenciais (...)" mais a convicção num back do basics na versão demasiado conservadora.
  • Sem imagem de perfil

    ramos silva pereira

    18.11.11

    gosto de "Contrariando Saint Exupéry, neste caso o essencial NÃO é invisível."
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