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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do fácil

18.11.11

 

 

A construção de sociedades meritocráticas criam o vício da exclusão e nunca li ou ouvi: temos de encontrar os incompetentes a começar por mim. Os universos organizativos são pluridimensionais e apenas nos mais restritos ou competitivos se pode aplicar a máxima da substituição imediata dos insuficientes. Os outros, não esqueçamos. E o mais humano, e triste, é classificar-se a insuficiência como voluntária.

 

O difícil é pegar numa organização e fazê-la crescer com os que existem e criar modelos organizacionais que permitam que cada um dê o melhor de si. É como com os países: de nada vale subsitiuir os portugueses pelos filandeses se os mecanismos que nos empurraram para onde estamos não se alterarem.

 

Andamos há anos com o discurso da exclusão como sentido único. A fasquia da mobilização nunca terá estado tão baixa e só tem paralelo na ideia de cooperação. Instituímos o medo de existir e o temor-do-dia-seguinte. Fizémos o fácil. Agora que o aperto entrou em escalada, nem será preciso o passo em frente: basta ficar no mesmo sítio que o redor indicará o vazio.

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