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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

naturalmente ou nem por isso?

12.10.11

 

 

Se a esperança de vida aumenta, o limite mínimo para a entrada na reforma tem de subir; naturalmente. O estado social não aguenta reformas aos 50 e poucos anos nem ausência de tectos máximos para o valor das pensões. São ainda mais insuportáveis as situações de benesses ilimitadas que se concretizam em valores chocantes e em duplas e triplas pensões. O governo parece que vai exigir 57 anos de idade em vez dos actuais 55.

 

Já escrevi vezes sem conta sobre os motivos que levam os professores mais experientes a dizerem basta: são o número mais significativo dos fugitivos e é a classe profissional que conheço melhor. Fazem-no com penalizações que quase que chegam aos 50% e que se traduzem em pensões com valores à volta do milhar de euros. É incrível como este inédito êxodo não põe os sucessivos responsáveis a pensar, sem ser em vésperas de eleições.

 

Não ha país ou instituição que avance sem mobilização, sem lideranças bem legitimadas e em que não se desenvolva o princípio da autonomia associado à responsabilidade. Mais ainda quando uma crise grave se instala. A confiança tem de ser sempre a palavra-chave da mobilização, com todos os riscos que se correm pela existência de oportunismos variados. E tudo piora se em vez da auto-crítica e da resposta informada e competente, os responsáveis se desdobram na invenção de fantasmas externos. No sistema escolar estão bem identificadas as causas que têm implicações directas e indirectas na diminuição da despesa e no aumento da mobilização. Se existir vontade e conhecimento, uma parte importante dos constrangimentos podem ser ultrapassados. O curto prazo implora-o e o médio prazo não aceita outro caminho.