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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

faz e desfaz

10.10.11

 

 

A nossa organização administrativa é o que se sabe: em vez de um quadro, como seria moderno e razoável, temos mais de quarenta. O sistema escolar não escapa à voracidade. Tenho evidências empíricas que me permitem afirmar que o caos administrativa em que está mergulhado o sistema de informação do MEC se deve também a esse estado de sítio.

 

Sempre considerei as Direcções Regionais (DRE´S) como excrescências, porque se diluem no nível macro e nas competências do poder central. No início da década de noventa surgiram 23 Centros de Área Educativa (CAES´s). Mais uma divisão administrativa, mas que foi dando corpo a uma necessidade mais próxima da realidade. Apesar de 23, eram estruturas muito menos pesadas, a todos os níveis, do que as desnecessárias 5 Direcções Regionais (serviam para entreter professores sem sala de aula e infernizar a vida das escolas). 

 

Em 2002, a Aliança Democrática (AD) pôs um fim abrupto às CAE´S. Verifiquei a falta de estudo da decisão, mas a mediatização destas questões era nula e o imperativo do país da tanga fez lei. Dez anos depois, a mesma AD parece querer pôr um ponto final nas DRE´S e criar mega-agrupamentos mais próximos do território das CAE´S. Impõem-se duas perguntas: como é que um país assim não podia falir? Até quando se manterá a divisão? Tenho, por indução e suposição, resposta para a segunda: até que uma nova maioria do mainstream avance com um novo quadro de regionalização.

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