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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

passe pela secretaria

30.07.11

 

 

Tem perto de 50 anos de idade e mais de vinte a leccionar na mesma escola secundária. É, reconhecidamente, um bom profissional. Disseram-lhe para passar pelos serviços administrativos. O professor ficou sem serviço e tem de concorrer até amanhã, era a notícia que um dos assistentes administrativos tinha para lhe dar.

 

Já são imensas as situações semelhantes. O mundo está gelado e virado do avesso.

 

Há professores sem horário porque as turmas que deveriam leccionar estão matriculadas em escolas cooperativas, localizadas nos mesmos concelhos ou cidades, para onde não podem concorrer. Os professores dessas escolas são pagos pelo estado, mas a sua colocação não obedece a critérios escrutináveis pelo público. Os docentes com horário zero nas escolas públicas ficam numa situação de tremenda angústia e injustiça.

 

É evidente que esta dor não é sentida por muitos, pelo menos até ao dia em que a sua vez, ou de um familiar mais próximo, entre na ordem do dia.

2 comentários

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    Lélia Saldanha

    04.08.11

    É arrepiante esta situação. Tenho estado a acompanhar colega que está «justamente» ou melhor injustamente a vivê-la. Ao fim de 24 anos de dedicação a uma escola, recebe friamente esta notícia. De facto, a minha colega está chocada com o modo como estão a lidar com situação. Perdemos toda a dignidade, quando não estimam o nosso trabalho. E concorrer será a solução....e a possibilidade de perder vínculo, sair do quadro da escola caso situação de horário zero se repita?
    Tanta exigência e tão pouca consideração.
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