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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

invisíveis

28.07.11

 

 

 

 

Há já uma legião de professores invisíveis. Bem sei que os tempos estão difíceis para vários grupos sociais e profissionais, mas não fico indiferente aos casos que conheço melhor. Há muitos professores com horário zero e com a angústia a preencher-lhes as emoções. Para além dos tradicionais jovens contratados, situação que não é nova, temos pessoas na faixa dos 35 aos 50 anos de idade sem esperança no futuro.

 

O que é mais grave é que podia não ser assim. A situação agravou-se pelo somatório da repetida incompetência na organização da actividade profissional dos professores por parte do ME, das DRE´s e de muitas escolas, mas também pelo despautério que se verificou na gestão da rede escolar e nos atropelos que os últimos seis anos introduziram na carreira de professores.

 

Na questão da rede escolar, os olhares atentos evidenciam a criação de escolas cooperativas ilegais - em perímetro urbano com oferta pública - que contratam professores sem concurso, em regime de amiguismo, pagos pelo estado e que originam muitos horários zero com a consequente deslocação para sabe-se lá onde.

 

A epifania dos professores titulares criou injustiças impossíveis de reparar. Há pessoas prejudicadas para sempre.

 

A desespero dos professores invisíveis conhece ainda um tempo desumanizado provocado pela dilaceração das atmosferas relacionais e pela necessidade de cada um se agarrar ao que tem. As solidariedades transformaram-se em extravagâncias vãs. Quem diria que a incompetência que nos governou durante décadas teria estes efeitos e que a tão propalada prestação de contas fosse tão ignorada?

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