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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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22.07.11

 

 

Os escrutínios da democracia mediatizada também têm desvantagens. A colocação da escola no centro do turbilhão informativo acelera os propósitos ditos reformistas e impede que o tempo forneça inteligibilidade aos caminhos. Colocar o escolar no reino do senso-comum desqualifica o debate (e as crianças estão sempre atentas, como se sabe), como se tem visto.

 

Impressiona, pelo menos em Portugal, a eliminação da Educação. Nem uma linha. Creio que o fundamental está por aí, mas percebo que desinteresse audiências porque interessa conveniências. A que horas se deitam as nossas crianças? Têm tempo livre? Como passam o tempo? Têm computador e televisor no quarto? Quanto tempo passam por dia nas redes sociais? Usam telemóvel desde que idade? A que brincam? Como, e quanto tempo, interagem com as famílias? Como se alimentam? Fazem exercício físico? Existe um efectivo controlo do peso? Como se organiza o horário de trabalho dos pais? Construíram-se os bairros a pensar nas crianças? Qual é a qualidade de vida das crianças que passam horas em transportes escolares? Quais são os hábitos de leitura? E podíamos ficar horas a lançar as interrogações que questionam a maioria dos fenómenos que infernizam o debate a partir do interior da escola.

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