Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

enésima mais uma

21.07.11

 

 

A discussão à volta da avaliação de professores entrou no domínio do risível (se não fosse trágico; e escrevo-o com a consciência que me estou a repetir em modo exaustivo). Um modelo injusto, desmiolado e mais aquilo que todos sabem e concordam, não pode ter quaisquer efeitos em concursos e em futuras (não se riam) progressões na carreira e ponto final. Isto tem de ser assumido sem tibiezas.

 

Começa a desenhar-se um novo modelo mais sensato. Dá ideia que sim. Todavia, tudo o que seja pontuar fora da sala de aula, ou seja, avaliar outras dimensões para além do ensino e da aprendizagem, induzirá um clima de farsa e fingimento que será potencialmente explosivo. É evidente que os maus burocratas que defendem as quatro dimensões já fervilham por novas grelhas; valha-lhes não sei o quê.

 

Mas a novidade revela sintomas que fazem temer o início de outro estado febril. Há já quem se interrogue se as aulas observadas devem ser de surpresa, tipo avaliador com disfarce carnavalesco ou de dia das bruxas. É a nossa irresistível tentação para puxarmos para baixo tudo em que tocamos. Quem constrói o que quer que seja pautado pela ideia de apontar a dedo os ditos medíocres, não só não obtém esses resultados como consegue afastar as vontades essenciais às boas edificações. Há quem diga que quem tanto se projecta num registo de nivelamento por baixo, mais não faz do que olhar para o espelho.

3 comentários

Comentar post