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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

em mais uma véspera

10.07.11

 

 

É amanhã que entra no parlamento, pela mão do PCP, outro decreto-lei que visa a suspensão da avaliação de professores. É inacreditável o que tem acontecido com este modelo. Já foram utilizados caracteres em número incontável e há quem pareça não ter percebido que a coisa é brutalmente injusta, incompetente e inexequível. A quantidade de critérios imensuráveis é tal, que quando se chegasse à aplicação repetida das quotas e das pontuações o ambiente explodia de vez.

 

Já cansa ler os argumentos que defendem que o actual ciclo deve ir até ao fim. É tradicional nesse argumentário a inventariação dos números. Normalmente apontam o rol de adesões ao modelo, coisa em que o anterior governo era especialista. Parecem os defensores dos grandes movimentos totalitários quando advogavam com a participação de milhões. Como nada se consegue sem a adesão das pessoas, desde o nazismo à revolução cultural, se prevalecesse o critério do número a humanidade nunca se tinha libertado dos fascismos diversos em direcção à democracia. Quando um modelo é comprovadamente mau, não deve respirar à custa do cinismo ou do calculismo; para além de tudo, dá sempre péssimos resultados.

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