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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

sevilha

19.04.08





A península ibérica tem um rectângulo junto ao atlântico que em nada se assemelha ao resto do seu território. Por isso a longa e conhecido independência do citado quadrilátero (com os ângulos todos rectos).

Portugal tem uma singular organização territorial. Muito dispersa - por exemplo, de Lisboa a Leiria quase que não há um espaço desabitado -, com uma acentuada concentração populacional no litoral, e com cidades quase sem vida.

Passámos, recentemente, uns dias na cidade espanhola de Sevilha. Encontrámos, novamente, uma urbe muito animada, cheia de gente nas ruas, com esplanadas apinhadas de espanhóis e de turistas, com um leque variado de espectáculos, com centros de interesse cultural e patrimonial em permanente estado de visita e com muitas crianças a brincar pelas ruas. E é assim todos os dias. Quando saímos da cidade acabam as edificações e vemos paisagem, humanizada pela agricultura ou não.


Portugal é, como já referi, o contrário de tudo isso. As cidades têm alguma animação até ao anoitecer e, depois, os seus habitantes parece que imergem com o desígnio de enriquecer os números das audiências televisivas. Estranha coisa esta. Um país bafejado por um clima de eleição e com uma rica história não consegue despertar para a vida. Nem a capital foge a esta mediania. E o que mais me intriga é o desaparecimento das crianças do espaço público. Serão as propaladas vantagens de uma escola a tempo inteiro e o desafecto pelo convívio e pela "ágora"  que leva a que essa seja uma ideia tão popular?