Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

eduquês e inclusão

09.02.14

 

 

 

Arriscando-me a cair num registo redundante, mas considerando a polémica que acusa os críticos do eduquês (e excluo Nuno Crato do grupo de críticos do eduquês) de serem inimigos da inclusão e da democracia, afirmo que a má e excessiva burocracia fez mais pela exclusão de alunos do que as outras variáveis. Apenas a sociedade ausente, onde se incluíram a pobreza e a falta de ambição escolar, conseguiu níveis mais elevados.

 

As políticas educativas do meu espaço político, a esquerda (no caso português a coisa preencheu a mente de todos os partidos políticos que passaram pelo parlamento), convenceram-se que a burocracia seria o advogado de defesa do aluno-réu perante o todo poderoso professor-juiz e que assim se garantiria a igualdade de oportunidades.

 

Substituiu-se a palavra do professor pela evidência documental e nasceram inúmeras inutilidades informacionais. Os professores muito fizeram para escaparem a esse inferno. Por direito de sobrevivência, usaram a farsa para esconderem a mágoa e a saturação e apoiaram menos os alunos desprotegidos. Pelo contrário, quando encontraram ambientes organizacionais despoluídos e civilizados, mobilizaram-se para a inclusão e ajudaram a democracia a crescer.

 

 

 

1ª publicação em 22 de Junho de 2011.

3 comentários

  • Viva Francisco.

    Pela minha parte, há muito que o eduquês está bem identificado e que é um inimigo que deve ser combatido com todas as forças.

    Este post tb o faz e de forma sucinta. Mas para isso, é como alguém disse: é preciso estar na escola e pensar a sua cultura organizacional.

    Abraço.
  • Paulo,
    há 33 anos que sou professor, tendo apenas interrompido a actividade docente na escola pública durante os 16 meses do serviço militar obrigatório. Mesmo nessa altura, durante 12 meses fui instrutor de novos recrutas, o que não deixa de ser uma outra forma de ensinar.
    Ao longo destes anos e da mais de uma dezena de escolas em que trabalhei não me cruzei nem uma vez com o eduquês de que fala Nuno Crato no seu opúsculo de 2006 e nas numerosas intervenções mediáticas em que se fartou de malhar numa coisa que não existe se não na sua cabeça.
    Pelo contrário, cruzei-me com muita prática pedagógica vinda direitinha do tempo em que eu mesmo frequentava o liceu. E em muitos casos estou a falar do pior que se fazia nesse tempo e não de alguns excelentes professores que também tive.
    É por isso que para mim Crato é mais igual a Maria de Lurdes do que muita gente imagina:
    http://fjsantos.wordpress.com/2011/06/23/mlr-vs-nc-semelhancas-e-diferencas/
    Abraço
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.