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Correntes

em busca do pensamento livre

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sua excelência, o hermeneuta (3)

17.03.08



Vou abrir uma excepção. Já vai perceber, meu caro leitor.

É que um dos adjuntos de Sua Excelência telefonou-me por causa do “post” “Sua Excelência, o hermeneuta (2)”.

Argumentou, com toda a delicadeza, diga-se, que eu não tinha percebido bem a questão: Sua Excelência estava envolvido num sistema demasiado competitivo e a decisão que tomou tinha uma justificação que favorecia a sua instituição. Um equívoco daqueles era injusto, uma vez que beliscava a extrema devoção de Sua Excelência. Agradeciam que eu publicasse uma rectificação. Lá lhe disse que isto era um blog, mas que ia ter em consideração a delicadeza com que resolveram tratar da questão.

Então, passo a esclarecer o “Sua Excelência, o hermeneuta (2)”: A douta decisão de Sua Excelência tinha uma explicação. A estrutura interna complexa - vulgo, máquina administrativa - da instituição que Sua Excelência encaminhava, tinha, como principal função, certificar indivíduos e expedir declarações.

Por dever de ofício, Sua Excelência vivia num sistema obcecado com a concorrência, numa época em que a virtude das instituições era normalizada a retalho. Havia um indicador que encimava os mais variados estudos: o número de vezes que os familiares dos utentes - os clientes - visitavam a instituição para fins administrativos ou outros.

Contudo, nenhum estudo dava importância à distinção entre administrativos e outros. A instituição de Sua Excelência liderava essa norma.





PS: este post é uma reedição: os números 2 e 1
serão publicados amanhã e depois de amanhã,
respectivamente.



(Reedição. 1ª edição em 7 de Setembro de 2006.
Quer ler o que já escrevi sobre educação?
Clique aqui.)

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