Em busca do pensamento livre.
Segunda-feira, 17 de Março de 2008



Vou abrir uma excepção. Já vai perceber, meu caro leitor.

É que um dos adjuntos de Sua Excelência telefonou-me por causa do “post” “Sua Excelência, o hermeneuta (2)”.

Argumentou, com toda a delicadeza, diga-se, que eu não tinha percebido bem a questão: Sua Excelência estava envolvido num sistema demasiado competitivo e a decisão que tomou tinha uma justificação que favorecia a sua instituição. Um equívoco daqueles era injusto, uma vez que beliscava a extrema devoção de Sua Excelência. Agradeciam que eu publicasse uma rectificação. Lá lhe disse que isto era um blog, mas que ia ter em consideração a delicadeza com que resolveram tratar da questão.

Então, passo a esclarecer o “Sua Excelência, o hermeneuta (2)”: A douta decisão de Sua Excelência tinha uma explicação. A estrutura interna complexa - vulgo, máquina administrativa - da instituição que Sua Excelência encaminhava, tinha, como principal função, certificar indivíduos e expedir declarações.

Por dever de ofício, Sua Excelência vivia num sistema obcecado com a concorrência, numa época em que a virtude das instituições era normalizada a retalho. Havia um indicador que encimava os mais variados estudos: o número de vezes que os familiares dos utentes - os clientes - visitavam a instituição para fins administrativos ou outros.

Contudo, nenhum estudo dava importância à distinção entre administrativos e outros. A instituição de Sua Excelência liderava essa norma.





PS: este post é uma reedição: os números 2 e 1
serão publicados amanhã e depois de amanhã,
respectivamente.



(Reedição. 1ª edição em 7 de Setembro de 2006.
Quer ler o que já escrevi sobre educação?
Clique aqui.)


publicado por paulo prudêncio às 09:58 | link do post | comentar | partilhar

5 comentários:
De anónimo a 18 de Fevereiro de 2006 às 00:34
Também achei muita piada a "à vista do cliente". Paulo G. Trilho Prudencio
</a>
(mailto:pgtrilho@netvisao.pt)


De anónimo a 18 de Fevereiro de 2006 às 00:26
Tb prefiro esta ordem. Acho o máxima a máxima do tempo da gestação da certidão.aniceto
</a>
(mailto:aniceto@mac.com)


De anónimo a 17 de Fevereiro de 2006 às 23:55
Finalmente li os hermenutas pela ordem de publicação. Porquê hermeneuta? Hermenêutica administrativa, claro. Daí 8 dias virarem de prazo a tempo certo, legal, único. Não será demasiado, arriscar a seguinte máxima: não deves fazer crer que as tuas funções são fáceis e rápidas. O tempo de gestação da certidão não deve ser abreviado, à vista do cliente.Luis Filipe Redes
(http://semrede.blogs.sapo.pt)
(mailto:luis.filipe.redes@netvisao.pt)


De anónimo a 17 de Fevereiro de 2006 às 20:23
então não...Paulo G. Trilho Prudencio
</a>
(mailto:pgtrilho@netvisao.pt)


De anónimo a 17 de Fevereiro de 2006 às 18:56
Por dever de ofício, Sua Excelência vivia num sistema obcecado com a concorrência, numa época em que a virtude das instituições era normalizada a retalho - divinal.António Jorge
</a>
(mailto:antjor@hotmail.pt)


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