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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a influência dos spin doctor

21.09.08

 

Vivemos tempos desconhecidos. Os mais avisados reclamam a evolução histórica e com razão.

 

Por muito que custe aos que reduzem, de modo apressado e com a verdade na ponta da língua, o conflito que opõe os professores portugueses às políticas do ministério da educação, e mais propriamente ao regime de avaliação do desempenho, com os argumentos que afunilam o conflito no binómio governo versus sindicatos, a actualidade devia ajudá-los a concluir: o que se passa é muito mais do que isso.

E mesmo que fosse só isso, era avisado lerem o que está aqui.

Por outro lado, cresce a importância das agências de comunicação e dos "spin doctor". O tempo encarregar-se-á de explicar as vantagens e as devantagens desta forma, necessariamente superficial, de sobre-informar a sociedade. Numa sociedade veloz e em rede, e com o advento da comunicação livre associada à internet, a função destas modernas assessorias torna-se rapidamente obsoleta. A cada minuto. E mais: de repente, tudo desmorona-se para dar lugar, apenas, ao substancial e ao maduramente estudado e experimentado.

E lembrei-me de um pequeno texto de José Bragança de Miranda sobre o tempo.

"No jardim, uma rapariga com aquela idade indefinida em que ainda é criança e começa a deixar de o ser, passeava convictamente um cão. Estava a trautear uma melopeia repetitiva, desengraçada. Percebi que estava à espera... sem saber bem do quê! Já tinha visto esta imagem vezes sem conta. O tempo custa a passar porque se repete demasiado... e não avança."

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