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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

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da pedagogia e em busca do pensamento livre

tragédia em n actos

29.04.11

 

 

A tragédia é gémea da comédia e a história do modelo quase fascista por via administrativa de avaliação de professores comprova-o. Os episódios mais recentes revelaram o que há muito se escreve: o modelo está derrotado dos mais variados pontos de vista e adia-se o seu desaparecimento através de umas minudências técnicas, como foi hoje o caso.

 

Há sempre vírgulas fora do sítio na nossa comprovada má legislação e dá ideia que a cor com que se tecla origina o envio de decisões para os tribunais e as consequentes deliberações. Desta vez parece que há dúvidas quanto à competência do Parlamento para se intrometer na esfera governativa. Enfim. A casa da democracia é pouco respeitada e não nos podemos admirar com o estado a que chegou a nossa democracia.

 

Sejamos claros. Para além de tudo o que já se escreveu, o PSD atrasou na Assembleia da República o fim do desmiolo. Tanto adiou que acabou por tomar uma decisão que não impediu uma qualquer controvérsia jurídica. Sabe-se que o atraso se deveu à implícita admiração pelas políticas educativas do chefe do governo de gestão, bem demonstradas na cooperação estratégica promovida pelo ainda PR e que agora se voltou a evidenciar.

 

Os professores e as escolas têm que ter uma paciência infinita para aguentar uma gente que levou o país à falência e que andou os últimos anos a usar como arma de arremesso a avaliação dos professores do seu país. Quem está mesmo nas escolas conhece bem o estado de sítio criado e que se volta a prolongar até 5 de Junho. Sem a constituição da nova, salvo seja, Assembleia da República tenho a ideia que nada, em termos legislativos, se poderá fazer.

 

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