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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

da sedução dos sindicatos

13.05.12

 

 

 

Não acredito em cidadãos imaculados nem em organizações imunes aos "pecados" da natureza humana e, por isso, defendo a democracia e o estado de direito. Também não sou dado a teorias da conspiração. Lembro-me sempre de Karl Popper quando leio os que se esquecem que a irrefutabilidade só nos aproxima do totalitarismo.

 

A linguagem bem-pensante e sedutora fez do eduquês uma via para o totalitarismo e algo parecido levou o sindicalês para o mesmo sítio. Os sindicatos foram seduzidos para uma espécie de participação governativa para adquirirem a alforria da responsabilidade. Deixaram para lugar secundário a força da razão e passaram a nortear a presença na mesa de negociação pelo imediato, pelos corredores do poder, pela promiscuidade partidária e pela dança das cadeiras.

 

Esta constatação nem se fundamenta apenas no que se assistiu nos últimos anos na Educação. Cada uma faz da vida o que quer, mas tem de ter bem presente que as agendas sindicais não podem ser plasmadas das governativas, que a força da razão não se impõe de imediato e que é com o exemplo que se constrói a democracia.

 

(1ª edição em 8 de Abril de 2011)

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