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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

agulha

16.03.11

 

 

 

Nunca se poderá acusar os professores de não terem avisado. Talvez até nem se esperasse que a sua capacidade de resistência, de argumentação e de desconstrução fosse a que foi. A história registará.

 

Foram tantos os diplomas legais nefastos que a dado momento tornava-se difícil focar a argumentação. Talvez fosse essa a intenção dos adversários do poder democrático da escola.

 

Há algum tempo que os professores (não escrevo sempre e também educadores por poupança compreensível) se dirigem em primeiro lugar à avaliação do desempenho, porque esse diploma encerra um quase fascismo por via administrativa e a sua queda pode projectar uma qualquer abrangência.

 

Quando vi dois ex-presidentes que respeito, Jorge Sampaio e Ramalhos Eanes, elegerem a avaliação de professores como a principal causa da nossa bancarrota, não tive qualquer hesitação em considerar que era por aí que devíamos avançar. Ao lembrar-me de Bragança de Miranda (Política e Modernidade, página 23), reforço essa ideia: "(...) há na política moderna uma afinidade com a questão do nihilismo (que impede a manifestação do político enquanto tal) e do totalitarismo que está verdadeiramente por pensar. Dissemos já que a ideia de política, sendo potencialmente a acção de muitos em absoluta liberdade, não pode ser realizada de uma vez para sempre (...)"

 

Estamos num caminho importante e que deve levar à queda deste modelo. É como encontrar uma agulha num sítio como o da imagem, que pode também ser sinónimo de bullshit.

 

2 comentários

  • Gosto dessa contenção, por causa dos miúdos
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