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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

percentagens

16.03.11

 

 

 

 

É inclassificável que o ME argumente com os tais quarenta por cento de professores que se candidataram às menções de excelente e de muito bom para advogar a aceitação do modelo. É, desde logo, uma percentagem não provada. Para além disso, esta avaliação está tão derrotada como a ideia de sociedade onde germinou.

 

Quem está nas escolas, mesmo os mais inclassificáveis, sabe muito bem do que estou a falar quando refiro o desmiolo de tudo isto.

 

Como quase sempre sucede com as falácias, o efeito boomerang acontece e com força. Começo a ver sinais de indignação, também por parte dos envolvidos nas menções, com a manipulação do ME.

 

Tem de se sublinhar que houve professores obrigados à candidatura e que os colegas contratados estão numa situação difícil. Se retiramos estes grupos, as tais percentagens descem abruptamente. Ficarão uns quantos, os tais inclassificáveis, que não se devem queixar e muito menos pensar em passar pelos pingos da chuva com um assobio nos lábios. É que, e apesar da inexequibilidade e injustiça do modelo, o facto de existirem pessoas assim torna mais difícil o triunfo da razão.