Em busca do pensamento livre.
Quinta-feira, 24.05.18

 

 

 

Não é surpreendente que se aponte as "empresas externas" (o conhecido outsourcing, predominante nas plataformas digitais) como a componente mais desfavorável para as organizações modernas: a opção facilitou o aumento da escala e desprezou a gestão de proximidade como valor precioso e inalienável. A "gestão do exterior" satisfez os investidores porque permitiu a subida dos lucros com a redução de profissionais. Essa supressão cerebral (na maioria dos casos, e incluindo o escolar, sem qualquer relação com a 4ª indústria ou com a robotização) deslocou para o exterior a definição da informação a obter.

As instituições deixaram de agir livremente sobre os sistemas de informação. Foi um perda com uma agravante: se antes da sociedade da informação e do conhecimento o poder era exercido por quem decidia sobre o financeiro, a partir daí surgiu um pólo paralelo: a informação. A "gestão do exterior" apoderou-se dos dois domínios. E por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas, os decisores exteriores podiam sempre argumentar: "é uma boa ideia, realmente, mas impossível de concretizar". A dependência externa generalizou-se. Como disse Niklas Luhman, o homem perdeu "a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes" (no caso escolar, todos os actores foram remetidos para o exterior; com mais visibilidade para professores e restantes profissionais mas com consequências para os alunos).

 

Já usei parte desta 

argumentação noutros textos.

Educacao360_logo



publicado por paulo prudêncio às 21:46 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 23.05.18

 

 

 

Um texto de Carmo Machado com um retrato do estado a que isto chegou. O texto foi publicado pela revista Visão e colo-o na totalidade porque é um testemunho impressionante.

 

"A Depressão dos Professores.

Deparamo-nos por essas escolas do país, com colegas que arrastam pelos corredores a sua precariedade gritante. E nós, os que ainda possuímos alguma sanidade, nada podemos fazer.

Muito se fala hoje de stress, de stress ocupacional e de burnout (reconhecido pela Organização Mundial do Trabalho como uma síndrome que afeta várias profissões) mas nem toda a opinião pública estará consciente do facto de que esta é uma doença ocupacional com sintomas físicos, psíquicos e comportamentais que tem nos professores o seu principal alvo. Muito se fala também da elevada percentagem de atestados médicos passados aos profissionais do ensino mas poucos tentarão ou conseguirão compreender as razões pelas quais é esta uma das classes profissionais que mais frequentes visitas faz ao psiquiatra.

Em três décadas de ensino, ganhei algumas (poucas) certezas. Uma delas é a de que é completamente impossível ensinar se não estivermos na posse de um equilíbrio emocional total. É terrível quando, perante situações sistemáticas de indisciplina, a ansiedade se instala em nós, o choro ocorre amiúde, a insónia se repete e o pânico de ter de voltar a enfrentar uma determinada turma se transforma na nossa realidade quotidiana. Já vi muitos colegas de profissão em situações como a que vos descrevi cuja única escapatória foi o atestado médico. A fobia escolar é, a meu ver, o pior que nos pode acontecer. Confesso mesmo que, ao longo da minha carreira, já experienciei esta fobia escolar relativamente a uma turma. A simples ideia de ter de enfrentar aqueles alunos insubordinados e insolentes provocava-me uma tamanha sensação de angústia que, pela primeira vez, coloquei a hipótese de abandonar o ensino.

Já o tenho dito várias vezes e repito: é impossível sofrer de depressão e ser professor. A profissão docente - e falo de ser professor à séria, com vocação e empenho, profissionalismo, competência pedagógica e científica, não daqueles meros vendedores de aulas que, por necessidade e como última alternativa, enveredaram pela carreira de professor - exige uma leveza de espírito, elevadas cargas e recargas diárias de energia, agilidade mental e física, capacidade rápida de resolução de problemas e de conflitos de vária ordem, adaptação a situações imprevistas, capacidade de resposta fácil e rápida dentro da sala, uma listagem infindável de competências incompatíveis com um professor cuja caixa de ressonância tenha avariado. E estar deprimido é isso mesmo.

SIM, sei do que falo porque também eu já estive à beira deste descalabro e lembro-me de que, por esses dias, tanto se me dava que houvesse indisciplina ou que os professores fizessem greve ou que fechassem a escola ou que o mundo acabasse. Basicamente, tudo o que vinha na minha direção e que à escola dizia respeito, fazia ricochete e não entrava. Eu encontrava-me à beira de mim própria e nesses casos, o que menos nos importa é exatamente aquilo que contribui para chegarmos a esse limite. Felizmente, consegui travar a situação a tempo, antes de atingir o precipício.

Mas nem sempre é assim. Todos conhecerão, nas suas escolas, um ou mais casos de colegas que, em situações de desequilíbrio emocional, insistem em manter-se ao serviço e cumprir com as suas obrigações profissionais, convictos de que o que estão a fazer é o melhor para si e para a escola. Alguns não querem faltar para não prejudicar os alunos, outros não têm noção do estado em que se encontram, outros ainda não saberiam mesmo o que fazer se tivessem de ficar em casa. E assim, deparamo-nos por essas escolas do país, com colegas que arrastam pelos corredores a sua precariedade gritante. E nós, os que ainda possuímos alguma sanidade, nada podemos fazer.

Não preciso de ser psiquiatra para saber que a minha colega sofre de depressão ou outro distúrbio do foro psiquiátrico e que precisa de ajuda especializada. O pior, porém, é que os alunos também sabem e não têm, perante ela, a mesma condescendência que nós tempos. Diria mais: não têm qualquer tipo de condescendência. Pelo contrário, as situações de humilhação em que os alunos colocam um professor nestas condições dentro da sala de aula são gritantes, obrigando muitas vezes os colegas da sala ao lado a intervir. E nós acudimos-lhe mas pouco mais podemos fazer. O pior de tudo é que nem a escola a pode ajudar... A escola pública parece não possuir um enquadramento legal que permita a um diretor retirar tempo letivo a um docente com estas características, atribuindo-lhe outro tipo de tarefas, menos humilhantes para a sua condição e nas quais se sentiria menos exposto.

E qualquer coisa pode acontecer numa sala de aula, sabemo-lo. Ter trinta alunos perante nós, se problemáticos e indisciplinados, exige uma enorme resistência e sagacidade que um professor, cuja caixa de ressonância avariou, deixou de possuir. Carl Jung escreveu: a depressão é como uma mulher vestida de preto. Se ela aparecer, não a afaste. Convide-a para entrar, ofereça-lhe um assento, trate-a como uma convidada e ouça o que ela tem a dizer. Mas primeiro, digo eu, temos de afastar de nós esses outros convidados que se encontram na sala, geralmente em número de trinta e a que chamamos alunos.

Não há como escapar a este flagelo. Todos os dias sou confrontada com situações angustiantes de colegas em sofrimento e não consigo, por mais que tente, ficar indiferente. É mesmo impossível ignorar a colega que literalmente, num passo arrastado, caminha como um autómato para a sala de aula onde, numa luta desigual, terá de enfrentar um grupo cruel de trinta adversários que, à mínima oportunidade, transformarão a aula numa batalha campal, derramando pelo chão os últimos restos de uma dignidade há muito perdida.

Carmo Miranda Machado é formadora profissional na área comportamental e professora de Português no ensino público há vinte e sete anos, tendo trabalhado com alunos do 7º ao 12º anos de escolaridade. Possui um Mestrado em Ciências da Educação (Orientação das Aprendizagens) pela Universidade Católica Portuguesa e tem como formação base uma Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa. Tem dedicado a sua vida às suas três grandes paixões: o ensino, a escrita e as viagens pelo mundo. Colabora na Revista Mais Alentejo desde Fevereiro de 2010 como autora da crónica Ruas do Mundo, tendo ganho o Prémio Mais Literatura atribuído por esta revista nesse mesmo ano. Publicou até ao momento, os seguintes títulos pela editora Colibri: Entre Dois Mundos, Entre Duas Línguas (2007); Eu Mulher de Mim (2009); O Homem das Violetas Roxas (2011) e Rios de Paixão (2015)."



publicado por paulo prudêncio às 19:07 | link do post | comentar | partilhar

 

 

Li. Voltei a ler. Francamente que me surpreendi. Ou seja, os governantes não identificam a má burocracia na organização escolar. É até estranho. Às tantas, nunca leccionaram numa escola do não superior. Se não é assim, estão mal informados ou há qualquer outra explicação.

"(...)Na última reunião realizada com o Secretário de Estado da Educação e a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, os governantes pediram que a FENPROF lhes enviasse uma lista de atividades que considera burocráticas, pois, em sua opinião, a maior parte delas não são dessa natureza.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 13:49 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 22.05.18

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:50 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21.05.18

 

 

 

 

Contributo de Mário Silva.

 

"Tanto os sindicatos como os docentes concentraram a pressão reivindicativa na recuperação do tempo de serviço de 9 anos, 4 meses e 2 dias (942), uma atitude da mais elementar justiça. Todavia, o mais grave tem sido ignorado desde 2012, não tendo sido rejeitado veementemente nem pelos sindicatos nem pelos docentes: a aplicação do nº3 do artº37º do ECD (obtenção de vaga para acesso ao 5º e 7º escalões). Será que interessa mais ao governo manter este artigo, criando uma manobra clássica de diversão, fingindo que o 942 é que é muito grave e importante, e deste modo não atraindo a reivindicação para a questão das vagas?

A reivindicação mais importante será exigir eliminar o nº3 do artº37º, em vez da recuperação do 942? Esta recuperação poderá ajudar os professores atualmente em funções, mas não ajudará os futuros professores. Quando se reivindica, deve ser para TODOS os profissionais e não só para casos de situações especificas, deixando que outros tenham prejuízos considerados suportáveis por quem negoceia.

Fazendo um exercício de cálculo, um docente com 25 anos de serviço, com 50 anos, colocado agora no 4º escalão (quando deveria estar no 7º), se não recuperar o 942 e só progredir em 2020 para o 5º escalão (sem o impedimento de vaga), teremos:

- 2020, 52 anos, 5º escalão

- 2022, 54 anos, 6º escalão

- 2026, 58 anos, 7º escalão

-2030, 62 anos, 8º escalão

- 2034, 66 anos, 9º escalão

- 2038, 70 anos, 10º escalão

Este cálculo permite demonstrar que este professor só tem hipótese de chegar ao topo antes da idade da aposentação, se em 2020 passar diretamente para o 7º escalão em vez de para o 5º e que para docentes mais novos existe a possibilidade de chegarem ao 9º/10º escalão antes da idade da aposentação; tendo as vagas para o 5º e 7º escalões, então a MAIORIA pode ficar anos a ‘patinar’ para subir ao 5º ou ao 7º, jamais tendo hipótese de ultrapassar o 6º escalão antes da aposentação!...

Assim, a reivindicação não se pode concentrar apenas no 942: também tem de se concentrar na eliminação das vagas para subida de escalão e na idade da aposentação não ser afetada pelo fator de sustentabilidade, de modo a abranger TODOS OS CASOS."



publicado por paulo prudêncio às 20:35 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 


"...Uma biblioteca é quase tão pessoal como as impressões digitais. Ela forma-se como os problemas que nos formaram a nós e outros virão a abandonar...

...Uma forma de o medíocre convencido imitar a grandeza é não dizer mal de ninguém..

...Porque a eternidade não se mede pela sua duração mas pela intensidade com que a vivemos....

...Pinta-se o galo mas não a galinha, o touro mas não a vaca. Porque o macho é que é testiculado. Mas à mesa o que se come é vaca ou galinha, mesmo que a carne seja do outro. Somente a mesa é o lugar da fraqueza e da necessidade. É por isso que é aí que se fazem os melhores negócios...

...Ser inteligente é ser desgraçado. O imbecil é feliz. Mas o animal também...

...Dar sentido à vida. Para lho darem aos domingos, quando não trabalham, os campónios da aldeia embebedam-se e dão-se facadas. A arte do nosso tempo sabe-o e faz o mesmo...

...Visitar uma terra que há muito deixámos. Não poderemos jamais reencontrá-la. Porque a vida é o presente e tudo o mais é ficção. Mas decerto uma ficção mais real que a realidade..."




Vergílio Ferreira. Pensar.

Reedição.



publicado por paulo prudêncio às 15:49 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 20.05.18

 

 

A plataforma da Assembleia da República que permite assinar a ILC está em baixo. Já lá fui algumas vezes nas últimas horas e o estado é "sem sinal". Enfim.

 

Nota: estava acessível às 00.15 com 11976 assinaturas.



publicado por paulo prudêncio às 14:43 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

(  )

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:12 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 19.05.18

 

 

 

"Sindicatos admitem avançar para greve em época de exames.

Milhares de professores de todo o país estão concentrados na Praça Marquês de Pombal, em Lisboa, reivindicando direitos laborais.

Os professores querem também um regime especial de aposentação, ao fim de 36 anos de serviço, uma revisão dos horários de trabalho no que diz respeito ao que é considerado componente lectiva e não lectiva e medidas que combatam o desgaste causado pela profissão.

Caso o governo não ouça as reivindicações, os sindicatos admitem a realização de uma greve em época de provas nacionais, como disse à agência Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, em vésperas da manifestação."



publicado por paulo prudêncio às 18:28 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 18.05.18

 

 

 

Cartaz19Maio2018

 



publicado por paulo prudêncio às 17:13 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

28126194338_f5a76a55ea

 

 

A iniciativa ultrapassou as 11.000 assinaturas e são necessárias 20.000.

Como assinar?

Clique aqui para o registo e assinatura ou aceda aqui se já fez o registo no site da Assembleia da República.

Pode ver um vídeo explicativo.



publicado por paulo prudêncio às 10:09 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 17.05.18

 

 

 

Vamos lá repetir:

qual é o país da OCDE onde os professores perdem mais tempo com a disciplina para começar uma aula?

É Portugal, onde existem inúmeras salas de aula em que "reina a "pequena indisciplina"". E não saímos disto, com o discurso circular de "especialistas" (em 07 de Fevereiro de 2017) a culpar "mais os professores do que os alunos". E se procurássemos, definitivamente, outras culpas?

Cerca de um ano depois, olhemos para as componentes críticas e para o que foi feito.

Sumariemos: escola "armazém", como resultado da sociedade ausente; aluno-cliente como negação dos elementares princípios docimológicos (não tarda e a publicitação da calendarização de testes chega ao primeiro ciclo para que um petiz convoque os advogados porque o professor o submeteu a um questionário de avaliação sem calendarização; isto sim, o nefasto "facilitismo"); uma década de devassa, mediatizada em primeira página, da carreira dos professores; indústria da medição, com os respectivas pautas e quadros de mérito para os resultados de crianças (é a preparação para a selva, dizem "especialistas da ordem contrária"); "supressão" de intervalos escolares; aulas de noventa minutos como receita do 5º ao 12º ano e em todas as disciplinas; mais alunos por turma; mais turmas por professor; terraplenagem do estatuto da carreira dos professores; agrupamentos de escolas com organograma "impensado" e com aumento da hiperburocracia como factor ilusório de controle; legislação de disciplina escolar na lógica de um "tribunal dos pequeninos"; e por aí fora.

Se nada de moderado, sensato e democrático acontecer, daqui por uma década voltaremos, seguramente, ao mesmo e, obviamente, aos culpados do costume.

 

2ª edição.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:04 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.05.18

 

 

 

Harry Frankfurt publicou "On bullshit" em 2005. Apesar do crescimento do fenómeno, não existiam, disse o filósofo americano, estudos profundos sobre o tema. Não havia sequer uma teoria geral, o que era paradoxal considerando a sua ubiquidade. O fenómeno era, para Harry Frankfurt, uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, já que não tinha que se preocupar com o rigor. Mas mais: o bullshit era objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira era vista sem benevolência. A principal razão para o seu aumento era a exigência da sociedade para que se opine sobre tudo; mesmo sobre o que se desconhece. O mundo da comunicação social, e das redes sociais, constituía um abundante caldo de cultura “bullshit“”. Treze anos depois, dá ideia que o bullshit se impôs de vez.

Nota: Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta”"

 

19030037_ScVsi

 



publicado por paulo prudêncio às 10:08 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 15.05.18

 

 

 

A paixão pelo futebol assenta na incerteza do resultado associada à irracionalidade de se ser de um clube. Há toda uma emoção - com inúmeros exemplos saudáveis - que resvala para o fanatismo. O fanatismo, ou mesmo a parcialidade das análises, assemelha-se à política partidária. Quando alguém professa o seu amor incondicional, acima de qualquer outro amor ou do respeito por organizações congéneres (clubes, partidos ou outras organizações, mas também países ou cidades), esperam-se comportamentos radicais, disputas alienadas pelo poder e "justificações" para ilegalidades (muitas vezes violentas ou com a violência a aproveitar-se das circunstâncias) em nome do confessado amor. Esse discurso incendeia se for ampliado (como acontece com os média actuais). No futebol há uma agravante na irracionalidade: a vitória num campeonato "liberta" até de crimes; embora a política se aproxime desse estado doentio.



publicado por paulo prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece (...)"  

A ideia foi escrita em 2011. Será que alguém compreende o que está acontecer em 2018? Daniel Innerarity (2011:49), em "O futuro e os seus inimigos", escreveria a mesma frase ou a imprevisibilidade (Trump, Coreias, Israel, Irão, Síria, Rússia, 4ª revolução industrial, alterações climáticas e por aí fora) é tão avassaladora que tudo pode acontecer e já nem se coloca a questão de quem se limita ao que está a acontecer? 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:22 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 14.05.18

 

 

 

Li que Trump fará tudo ao contrário de Obama. É mesmo o seu lema. A situação em Gaza agrava-se a cada hora. Entretanto, surgem "As Guerreiras de Gaza".

"Estão na “linha da frente” dos protestos contra Israel. Numa sociedade conservadora como é a da Faixa de Gaza, as mulheres desdobram-se em formas de luta para reclamar um direito histórico — o regresso às terras que outrora foram palestinianas e que agora são território de Israel. “Somos todos terra”, diz ao Expresso uma jovem envolvida nos protestos.(...)"

 

mw-640

 

Imagem do Expresso



publicado por paulo prudêncio às 16:37 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 13.05.18

 

 

Segundo o Expresso, "3/4 dos empregos criados pagam menos de €900". Portanto, dá ideia que

"podemos chegar a um futuro em que uma parte da força de trabalho desenvolverá diferentes tarefas para assegurar o seu rendimento - pode-se ser um motorista da Uber, um shopper do Instacart, um anfitrião do Airbnb e um Taskrabbit", Klaus Schwab (2017:46), "A Quarta Revolução Industrial". 

Ou seja, é pertinente a interrogação que coloca os professores contratados neste nível de precariedade. Aliás, o facto da profissão de professor não aparecer nos quadros de probabilidades das profissões mais ou menos propensas à automatização só suprime ainda mais qualquer certeza sobre o futuro.

Mais à frente, o autor diz que

"(...)as vantagens para as empresas e, em particular, para as startups em rápido crescimento na economia global são claras. À medida que as plataformas de nuvem humana classificam os trabalhadores como independentes, ficam livres(...)dos aborrecimentos e regulamentos de empregos.(...)Para as pessoas que estão na nuvem,(...)será este o início de uma nova e flexível revolução do trabalho que capacitará qualquer indivíduo que tenha ligação à internet e que eliminará a falta de competências? Ou poderá desencadear o início de uma corrida inexorável para o fundo num mundo de exploração do trabalho virtual não regulamentado? Se o resultado for o último(...)será que isto poderá conduzir a uma poderosa fonte de instabilidade social e política?(...)"

 

2ª edição.



publicado por paulo prudêncio às 21:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

A investigação na Parque Escolar é o destaque da 1ª página do Expresso. Há uma antiga ideia holística da pedagogia que é oportuno repetir: "tudo-está-ligado-a-tudo-e-nada-está-solto-de-nada". Ou seja, os grupos envolvidos nas obras da Parque Escolar.EPE foram alegadamente favorecidos pelo mesmo poder político que supostamente beneficiou alguns "privados" escolares. Eram portas giratórias. Considerando os parcos recursos dos investigadores e o sobreaquecimento político, leio elogios ao difícil jornalismo de investigação e às reportagens sobre educação da jornalista Ana Leal. É justo. Em vários concelhos (Caldas da Rainha é um exemplo das políticas referidas), dezenas de professores não leccionariam actualmente nas escolas públicas se a jornalista Ana Leal não mediatizasse verdades inconvenientes que o tempo reforça. Os efeitos são mesmo uma excepção à indignação muito ouvida numa sociedade doente em organizações fundamentais para o estado de direito: "mas depois nada acontece".

 

Nota: a propósito, recordo os professores "alucinados que imaginavam coisas" porque diziam que o objectivo seguinte era a "privatização" da Parque Escolar.

  

Captura de Tela 2018-05-12 às 13.27.09

 



publicado por paulo prudêncio às 13:23 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 12.05.18

 

 

 

 

1256226

Cópia de 1256226

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 19:27 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
Enfim. Isto chegou a um ponto tal que tudo pode, r...
falha 'conveniente' para quem não quer ser incomod...
São tempos muito diferentes. Também verifico isso,...
Há 10 anos atrás, a blogosfera e outras plataforma...
Ao que percebi, é também a dúvida do autor.
Cavalga; concordo.
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676