Em busca do pensamento livre.

Domingo, 26.03.17

 

 

 

Há uns meses ninguém prognosticava as vitórias de Macron, em França, e Schulz, na Alemanha. Talvez o perigo do alastramento do trumpismo tenha este efeito na Europa, apesar dos dois candidatos não parecerem revigorar o ideal europeu. Pode ser que vençam e que a situação melhore (é um desejo cinzento como o clima, mas nem sei se se pode pedir mais).



publicado por paulo prudêncio às 13:07 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 25.03.17

 

 

 

José Pacheco Pereira, no Público, e Clara Ferreira Alves, no Expresso, entre outros, claro, escrevem textos de arrepiar (esta semana parece que combinaram na análise do trumpismo), mas que retratam, se me permitem, as sociedades actuais a partir de um ângulo de análise certeiro. Há um estilo de exercício do poder ("Trump não é um epifenómeno", de Pacheco Pereira) que se faz através do bullying. É triste, mas é assim; embora o feitiço se acabe por virar, e como sempre, contra o feiticeiro, como também parece ser o caso Trump.

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 26.02.17

 

 

Escreve, hoje no Público, Vicente Jorge Silva: "O desvario da Casa Branca não parece ter limites. Quanto mais mentem, mais negam os factos e acreditam na mentira.

 

"Como se constrói uma autocracia" é também a não perder.



publicado por paulo prudêncio às 15:35 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.02.17

 

 

 

 

1107725

Cópia de 1107725

  

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 16:10 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 05.02.17

 

 

 

"(...)Pior do que a crueldade, sempre gratuita, é esta indiferença perante a crueldade. As pessoas que resolvem olhar para o lado, fugir com o rabo à seringa, pretendendo não ver. As pessoas que têm horror da resistência. Os facilitadores. Os cúmplices. Os assalariados. Os corrompidos. Os cobardes. Os amorais. Os neutros.

O que assusta em Trump não são as políticas de Trump. O que assusta é a crueldade, traço evidente para quem viu os episódios de "O Aprendiz" ou os primeiros debates contra os republicanos, quando ele não esperava ganhar.(...)"

 

Clara Ferreira Alves (2017.02.04:03)

Revista do Expresso



publicado por paulo prudêncio às 15:05 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 31.01.17

 

 

 

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Daqui

 



publicado por paulo prudêncio às 16:51 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 23.01.17

 

 

 

""Os indignados andaram anos a fio em cima dos corruptos da banca e da política. Os gregos elegeram um Governo que assumiu o protesto e não é que os indignados passaram de imediato para o lado dos bancos e dos políticos? Acusavam os gregos de parasitismo. Com Trump é a mesma coisa. Diz que vai lutar contra o sistema de Washington e é ver os indignados outra vez ao lado da banca e da política. Podem descansar. O sistema americano tem a Constituição e o jogo de pesos e contrapesos". Ouvi a ideia e discordo. O Syriza era muito mais frágil do que Trump e o segundo é muito mais do sistema. Para além disso, é todo o discurso, e a história dos dois movimentos, como se viu na tomada de posse do segundo. 

Por outro lado, não confiaria assim na tal sacrossanta constituição dos EUA e nos referidos "checks and balances". Bem sei que foi alterada 27 vezes desde 1789, mas se olharmos para os seus 230 anos encontramos as maiores barbaridades "constitucionais" (a começar pelas torturas em Guantanamo): da escravatura à perseguição de "comunistas", passando por golpes de estado nas mais variadas latitudes ou pelo apoio a ditadores sanguinários. Trump é disruptor (rompe com o que está), utilizador da pós-verdade (a emoção sobrepõe-se aos argumentos) e já deu sinais de desvalorizar ou mesmo desconhecer o significado da democracia ateniense. Não será tão fácil o poder existente normalizar um Trump tão imprevisível. O seu império megalómano já faliu e voltou a prosperar. É mesmo um caso para seguir com preocupação.

 

A-terrível-humilhação-da-Grécia-Antiga-para-os-criminosos-sexuais

 



publicado por paulo prudêncio às 17:45 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 20.01.17

 

 

 

A condição naif, mesmo que algo simulada, de Trump, pode provocar mais dano do que a retórica eleitoral extremada (acaba de anunciar, num discurso sem História, que terminou a "carnificina nos EUA" e nem por uma vez usou a palavra democracia ou os seus valores). O seu modo simplista de olhar problemas complexos intranquiliza. Trump parece impreparado para o que vai enfrentar. Já se percebeu que quer radicalizar no universo comercial que, obviamente, se liga às restantes variáveis do mundo global. Se, e em consequência disso, Trump retirar os EUA do centro de várias decisões, e se continuar a fragilizar a NATO e a desestabilizar a ordem mundial, tudo poderá acontecer nesse salto para o desconhecido.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 16.01.17

 

 

 

Há muitos sinais de que o mundo se tornará um lugar mais perigoso, mas espero enganar-me.



publicado por paulo prudêncio às 18:19 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 12.12.16

 

 

 

Um jornal estatal chinês diz que Trump é uma "criança ignorante". Penso que é mais robot, mas é evidente que haverá robôs-criança e a questão da ignorância será "apenas" de mais ou menos software. É, desde logo, um mau início nas relações internacionais e acredito que muitas pessoas dos EUA, republicanas incluídas, estão embaraçadas e envergonhadas com um Presidente assim.

 

Captura de Tela 2016-12-12 às 16.07.40

 



publicado por paulo prudêncio às 16:08 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 11.12.16

 

 

 

Escrevi há tempos no facebook que "a partir da revolução tecnológica (RT), a produtividade de cada pessoa triplicou mas aumentou o desemprego estrutural. É um dado fundamental para a discussão sobre impostos e desigualdades. A RT originou outra discussão fundamental: os robots "devem descontar" para a segurança social? Num nível mais imediato, temos a taxação dos mais ricos, os tais 1%, que, surpreendentemente, origina sempre uma contestação inflamada de uma parte dos 99%." Uns tempos depois, e a propósito de Trump ter declarado que teria 1 dólar de salário como Presidente, concluí, também na rede social, que "é fundamental que os robôs paguem segurança social, mas com salários de 1 dólar por ano não vamos lá." Dá ideia que Trump confirma um tom humorístico que se pode tornar trágico.



publicado por paulo prudêncio às 13:09 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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