Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 15.06.17

 

 

 

A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:

"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



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Quarta-feira, 14.06.17

 

 

 (Parece que esta notícia ainda não se confirmou)

 

Os novos campeões da "NBA quebraram a tradição": disseram um "não", por unanimidade, a Trump. Não existirá a habitual recepção do Presidente aos vencedores. É uma decisão interessante num mundo ocidental a transbordar de hipocrisia. Como estaria a democracia se cada cidadão tivesse a mesma dignidade?

 

Captura de Tela 2017-06-14 às 12.36.19

 



publicado por paulo prudêncio às 13:25 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 04.06.17

 

 

 

"(...)Entretanto, o Presidente americano Donald Trump voltou a publicar um twit sobre os atentados, desta vez acusando o Presidente da Câmara de Londres, Sadik Kham, um britânico de origem paquistanesa, de não levar a sério a ameaça terrorista.

"Pelo menos sete mortos e 48 feridos num atentado terrorista e o presidente da Câmara de Londres diz que "não há razão para ficarmos alarmados", escreveu Donald Trump. Sadik Khan tinha no entanto condenado em termos muito fortes os ataques, designando-os nomeadamente como "actos bárbaros".(...)"

 

Impressiona! Como é que os EUA elegeram este Presidente é a perplexidade mil vezes repetida.



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Segunda-feira, 29.05.17

 

 

 

 

O Brexit e Trump mudaram a condição da Europa. Aumentaria a apreensão se a direita radical tivesse vencido em França.

Merkel é um bom barómetro. Está em campanha. Quando diz o que vai ler, está a dramatizar ou a tentar convencer as pessoas que se ausentou nos últimos anos?

"Num comício de campanha este domingo, a chanceler alemã sugeriu que aliança ocidental pós-II Guerra foi gravemente afetada pela vitória do Brexit e pela eleição de Donald Trump."

É, no mínimo, uma Europa diferente e com jogos perigosos.



publicado por paulo prudêncio às 14:20 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 26.05.17

 

 

 

Entrei na sala, para uma acção de formação sobre avaliação, e vi uma fotografia repetida em cima de cada mesa com a seguinte imagem: um rapaz a abraçar uma árvore. O formador solicitou a um porta-voz por grupo que enunciasse as conclusões após uns minutos de análise. Desde o amor pela natureza a uma genética abençoada, foi um rol de virtudes. O formador sentenciou: um rapaz a abraçar uma árvore e ponto final. Não voltei a encontrar um modo tão significativo de começar uma acção de avaliação. E o que é que me levou a este post trinta anos depois da referida acção? As fotografias com sorrisos, ou cara séria, que envolvem Obama, o Papa Francisco, o Trump e por aí fora, e com análises políticas que são de imediato contraditadas com mais imagens. E nem os OCS de referência escapam, como se comprova na imagem seguinte que acompanha um tratado sobre um aperto de mão entre Macron e Trump:

 

Captura de Tela 2017-05-26 às 15.52.33

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:57 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 10.05.17

 

 

 

 

 

 

mw-960

 

Requer atenção, muita atenção, às faces e aos detalhes.

Imagem encontrada na internet sem referência ao autor.



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Sexta-feira, 28.04.17

 

 

 

Trump já se arrependeu da candidatura. Tem saudades da vida anterior. Aborrece-se por não fazer o que quer. O exercício presidencial é muito mais difícil do que imaginou.

Quando a segunda guerra mundial terminou, a sensatez predominou; principalmente na Europa. Não se admitia o ressurgimento de qualquer forma de ditadura. Para além disso, o apocalíptico nuclear jamais se usaria. A sua existência era apenas um argumento para a paz. Só que passadas as gerações de Hiroxima, os novos senhores da guerra, como Trump e o Sol da Coreia do Norte, eliminaram da mente a história do horror e ameaçam com o nuclear.

E é isto. Na História, o passado nunca é irrepetível. Hiroxima deve ter mais presença mediática e escolar. O medo faz falta e a ideia de que os governantes com acesso ao botão nuclear são sempre sensatos é arriscada. Há, desde logo, uma missão para a ONU: salvar o Homem da sua loucura.

 

Bomba Atomica tsar czar 2

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:58 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 27.04.17

 

 

 

"Eurodeputados portugueses apontam "a porta da rua" a Dijsselbloem" diz o tablóide JN. Foi uma atitude dura de parlamentaraes europeus (e não apenas portugueses) num sinal de uma qualquer viragem. Dá ideia que as políticas que Dijsselbloem protagonizava são inaceitáveis numa Europa que maioritariamente rejeita a trumpização como se percebe na França. A questão decisiva é a consolidação de uma alternativa.

 

Captura de Tela 2017-04-27 às 19.00.17

 



publicado por paulo prudêncio às 19:03 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 18.04.17

 

 

 

 

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Cópia de 1124931

 

Luís Afonso



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Segunda-feira, 17.04.17

 

 

"Não fiquem cansados tão depressa: o mal é mais tenaz do que o bem", é o título de mais um texto muito interessante de Pacheco Pereira. O discurso sobre o mal vem a propósito de "Trump é um perigo de dimensões mundiais e pode conduzir o mundo ao patamar de uma guerra". 

A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. É preciso estar atento, parece-me a preocupação mais evidente do texto de JPP. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:

"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 21:48 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 26.03.17

 

 

 

Há uns meses ninguém prognosticava as vitórias de Macron, em França, e Schulz, na Alemanha. Talvez o perigo do alastramento do trumpismo tenha este efeito na Europa, apesar dos dois candidatos não parecerem revigorar o ideal europeu. Pode ser que vençam e que a situação melhore (é um desejo cinzento como o clima, mas nem sei se se pode pedir mais).



publicado por paulo prudêncio às 13:07 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 25.03.17

 

 

 

José Pacheco Pereira, no Público, e Clara Ferreira Alves, no Expresso, entre outros, claro, escrevem textos de arrepiar (esta semana parece que combinaram na análise do trumpismo), mas que retratam, se me permitem, as sociedades actuais a partir de um ângulo de análise certeiro. Há um estilo de exercício do poder ("Trump não é um epifenómeno", de Pacheco Pereira) que se faz através do bullying. É triste, mas é assim; embora o feitiço se acabe por virar, e como sempre, contra o feiticeiro, como também parece ser o caso Trump.

 

Captura de Tela 2017-03-25 às 13.54.10

 



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Domingo, 26.02.17

 

 

Escreve, hoje no Público, Vicente Jorge Silva: "O desvario da Casa Branca não parece ter limites. Quanto mais mentem, mais negam os factos e acreditam na mentira.

 

"Como se constrói uma autocracia" é também a não perder.



publicado por paulo prudêncio às 15:35 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.02.17

 

 

 

 

1107725

Cópia de 1107725

  

Luís Afonso



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Domingo, 05.02.17

 

 

 

"(...)Pior do que a crueldade, sempre gratuita, é esta indiferença perante a crueldade. As pessoas que resolvem olhar para o lado, fugir com o rabo à seringa, pretendendo não ver. As pessoas que têm horror da resistência. Os facilitadores. Os cúmplices. Os assalariados. Os corrompidos. Os cobardes. Os amorais. Os neutros.

O que assusta em Trump não são as políticas de Trump. O que assusta é a crueldade, traço evidente para quem viu os episódios de "O Aprendiz" ou os primeiros debates contra os republicanos, quando ele não esperava ganhar.(...)"

 

Clara Ferreira Alves (2017.02.04:03)

Revista do Expresso



publicado por paulo prudêncio às 15:05 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 31.01.17

 

 

 

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Daqui

 



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Segunda-feira, 23.01.17

 

 

 

""Os indignados andaram anos a fio em cima dos corruptos da banca e da política. Os gregos elegeram um Governo que assumiu o protesto e não é que os indignados passaram de imediato para o lado dos bancos e dos políticos? Acusavam os gregos de parasitismo. Com Trump é a mesma coisa. Diz que vai lutar contra o sistema de Washington e é ver os indignados outra vez ao lado da banca e da política. Podem descansar. O sistema americano tem a Constituição e o jogo de pesos e contrapesos". Ouvi a ideia e discordo. O Syriza era muito mais frágil do que Trump e o segundo é muito mais do sistema. Para além disso, é todo o discurso, e a história dos dois movimentos, como se viu na tomada de posse do segundo. 

Por outro lado, não confiaria assim na tal sacrossanta constituição dos EUA e nos referidos "checks and balances". Bem sei que foi alterada 27 vezes desde 1789, mas se olharmos para os seus 230 anos encontramos as maiores barbaridades "constitucionais" (a começar pelas torturas em Guantanamo): da escravatura à perseguição de "comunistas", passando por golpes de estado nas mais variadas latitudes ou pelo apoio a ditadores sanguinários. Trump é disruptor (rompe com o que está), utilizador da pós-verdade (a emoção sobrepõe-se aos argumentos) e já deu sinais de desvalorizar ou mesmo desconhecer o significado da democracia ateniense. Não será tão fácil o poder existente normalizar um Trump tão imprevisível. O seu império megalómano já faliu e voltou a prosperar. É mesmo um caso para seguir com preocupação.

 

A-terrível-humilhação-da-Grécia-Antiga-para-os-criminosos-sexuais

 



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Sexta-feira, 20.01.17

 

 

 

A condição naif, mesmo que algo simulada, de Trump, pode provocar mais dano do que a retórica eleitoral extremada (acaba de anunciar, num discurso sem História, que terminou a "carnificina nos EUA" e nem por uma vez usou a palavra democracia ou os seus valores). O seu modo simplista de olhar problemas complexos intranquiliza. Trump parece impreparado para o que vai enfrentar. Já se percebeu que quer radicalizar no universo comercial que, obviamente, se liga às restantes variáveis do mundo global. Se, e em consequência disso, Trump retirar os EUA do centro de várias decisões, e se continuar a fragilizar a NATO e a desestabilizar a ordem mundial, tudo poderá acontecer nesse salto para o desconhecido.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 16.01.17

 

 

 

Há muitos sinais de que o mundo se tornará um lugar mais perigoso, mas espero enganar-me.



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Segunda-feira, 12.12.16

 

 

 

Um jornal estatal chinês diz que Trump é uma "criança ignorante". Penso que é mais robot, mas é evidente que haverá robôs-criança e a questão da ignorância será "apenas" de mais ou menos software. É, desde logo, um mau início nas relações internacionais e acredito que muitas pessoas dos EUA, republicanas incluídas, estão embaraçadas e envergonhadas com um Presidente assim.

 

Captura de Tela 2016-12-12 às 16.07.40

 



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Autor:
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