Em busca do pensamento livre.

Domingo, 12.02.17

 

 

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Contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos, sensatos para aquele contexto, diga-se, para sobreviver nos comandos: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido. Vem isto a propósito dos especialistas que aconselham a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão à absolutização da estatística.

A sugestão para o tempo militar não subscreveu os modelos do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais de supervisão detectaram milhares de milhões em fuga porque só tiveram olhos para a média; para o homem médio.

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora. O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos. Ou seja, é fundamental que as políticas olhem mesmo para além da média antes que esta se desloque para o extremo de mais baixos rendimentos.



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Terça-feira, 03.01.17

 

 

 

A propósito da revolução, iniciada em 2005 ou até em 2003, que a presença da troika destapou, recordo os teóricos da simcultna actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é recuperável: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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Segunda-feira, 26.09.16

 

 

 

A reestruturação (ia a escrever "o perdão") da dívida é um género de muro. Houve uns quantos notáveis de esquerda e de direita que assinaram "este manifesto" em Março de 2014 porque não havia margem para mais cortes a eito nos do costume (pequenos e médios empresários que pagam impostos, funcionários públicos, trabalhadores por conta de outrem, pensionistas e desempregados). Estão em silêncio. O assunto saiu da agenda, mas, e é bom recordar, os beneficiários da dívida são os que capitalizaram através da carteira de rendas que capturou o Estado e do apelo ao consumo. Começa a ser sei lá o quê que sejam defendidos pelas vítimas (síndroma de Estocolmo?). A jovem Mariana Mortágua, por exemplo, ridicularizou, e muito bem, o DDT Ricardo Salgado e o hiper-premiado Zeinal Bava e não esperou pela demora. A "intifada" (ou pogrom) apenas terminou quando se soube que Passos Coelho defendeu o mesmo imposto. Sem dúvidas: a dívida, e o seu serviço, é a génese da encruzilhada.

 

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Fotografia de Luís Moreira



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Domingo, 20.12.15

 

 

 

"As falhas dos programas da troika são assumidas pelo próprio FMI que assume que teria sido melhor fazer uma reestruturação das dívidas públicas demasiado elevadas como a portuguesa", destaca o Público. E podemos recordar outros trios com argumentos na matéria: dois Nobel, Stiglitz e Krugman, e um a caminho, Piketti, adivinharam a tragédia lusitana sustentada por trios de colossos incompreendidos: Medina Carreira, Camilo Lourenço e Gomes Ferreira (César das Neves como suplente) ou PaFistas, Cavaquistas e "Compromisso Portugal". Do último trio espera-se que não reneguem o legado "além da troika e destruição criadora". Tragédias que a história explicará.

 

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Domingo, 06.09.15

 

 

 

 

 

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Bertrand Russel (1993:51) 

"O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.

 

 



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Sábado, 25.07.15

 

 

 

Os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Não teve o impacto mediático das grandes manifestações (há hoje, e até em 2012, menos professores, 100 mil, do que os que se manifestaram em 2008,140 mil de 170 mil), mas atingiu objectivos de forma mais precisa. Se não o tivessem feito, mais de 10 mil professores dos quadros seriam empurrados para uma injusta e brutal requalificação rosalina e mais uns 10 mil ficariam sem contrato. Ou seja, aos 30 mil eliminados que refere o chefe do Governo acrescentaríamos 20 mil.

 

É bom que se sublinhe, e nesta altura mais ainda, que as lutas valem a pena. Está em vigor um despacho de crédito de horas que disfarça os cortes a eito dos além da troika: alunos por turma, cortes curriculares, horários dos professores e mega-agrupamentos. E já se sabe: se estes cortes a eito se mantiverem, basta que um Governo elimine o referido despacho para que a tragédia se acentue.

 

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Sábado, 27.06.15

 

 

 

 

O prémio Nobel Paul Krugman diz que sim e arrasa os credores, em especial o FMI. Tese semelhante é defendida por Dominique Strauss-Khan que assume "os erros cometidos pelo FMI na Grécia".

 

A disputa continuou ontem com uma surpreendente jogada de Alex Tsipras, que demonstra uma determinação "muito menos bom aluno" do que os países do sul da Europa que foram sugados pela troika. A resposta grega de referendo, "como resposta a um "ultimato" dos parceiros europeus e da troika", inclui o respeito pelo resultado da consulta. Parece um lance importante. Aconteça um não ou um sim, o Governo grego faz prevalecer a democracia, legitima-se e reforçará a resposta recente de Tsipras ao presidente do Conselho Europeu: "não é avisado humilhar um povo". Veremos se conseguirá uma inflexão da UE.

 

EUA e China assistem preocupados. Os norte-americanos voltam a exigir sensatez a Merkel numa altura em que a intervenção da Rússia nos Balcãs é ainda mais "solicitada" e em que a instabilidade no mediterrâneo parece em escalada imparável. A China defendeu há pouco "a continuação da Grécia na zona euro, mostrando-se disponível para "contribuir" para uma solução para a crise".

 

Começa a ser difícil encontrar observadores externos que defendam as teses da maioria do Eurogrupo e percebe-se o nervosismo radical do pessoal além da troika.



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Domingo, 12.04.15

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. O caso GES, mais propriamente o BES e as empresas da saúde e dos seguros, deixaram valores fundamentais da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (poupanças, seguros obrigatórios ou pagamento de tratamentos de saúde) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma confessada ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida e apoiada no mainstream. Os resultados estão aí e não houve quem impedisse a transferência histórica de recursos financeiros para a classe alta somada ao desplante, no mínimo isso, dos "cofres cheios".



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Segunda-feira, 06.04.15

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 26.01.15

 

 

 

 

Foi em Paris que Sócrates afirmou que o pagamento das dívidas era uma história para ser contada às crianças. Passos Coelho afirmou hoje que as pospostas do Syriza são "contos para crianças". Embora em ângulos opostos, os dois últimos primeiro-ministros testemunham o azar português.

 

E já que se fala em contos, Paul Krugman considera mais realistas as propostas gregas do que o que tem ocorrido na Europa da troika.

 

 



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Quinta-feira, 23.10.14

 

 

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Contactei, que me lembre, claro, a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.

 

Vem isto a propósito do Governo, do recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. Só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel. 

 

A sugestão para o tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes, que nos arruinaram, do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.

 

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.

 

O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

 

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika e os tecnopolíticos como Gaspar, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.

 

 

 

 



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Quinta-feira, 31.07.14

 

 

 

 

 

 

Que me lembre, contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver bem no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.

 

Vem isto a propósito do Governo que ainda temos, do inclassificável (só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel) recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. A sugestão para o bom tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes do tipo BPN e que nos arruinaram. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.

 

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.

 

O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única. Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorrem a troika e ao que parece os tecnopolíticos como o ministro das finanças, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.

 

 

 

 

1ª edição em 1 de Novembro de 2012

 

 



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Domingo, 13.04.14

 

 

 

A troika, em articulação com a malta dos offshores, apelou aos idosos portugueses para que produzam e se multipliquem de forma a receberem alguns euros de reforma. A determinação foi traduzida pelo gabinete de Passos Coelho da seguinte forma: "o valor das pensões fica associado ao desempenho económico e demográfico do país". O ainda primeiro-ministro, num rasgo para além da troika, apelou ao consumo deste grupo profissional.

 

 

 

 



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Terça-feira, 11.03.14

 

 

 

A reestruturação da dívida pública é, há muito, um género de muro. Há uns quantos que mudam de lado porque já não vêem margem para mais sacrifício nos do costume: funcionários públicos, pensionistas e todos aqueles que não fogem a impostos ou que estão sem emprego.

 

Mas mais: os notáveis, que já incluem consultores de Cavaco Silva, sabem que o grupo que paga a crise não tem qualquer responsabilidade no despesismo e que os beneficiários da dívida são os mesmos que capitalizaram na sua construção através da "institucionalização" da carteira de rendas que capturou o Estado e do apelo ao consumo desenfreado. Começa a ser sei lá o quê que suguem a dobrar ou a triplicar. A coisa pode mesmo descambar, claro.

 

É natural que Passos Coelho defenda os seus: os beneficiários da dívida. Disse-o desde o início e cumpre paulatinamente a missão. Também é natural que o PS se enrole na semântica e prefira a "renegociação" já que a sua vida interna é o que se imagina.

 

Mas há um dado inquestionável que é do género que costuma antecipar a queda dos muros: o discurso dos notáveis, dos consultores de Cavaco e dos adeptos da "renegociação" passou para o lado dos outrora radicais. E já se sabe: Cavaco Silva é muito cauteloso e sempre acertou no totobola à segunda-feira.

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 01.06.13

 

 

 



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Sábado, 16.03.13

 

 

 

 

 

O programa que quem manda na Europa impôs a Portugal foi um fracasso absoluto. Nem com um "bom aluno" mais do que entusiasmado a coisa teve qualquer resultado positivo; bem pelo contrário. A impossibilidade de desvalorização da moeda é um ligeiro álibi técnico e a crise europeia, e os efeitos da globalização e do comércio mundial, explica parte da desgraça. Mas a soberba inicial do Governo (que se apressou a dizer que não éramos a Grécia num gesto de falta de solidariedade inclassificável) impede a utilização desses argumentos e a realidade preenche a tragédia.


Resta a demissão do executivo e a nomeação doutro primeiro-ministro ou a marcação de eleições. Um próximo Governo terá a tarefa há muito enunciada: o perdão da dívida. A Europa e o mundo financeiro não se podem desresponsabilizar da situação portuguesa ou então parece preferível seguir os que defendem a saída do euro com um qualquer recomeço que permita uma solidariedade mínima.

 






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Sexta-feira, 15.03.13

 

 

 

 

 

 

Parece que o ministro Gaspar está a anunciar o acordado com a troika e a comunicação social confirma o que ontem começou a circular: os professores portugueses são os escolhidos e ponto final. Serão mais 10 mil a juntar ao despedimento colectivo de 10 mil professores no último verão e aos milhares que têm sido empurrados para a reforma com penalizações humilhantes.

 

Nuno Crato, o sub-secretário das finanças, demitir-se-á, pois afirmou que tal nunca aconteceria ("nenhum professor do quadro irá para a mobilidade") e não se pode escudar na semântica da tragédia.

 

Mas não há mais nada para cortar na função pública e nas benesses ilimitadas? Nem sou adepto deste tipo de discurso que nos coloca uns contra os outros (como pretendem os últimos governos), mas isto vai para além dos limites.

 

Admiram-se que os professores usem a imagens impressionantes como a Estrela de David (desde 2008 que volta e meia inunda as redes sociais)? Não me surprenderá se os professores entrarem em greve por tempo indeterminado.

 

"Governo avança com 20 mil despedimentos", diz o Expresso. Que acrescenta: "Em nome da necessidade de correcção do desvio de 800 milhões de euros do défice, 20 mil funcionários públicos serão dispensados este ano. Metade dos quais, professores."





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Quarta-feira, 13.03.13

 

 

 

 

Mas esta malta, do para além da troika, aplica uns modelos salpicados de radicalismo ideológico, que arrasaram com as classes média e baixa, e não lhes acontece nada? Não se demitem? Gaspar diz que só vai ao parlamento a 5 de Abril dar satisfações da 7ª avaliação e o Catroga vem agora dizer que o Governo precisa de dois anos para atingir os 3% de défice.

 

É evidente, e comparando com os últimos dois anos, que isto são notícias melhores para quem está a sofrer (sim, há milhares de pessoas a sofrerem com as políticas para além da troika). Mas estas coisas não devem ser brincadeiras de adolescentes que ainda por cima estavam cheios de certezas e que respondiam muuuuuito devagar, e de forma jocosa, a quem duvidava. O mínimo era a demissão. As pessoas dadas à soberba são sempre vocacionadas para o disparate.



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Terça-feira, 12.03.13

 

 

 

 

Nada a fazer: quem nos governa quer ir para além da troika sem perder a oportunidade de aplicar o radicalismo ideológico do Estado mínimo num país com a nossa História. Nada os comove, nem sequer a trágica realidade que nos consome.

 

Por mais que lhes digam que foi um erro desistir do crescimento económico, continuam inamovíveis. O argumento de que não crescemos para suportar esta despesa é infindável e pode ir até ao empobrecimento absoluto: a guerra.



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Segunda-feira, 11.03.13

 

 

 

 

Foi a semana da Standard & Poor´s, seguiu-se a da Fitch e parece que entrámos na da Moody´s. O Público online destaca mais esta agência de raiting e era interessante um estudo empírico que explicasse este fenómeno nos mais variados órgãos de comunicação social.

 

A Moody´s até aparece como generosa para a Irlanda e Portugal, quiçá a antecipar alguma benevolência (publiquei o post e passei pelo Público e lá estava a benevolência: troika vai dar mais um ano a Portugal para cumprir o défice ). Dá ideia que se tem andado a brincar com o fogo e que o medo mudou de vez de lugar, embora se deva sublinhar que já sacaram o suficiente.

 

E depois ainda há os que dizem que não vale a pena lutar.

 

 

 



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Sábado, 02.03.13

 

 

 



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Sexta-feira, 01.03.13

 

 

 

 

 

Notei Passos Coelho com mau perder. É uma espécie de segunda pele que vem à tona quando chantageia a baixa de impostos com mais cortes a eito nas políticas sociais. Esse desequilíbrio é insensato e trágico, como se comprova.

 

Sabíamos da presença da troika, mas também conhecíamos o fanatismo ideológico do Estado mínimo. Esse para além da troika não devia ser uma coisa experimental nem uma brincadeira de jotas retardados misturados com uma espécie de nerds. Estas coisas são sérias e arrasaram a vida de milhares de pessoas.

 

 

Passos: Para baixar impostos temos de reduzir as despesas do Estado



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Quinta-feira, 28.02.13

 

 

 

A troika (e a malta para além dela) está hesitante como nunca se tinha visto. A incógnita substituiu a soberba ideológica e a indecisão tomou o lugar da decisão dura e sorridente. O medo vai mudando de sítio, como sempre acontece. Será do frio ou do 2 de Março? Sócrates caiu com o 15 de Setembro de 2011 e a troika (e a malta para além dela) não o ignora. É bom que intuam que as coisas acalmaram porque existiu a queda.



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Quarta-feira, 27.02.13

 

 

 

 

Isto está difícil e mais ainda quando pensamos em alternativas à troika. A Jerónimo Martins, que aumentou para 360 milhões o lucro em 2012, tem um CEO com tiradas que baralham as mentes.

 

Repare-se: não é com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve nada, ou seja, também não é com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve tudo e às tantas será com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve nada ou com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve tudo.

 

"Não é com Grândolas Vilas Morenas que a gente resolve nada"

"Alexandre Soares dos Santos diz ser "a favor de manifestações", mas pede "conteúdo" no debate e apresentação de alternativas para o futuro.(...)"

 



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Segunda-feira, 18.02.13

 

 

 

 

 

A CGTP vai participar na manifestação de 2 de Março de 2013 ("Que se lixe a troika") e dizem-me que é a primeira vez que a central sindical integra uma manifestação que não organizou. No caso do sistema escolar, espera-se pela decisão dos restantes sindicatos (esta "espera" é só para sorrir um bocado).

 

É um avanço.

 

Bem sei que não se pode confundir a CGTP com todos os sindicatos nela filiados, a exemplo do que se passa com a Fenprof. Quando digo que é um avanço, estou a recordar-me do auge da luta dos professores em 2008 e 2009.

 

Como sou sindicalizado desde sempre e como apoiei os movimentos de professores (mais ainda, e naturalmente, os que nasceram na "minha" área geográfica"), conhecia relativamente bem os propósitos de ambos. Fiz um esforço de união. Modesto, mas determinado. E tanto me aborreciam as manifestações de anti-sindicalismo primário, como as defesas do sindicalismo-tout-court-e-encostado.

 

Recordo-me de um episódio. Numa semana que terminou com um grande manifestação de movimentos na capital, dois delegados sindicais entraram na sala de professores da escola onde sou professor e, enquanto distribuíam uns papéis, professavam: é contra os movimentos. Dei-lhes conta da minha indignação. Faziam o jogo do Governo de Sócrates e isso deixou marcas.

 

Espero, sinceramente, que outros ventos se levantem.

 

 

 

 

 

 

O propósito é simples. É também difícil? Claro que sim. Mas difícil é quase sinónimo de belo.

 

 

 



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Sábado, 16.02.13

 

 

 

 

 

 

 

Bertrand Russel (1993:51)

"O Poder, Uma nova análise social", Lisboa, Fragmentos.



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Quinta-feira, 14.02.13

 

 

 

 

Os números insistem em evidenciar a tragédia de um Governo obcecado pelo radicalismo ideológico assente no Estado mínimo. A economia portuguesa está em queda acentuada, os números arrepiam e vão muito para além das piores previsões do Governo e da troika. Alguns danos sociais são já irreparáveis.

 

A queda de 1,8% do PIB no último trimestre de 2012 é conhecida num dia em que os média continuam a dar conta do desvario dos últimos governos socialistas. É o ex-ministro Mário Lino que é acusado de mentir em tribunal e o ex-CEO-de-sei-lá-o-quê Rui P. Soares que diz que está por provar que o apoio de Figo a Sócrates se traduziu em votos. Só podíamos falir, realmente.







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Terça-feira, 22.01.13

 

 

 

 

Quem tem os pés assentes na terra compreende a importância do regresso de Portugal aos mercados. Era um objectivo difícil que foi atingido com cortes a eito e muito à custa dos professores, como foi mais do que comprovado. Nada de extraordinário para uma maioria absoluta escudada na troika e que se vangloriava de estar para além disso. O tempo e a história lá se encarregarão de julgar o que estamos a viver.

 

O que se perdeu no país levará anos a recuperar, uma vez que os sacrificados do costume taparam as crateras da banca, das ppp´s e afins.

 

Os professores têm motivos para desconfiar. A agenda mediática das últimas semanas foi preenchida com a intenção de cortar ainda mais na Educação e com este sector no lugar cimeiro dos escolhidos. Quem governa não pode ficar impune com o sofrimento que impôs.

 

Ter os pés assentes na terra não impede que se olhem as estrelas.

 

 

Portugal prepara emissão de dívida a 5 anos

 

Governo pormete reforçar concertação



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Como noutros períodos da história, o radicalismo ideológico de direita começa a vacilar apesar da revolução já materializada em favor de interesses financeiros que funcionam num esquema de "cartelização" e do retrocesso civilizacional que se perpetrou em áreas como a Educação, a Cultura ou a dos direitos de quem trabalha.

 

A Comissão Europeia, quiçá o braço mais à direita da troika, começa a recuar e declara-se "favorável à extensão dos prazos dos empréstimos a Portugal".



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Quarta-feira, 09.01.13

 

 

 

Para António Costa a questão é simples: "Com propostas desta natureza daria o seguinte conselho: confirmem se é mesmo do FMI ou se é se mais um técnico falso das Nações Unidas".



publicado por paulo prudêncio às 21:53 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Há tempos, quando se lançou a passagem para 40 horas na função pública, um jornalista, quiçá assessorado, fez contas: se o horário de um professor é de 35 horas, passa a ter mais 5 horas lectivas (o impreparado pensou que se leccionavam 35 horas ou a assessoria era encomendada). A primeira página do seu jornal fez eco e parece que um canal de televisão ampliou o desassossego que invadiu as redes sociais.

 

Hoje, dá-se conta de um relatório do FMI que determina o despedimento de 50000 a 60000 docentes e não docentes  (a banca foi eliminada do léxico desta gente e as benesses ilimitadas, do género gabinetes ministeriais, continuam na categoria dos amendoins). Tem sido hábito a troika desdizer o Governo. Não me admirava que desta vez acontecesse o mesmo. Às tantas, pretende-se com esta notícia branquear os 10000, ou mais, professores já despedidos, dar um ar de Governo aquém da troika e apontar o dedo aos diversos funcionários públicos para se continuar a legitimar a revolução ideológica em curso.

 

É muita desorientação, realmente.



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Sexta-feira, 21.12.12

 

 

 

 

 

Os cortes nos professores foram muito para além da troika e contribuíram de forma determinante para o decréscimo de funcionários públicos. Acordou-se um ajustamento de 2%, mas o sector educativo fez com que o número subisse para 5,1%.

 

O relatório, hoje apresentado, da sexta avaliação da troika, também menciona que o"(...)custo médio por turma no ensino básico a que chegou foi de 70.256 euros, inferior aos 85.200 euros por turma que o Estado está a pagar aos colégios com contratos de associação. No secundário, o custo por aluno no ensino público sobe para 88.995 euros. Grande parte das 1846 turmas actualmente com contratos de associação é do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico.(...)".


Espera-se pelas decisões de um MEC que tem sido destemido em empurrar para a "fuga" os professores mais experientes, mas que subiu, como uma das primeiras medidas, de 80000 euros para 85200 euros o valor pago por turma às cooperativas de ensino.

 

 

Saídas na educação permitiram ir muito além do acordado com a troika

 

"A saída de professores do quadro para a reforma levou a que a meta de redução de funcionários públicos acordada com a troika para este ano fosse largamente ultrapassada, indica-se no relatório da sexta avaliação da implementação do programa de ajustamento, divulgado nesta sexta-feira.

 

Portugal comprometera-se a reduzir em 2% o número de funcionários públicos mas, na prática, e “devido principalmente às saídas no sector educativo,” a redução foi de 5,1%, explicita-se no relatório.

 

(...)O custo médio por turma no ensino básico a que chegou foi de 70.256 euros, inferior aos 85.200 euros por turma que o Estado está a pagar aos colégios com contratos de associação. No secundário, o custo por aluno no ensino público sobe para 88.995 euros. Grande parte das 1846 turmas actualmente com contratos de associação é do 2.º e 3.º ciclo do ensino básico.(...)"

 



publicado por paulo prudêncio às 23:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 05.11.12

 

 

 

 

 

Tenho ideia que algumas organizações internacionais existem para criarem empregos interessantes e para defenderem, de forma consciente ou não a máquina faz o que lhe compete, agendas não sujeitas ao sufrágio directo e universal. A presente troika tem três braços e cada vez são em maior número os que consideram que o FMI até é a coisa mais à esquerda.

 

A comissão europeia tem o chefe que se sabe e o banco central europeu não é um enigma ideológico. Pelo que vou percebendo, o FMI é uma espécie de paquiderme com um histórico de falhanços graves e que deve sorrir ou encolher os ombros com as coreografias dos nossos tacticistas que disseram claramente ao que vinham: passar o negócio do estado social para as empresas que os suportam com a força dos dois braços extremamente direitos.

 

A democracia, com os seus defeitos, é o regime mais humano e imperfeito que nos foi dado conhecer e o único que dá garantias à liberdade como o valor fundador e fundamental. É isso que nos cabe defender. O presente esmagamento da jovem classe média é o sinal mais evidente de que a democracia e a liberdade têm um longo caminho a percorrer.



publicado por paulo prudêncio às 10:09 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 28.10.12

 

 

 

 

Parece que a troika aconselhou o Governo a generalizar o POC (Plano Oficial de Contabilidade) para atenuar os males da despesa. Concordo com os estrangeiros que nos fiscalizam. É tempo de abolir por lei o registo unigráfico e dar lugar ao digráfico. Ou seja, as instituições deixam de registar as despesas apenas quando as pagam (unigráfica), mas contabilizam-nas quando as decidem e quando as liquidam (digráfica).

 

Se os forasteiros não o fossem, aconselhariam outro procedimento ainda mais simples e eficaz. Todas as instituições financiadas pelo erário público (e por que não as privadas também?) teriam de publicar as despesas e receitas (com as respectivas datas, beneficiários e demais dados pertinentes) e respectivos movimentos bancários em tempo real, ou com um limite máximo de 30 dias, nos locais de estilo (sítios na internet). A não execução deste procedimento implicaria a imediata perda de mandato e a instauração de um processo disciplinar.

 

Como não se acredita que ainda haja contabilidade sem bases de dados digitais, a publicação destes dados está à distância de um clique e a leitura apenas requer um link num vulgar site para acolher uma exportação com um "peso" ínfimo para os tempos que correm desde o século passado.



publicado por paulo prudêncio às 18:30 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 11.10.12

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 08.10.12

 

 

 

 

 

Os professores, ao contrário das mentiras eleitorais de Passos Coelho e Paulo Portas, continuaram os escolhidos e foram os principais alvos dos "destemidos" para além da troika.

 

À medida que o tempo avança, vai-se percebendo a ligação muito pouco clara que liga estes dois políticos aos privados (há quem lhes chame, e com propriedade, encostados) do sistema escolar.

 


Professores portugueses são dos mais afectados pela crise na Europa



publicado por paulo prudêncio às 20:00 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 22.09.12

 

 

 

A corrupção que nos afundou teve caminhos diversos, mas as "despesas a mais" em obras públicas ocuparam o lugar cimeiro e foram denunciadas como  inaceitáveis e só possíveis nos PIIGS.

 

Os alemães são conhecidos por terem contactos privilegiados onde as luvas pagas a governantes são o critério determinante. Os casos de corrupção nos submarinos do sul da Europa são um exemplo.

 

O Financial Times diz-nos que a nova, e monumental, sede do BCE (faz lembrar o modo como Cavaco Silva sitiou o país com a sede da CGD), em Frankfurt, já vai com uma derrapagem de 40% e vai custar 1.200 milhões. Parece que estão a encobrir a coisa para que o saque aos PIIGS não dê ainda mais nas vistas com este comportamento de um dos membros da troika.

 

Nova sede do BCE derrapa 40% e vai custar 1.200 milhões

 

«Financial Times» diz que é embaraçoso que membro da troika anuncie este desvio quando é tão exigente com Portugal, Grécia e Irlanda. O BCE explica a derrapagem no complexo de duas torres de 185 metros de altura com materiais mais caros do que o esperado e outras «dificuldades imprevistas», que atiraram o custo total para perto de 1.200 milhões de euros.



publicado por paulo prudêncio às 16:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 14.09.12

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:52 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 09.09.12

 

 

 

 

 

 

Por que será que se evidenciam as equivalências entre N. Crato e M. L. Rodrigues?

 

Talvez porque o MEC sofre de uma patologia incurável, treinada no clima anti-escolas e anti-professores e em que prevalece a lógica yesminister (com a inovação dos ministros passarem rapidamente a fanáticos correligionários) favorecida pela renovação de boys incompetentes. Será também de considerar o spin importado do Iraque do tempo de Saddam e principalmente as políticas Robin dos Bosques invertido que contaminaram o arco de poder na mudança do milénio. Se há um dado que está comprovado, é que nos aspectos referidos a actual maioria é de vanguarda.

 

O primeiro sinal foi o número de alunos por turma. N. Crato mostrou um desprezo pela sala de aula semelhante ao de M. Rodrigues quando esta se referia à componente não lectiva dos professores com mais idade.

 

O actual ministro podia argumentar com a troika e com os problemas orçamentais (um país que pede ajuda externa e que tem sindicatos dos médicos a queixarem-se à troika, para ver se são ouvidos, note-se, por causa das nomeações partidárias de directores na saúde, deve deixar os do triunvirato corados, mas com o peito completamente cheio), mas preferiu achar que sei lá o quê e que existiam estudos, que ninguém viu, que recomendavam pedagogicamente a decisão.



publicado por paulo prudêncio às 18:03 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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