Em busca do pensamento livre.

Domingo, 20.08.17

 

 

 

Kevin Durant, jogador da NBA, recusou-se a ir à Casa Branca contrariando a tradição das equipas vencedoras da competição. Foi taxativo: "não tenho respeito por quem lá está". Ponto final. Noutro sentido, mas dentro do mesmo desnivelamento norte-americano, Trump cancelou a presença em prémios do Kennedy Center por causa de uma série de ameaças de boicote. Espera-se que o homem comece a ter a noção do ridículo e que atenue estragos antes de se pôr ao fresco.



publicado por paulo prudêncio às 11:24 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 11.07.17

 

 

Captura de Tela 2017-07-11 às 12.05.04

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"As reações ao furto nos paióis em Tancos. Entre o grotesco e o tétrico.

 

 

(...)As manchetes dos jornais insistem no roubo de armamento, quando parece não terem ainda percebido que não foram furtadas armas, mas sim munições, explosivos e outros artefactos militares; um conhecido canal de televisão explicou-nos que uma granada defensiva funcionava por vácuo; o diretor de um reputado jornal, tão conhecedor do pensamento de Sun Tzu, passada uma semana não sabia ainda que o CEME tinha comunicado a exoneração aos visados antes de a anunciar publicamente; um proeminente economista da nossa praça, reciclado em especialista de defesa, em prime time televisivo, não perdeu oportunidade de alardear a sua ignorância questionando a necessidade da existência de tantos paióis, esclarecendo as hostes que “deveria haver uma concentração do armazenamento”. Terá de explicar essa teoria aos iletrados da NATO, e já agora arranjar uma avença para explicar essas ideias geniais nas escolas militares. O seu colega de debate chamava “carregamento” a “carregadores”. Outros eruditos atribuíam um papel decisivo ao atraso na disponibilização de verbas para arranjar a rede do paiol, quando esse assunto é absolutamente irrelevante para explicar o sucedido. Ficamos por aqui em matéria de comunicação social.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 12:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 12.06.15

 

 

 

 

A saga dos mitos urbanos num episódio de 11 de Outubro de 2014 (esperemos que os actuais atrasos nos concursos não se transformem em mito)

 

"Um professor foi colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso" é o último episódio, relatado pelo Público, da concursite-a-caminho-de-crónica. "O massacre" é o título mais adequado para o enésimo capítulo da saga "escola pública ao fundo".



publicado por paulo prudêncio às 14:09 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 28.04.15

 

 

 

 

"O Governo retira margem aos ministérios e passa para a CRESAP o perfil dos candidatos aos lugares para dirigentes públicos(...)". Os boys são uns cómicos. Passam a legislatura em concursos partidocráticos, arrumam a clientela e em ano de eleições declaram um arrependimento.

 

image.jpg

 



publicado por paulo prudêncio às 15:48 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 06.11.14

 

 

"As rescisões por mútuo acordo com professores custaram o dobro do previsto" em mais um momento risível com os cálculos matemáticos do MEC vigente. Crato tinha cerca de 87 milhões para este programa em 2014 e investiu quase 200 milhões. E o mais incrível é que o MEC deu "carta branca" aos professores em condições de rescisão e só a concedeu a metade. 

 

É um MEC a dobrar em todas as direcções: dobra a mais e a menos.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:51 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 04.11.14

 

 

"Angela Merkel diz que Portugal e Espanha" têm licenciados a mais.

 

Sabe-se que "(...)em 2013, 25,3% da população da União Europeia entre os 15 e os 64 anos tinha completado estudos superiores, enquanto a percentagem portuguesa era de 17,6% e a alemã de 25,1%. Na cabeça da lista encontrava-se a Irlanda, com 36,3% da população entre os 15 e os 64 anos licenciada, seguindo-se o Reino Unido com 35,7%, estando a Roménia (com 13,9%) e a Itália (com 14,4%) no final da lista.(...)"

 

Não sei como é possível alguém fazer afirmações destas. Às tantas, são dados fornecidos pelo Governo português cujo primeiro-ministro classificou recentemente a nossa formação ao nível dos enchidos e baralhou os alemães.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:36 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 29.09.14

 

 

 

 

O MEC continua sem revelar o ajustamento da fórmula iluminada que infernizou os concursos de professores. A tragédia nunca nos surpreende quando é acompanhada pela comédia.

 

Uma semana depois de admitirem, a muito custo, o erro, as pessoas do MEC talvez pensassem em dar um ar de Stephen Hawking (que responde com três palavras por hora), mas baralharam-se quando o físico brilhante se afirmou ateu e não crente em milagres.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:22 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 27.09.14

 

 

 

 

É espantoso como o MEC andou semanas a acusar professores e sindicatos de agitadores por causa da fórmula dos concursos de professores. Ora leia este pedaço da página 31 do primeiro caderno do Expresso e veja lá como estas pessoas são de uma incompetência de bradar. E claro: o assunto fica longe de estar resolvido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:23 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 02.01.14

 

 

 

 

A edição impressa do Público de hoje é um retrato fiel do estado de Nuno Crato.

 

Começa com uma primeira página elucidativa das trapalhadas misturadas com convicções de "garoto-betinho-da-linha".

 

 

 

 

E termina com uma análise sobre o exercício ministerial que ainda deixa de fora o mais grave (que esteve para além da troika): aumento de alunos por turma, cortes curriculares com base em achamentos preconceituosos sem qualquer base empírica, desprezo pela educação especial, desprezo pela carreira dos professores, incomodidade com os resultados internacionais dos nossos alunos (chega a manipular conclusões) e aprofundamento do pior das políticas anteriores que tanto criticou.

 

 

 

 

O que se detecta no início é quase sempre o que fica como legado; e neste caso é tão trágico como se imaginou. 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:38 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 29.10.13

 

 

 

 


É, realmente, um Governo oportuno e ligado ao real e que assumiu com rigor o conceito de protectorado em sentido lato. Querem ver que os portugueses optam por ter excesso de animais em vez de filhos? A ala CDS é divinal e encara o país com normalidade. Ontem era o irrevogável a anunciar o fim da recessão e hoje é apresentada uma ideia inadiável sobre agricultura que propõe um limite de cães e de gatos por apartamentoÉ mesmo muito à frente.

 

Tem mais informação aqui.



publicado por paulo prudêncio às 11:15 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 16.10.13

 

 

 

 

Sócrates diz que é o "chefe democrático que a direita sempre quis" e vem confirmar a tese dos professores portugueses que o consideram um ultraliberal de facto. Ficam desacreditadas de vez as acusações dos socialistas que apontavam o dedo aos professores. É o próprio a confessar-se, convenhamos. É certo que Sócrates foi apoiado pelo socialismo científico de Lurdes Rodrigues e pelo inferno burocrático de Lemos & Pedreira, mas isso só acentua o registo tragicómico da confissão.

 

Não sei se Sócrates fez psicanálise em Paris, mas os professores de ciência política lá lhe devem ter explicado o que andou a fazer no Governo e o homem divulga-o para gáudio inconfessado de muitos socialistas que sonham com salões e benesses ilimitadas. Se tivessem lido Proust, sabiam que é ténue a fronteira entre Méséglise e Guermantes e que a consciência não está no mercado; pelo menos que se saiba.

 

O mais grave é que os governos ultraliberais de Sócrates permitiram o sonho singapuriano e totalitário dos aprendizes Passos e Relvas acolitados numa troika que sorriu com a coisa e nessa direita dos interesses que nos afunda com corrupção.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:20 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quarta-feira, 09.10.13

 

 

 

 

 


"Temos excesso de recursos humanos", dizem a totalidade dos governantes portugueses deste milénio quando se referem ao que é gerido pelo Estado.


Para além do aspecto, que não é menor, de se referirem às pessoas como recursos, nunca se ouviu de um governante, com mais ou menos experiência e conhecimento, a firme determinação neste tipo de redução nas instituições do Estado que "empregam" as pessoas dos aparelhos partidários. Desde os assessores aos secretários dos gabinetes governamentais, passando pelo número de deputados e pela despesa com o consumo das entidades públicas e terminando no número de concelhos com os cargos inerentes, podíamos estar a tarde toda a elencar os exemplos que desgastam a democracia.


Poiares Maduro chegou e já concluiu por mais uma redução. Quando lhe pedem detalhes, lá vem o outsourcing e a externalização de serviços (que é como quem diz precarização nos do costume, retrocesso civilizacional e entrega do orçamento do Estado a empresas dos amigos do partido). São os pés pelas mãos e as mãos pelos pés.

 




O sistema escolar, e de acordo com a abundante informação, não escapa ao desvario dos cortes a eito. Mas já se sabe: a acusação dos Poiares Maduros deste mundo está bem ilustrada na imagem seguinte.








publicado por paulo prudêncio às 16:10 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 24.06.13

 

 

 

 

 

 

 

Quando, em 2003, a Cimeira das Lajes decretou a Guerra no Iraque, o que se sabia do pensamento político de Durão Barroso é o que vai ler mais abaixo. Era primeiro-ministro de Portugal e tentava aplicar um modelo ultraliberal-thatcheriano assente na institucionalização do medo através do "país de tanga" e de mais uma série de "mensagens" proferidas numa inenarrável campanha eleitoral.

 

Os assinantes da invasão do Iraque foram engolidos pela tragédia. Bush, Blair e Aznar duraram pouco, mas o lusitano Barroso, que fugiu do seu país por impreparação, foi promovido a presidente da comissão europeia. Estranho, muito estranho mesmo. Os Chernes, e outros peixes de águas profundas a quem nunca se conhece um pensamento público, são figuras normalmente trágicas. Dez anos depois a Europa está como está e o balanço até arrepia.

 

 

 

 

 

 

Mas voltemos então ao tal pensamento político, que recebi por email, enquadrado numa organização onde também militava Nuno Crato. Apesar de tudo, também temos direito à diversão.

 

"O grande Estaline.


"As obras teóricas do grande Estaline são contribuições valiosas. Por elas estudaram e estudam o marxismo-leninismo milhões de operários em todo o Mundo. Com elas o Partido Comunista da China e o Partido do Trabalho da Albânia educaram os seus quadros, com elas formaram milhares de bolcheviques na União Soviética. (...)

O camarada Estaline está demasiado vivo nos corações de todos os explorados e oprimidos do mundo inteiro para que oportunista algum o possa fazer esquecer. A vida, a obra, a atividade do grande Estaline pertencem aos Comunistas de todo o mundo e não apenas aos soviéticos, pertencem à classe operária e não apenas ao povo da URSS.

Na pátria do Socialismo, a União Soviética, o Socialismo vencerá, uma nova revolução surgirá tarde ou cedo. Os autênticos comunistas soviéticos já se organizaram e, juntamente com a classe operária e o povo da URSS, erguerão bem alto a bandeira vermelha de Estaline, instaurando de novo o poder proletário.

Força alguma o poderá evitar. QUE VIVA ESTALINE!".

 

Este artigo foi assinado pelo camarada Abel, no "Luta Popular" de Setembro de 1975. O camarada Abel era, à época, o jovem José Manuel Durão Barroso, militante do MRPP. e agora militante do PSD, ex-primeiro-ministro e atual presidente da Comissão Europeia."

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:50 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Quarta-feira, 17.04.13

 

 

 

 

O MEC diz-se disponível para reduzir a componente lectiva dos professores que exercem cargos de coordenação e de direcção nas escolas uma vez que os mega-agrupamentos exigem disponibilidades para a gestão de proximidade que as direcções, com a lei em vigor, não conseguem cumprir.

 

É uma decisão justa.

 

Mas coloca-se de imediato outra questão: mas não foi exactamente por causa dessa redução que se agregou escolas? E não adianta argumentar com a necessidade de completar horários de professores em diversas escolas porque isso já se fez na década de noventa e sem amontoar escolas. Bastaria algum conhecimento do terreno e das variáveis em questão.

 

A razão vai-se impondo e os "reformistas" instantâneos continuam aos papéis e não tarda voltaremos ao sítio onde deveríamos ter ficado. O que se tinha poupado em abandono escolar e em verdadeiro despesismo.



publicado por paulo prudêncio às 22:58 | link do post | comentar | partilhar


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Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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