Em busca do pensamento livre.

Domingo, 12.02.17

 

 

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Contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos, sensatos para aquele contexto, diga-se, para sobreviver nos comandos: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido. Vem isto a propósito dos especialistas que aconselham a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão à absolutização da estatística.

A sugestão para o tempo militar não subscreveu os modelos do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais de supervisão detectaram milhares de milhões em fuga porque só tiveram olhos para a média; para o homem médio.

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora. O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos. Ou seja, é fundamental que as políticas olhem mesmo para além da média antes que esta se desloque para o extremo de mais baixos rendimentos.



publicado por paulo prudêncio às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 11.10.15

 

 

 

Era interessante que os média ouvissem Eduardo Catroga e António Mexia (pelo menos o segundo até é membro do "Compromisso Portugal") sobre a possibilidade de uma coligação à esquerda. Nunca reclamaram com a privatização da EDP, entregue a uma empresa do Partido Comunista da República Popular da China, e, ao que me recordo, até renovaram os seus contratos, coitados, com elogios ao accionista maioritário. E, já agora, ouviam também os inúmeros fundamentalistas do arco que têm as mais variadas relações com o partido dominante na República Popular de Angola.

 

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 Imagem encontrada algures na rede sem referência ao autor.



publicado por paulo prudêncio às 19:16 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 23.10.14

 

 

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Contactei, que me lembre, claro, a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.

 

Vem isto a propósito do Governo, do recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. Só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel. 

 

A sugestão para o tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes, que nos arruinaram, do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.

 

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.

 

O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

 

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika e os tecnopolíticos como Gaspar, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.

 

 

 

 



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Quinta-feira, 31.07.14

 

 

 

 

 

 

Que me lembre, contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver bem no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.

 

Vem isto a propósito do Governo que ainda temos, do inclassificável (só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel) recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. A sugestão para o bom tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes do tipo BPN e que nos arruinaram. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.

 

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.

 

O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única. Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorrem a troika e ao que parece os tecnopolíticos como o ministro das finanças, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.

 

 

 

 

1ª edição em 1 de Novembro de 2012

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:19 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 23.03.14

 

 

 

 

 

Há as mais variadas leituras para as diferenças "insanáveis" entre o PS e o Governo e a campanha eleitoral, que durará, em princípio, mais de um ano, criará ainda mais nevoeiro sobre o acordado e o tornado público. Para além do memorando da troika que se extingue oficialmente daqui a dois meses, existe o tratado orçamental que "amarra" os países do euro e de alguma forma os da união.

 

 

E já se sabe: Portugal pesa pouco no xadrez, mas adquiriu alguma importância estratégica no sucesso da ideia de cortes a eito nos do costume que "liberta" as reformas administrativas em sectores que atingem os aparelhos partidários ou nas negociatas tipo PPP´s que incluem essas organizações que capturaram o Estado de forma sistémica; para além da intocável e corrupta (isto também é comprovado) banca. Sobram os mealheiros, como alguém disse, dos políticos profissionais: funcionários públicos, pensionistas e as classes, média e média baixa, que não conseguem fugir a impostos.

 

 

 

 

 

 

O recorte é do Público de hoje sobre o rescaldo do "Novo rumo" do PS sobre a saúde.

 

O PS diz que diverge de forma insanável do Governo na defesa da escola pública e confirma a sua destruição. Todavia, foi o último Governo PS que abriu todas as portas legislativas a essa destruição, com excepção dos cortes a eito de que nunca se demarcou. É certo que o recente "Novo rumo" sobre Educação prometeu democracia. Mas esse libelo foi coordenado por António Nóvoa e não há qualquer garantia que seja o "Novo rumo" do PS quando voltar ao Governo.

 

Fica a sensação que o consenso com o Governo incluiu, desde o memorando da troika, o despedimento colectivo de 30 mil professores em três anos (uma redução de cerca de 50 mil desde 2005). E é bom que se sublinhe que os professores contribuíram para metade da redução da administração central que permite que os políticos profissionais, e os tecnopolíticos de serviço, se pavoneiem por esse mundo fora.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Segunda-feira, 17.02.14

 

 

 

 

 

 

Victor Gaspar revela, nesta entrevista ao Público, a estratégia que obrigou Portugal a uma austeridade destruidora. Teria sido melhor se o quarto elemento da troika se tivesse dedicado à meteorologia e à reparação de erros nas folhas excel. É uma entrevista política de um homem que se declara sem qualquer paciência para "questões de pura política".

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:56 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Sábado, 15.02.14

 

 

 

Dá ideia que o ex-ministro das finanças e da meteorologia nunca tinha lidado com os interesses dos aparelhos partidários.

 

Depois, confessa: os tecnopolíticos não incluem as pessoas nas folhas excel.

 

 

 

Página 14 da revista do Expresso de 15 de Fevereiro de 2014

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 10.09.13

 

 

 

 

O ex-ministro da saúde Correia de Campos é classificado como um tecnopolítico sabedor e rigoroso. Se bem me recordo, a sua saída do Governo de Sócrates foi aplaudida por alguns não alinhados com o "Blairismo" do ex-chefe-do-Governo-e-do-PS.

 

Na sua crónica, no Público de ontem, elogia o aumento da qualidade no sistema escolar com as políticas dos últimos governos do PS. Só nos resta lamentar que não se aprenda com os erros.

 

O modo ligeiro como este gestor afere a qualidade dos sistemas ficou bem patente em 2010. Quando o questionaram sobre os motivos que originaram a melhoria dos resultados PISA realizados em Abril de 2009, o tecnopolítico argumentou com o novo modelo de gestão escolar que só entrou em funcionamento em Maio do mesmo ano. A falta de rigor arrepiou-me. Desta vez, vai mesmo ao ponto de retirar aos professores o direito a duvidarem e ainda por cima faz um rol de afirmações imprecisas. É caso para recomendarmos: quem retira aos outros o direito à dúvida, deve começar por aplicar o princípio às suas conclusões.

 

 

“(...)É certo que durante muito tempo, até 2006, os edifícios estavam em muito mau estado, os professores tinham horários muito folgados, a escola ocupava o aluno pouco tempo, lançando-o na rua com escassa protecção. É certo que a reacção de professores e sindicatos às reformas de Maria de Lurdes Rodrigues foi desproporcionada, corporativa e irrealista. (...)Em muito contribuíram para a queda da governação de José Sócrates. É certo que o ensino secundário era, até há alguns anos, dispendioso comparativamente com outros países, os professores eram relativamente bem pagos e precocemente reformados, pouco eficiente, e com elevadas taxas de insucesso. Em cinco anos muitos desses erros foram corrigidos sem desvirtuar a universalidade do sistema: escola a tempo inteiro. (…)O insucesso baixou, a escola pública ampliou a qualidade, as instalações foram renovadas, a eficiência global aumentou. Os professores tardaram a reconhecer a mudança, mas hoje perderam o direito a dúvidas.(...)"





publicado por paulo prudêncio às 20:53 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 22.04.13

 

 

 

 

 

 

Se alguém lhes dizia que os países não são laboratórios ou que os modelos tecnocráticos carecem de experimentação, era acusado de esquerdista, despesista e irresponsável. Estes fundamentalistas do Estado mínimo espalham-se desta forma, criam milhões de desempregados e outras coisas ainda mais graves, e aparecem a dizer que afinal a austeridade atingiu os seus limites e que a culpa é dos conselheiros tecnocráticos.


A justificação até me recorda o monstro da avaliação de professores. Esta malta é da mesma família ideológica. Também existiam uns sobredotados que criaram o modelo e que quando eram confrontados com a sua aplicação respondiam com um ar superior: isso é com as escolas.






publicado por paulo prudêncio às 12:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 21.04.13

 

 

 

 

A última semana ficou marcada pelo inacreditável erro em Excel que já empurrou milhões de pessoas para o desemprego. A tese, de 2010, que afirmava que acima dos 90% de dívida pública a recessão económica seria "irrefutável" prevaleceu como modelo matemático único e em Portugal também.

 

Sem sequer trazer para a discussão o espectro da corrupção que parece dominar o mundo financeiro, podemos considerar uma espécie de confronto entre racionalistas e empiristas.

 

Os primeiros têm vencido a contenda e os segundos não encontram voz que se exprima eleitoralmente. Como cedo se constatou, essa dicotomia expressava-se politicamente na tradicional diferença entre direita e esquerda, estando a principal força eleitoral da esquerda amarrada a esse género de racionalismo através da denominada terceira via.

 

Nos últimos anos assistiu-se há vitória da tecnocracia de gabinete que se foi transformando em tecnopolítica e que sobrepôs os saberes matemáticos à cultura. Foi também assim no sistema escolar com os achamentos curriculares de Nuno Crato.

 

Não será por acaso que se "recupera" Bachelard nos mais variados domínios.

 

 

 

 

 

Gaston Bachelard (1976:11). "Filosofia do Novo Espírito Científico".

Biblioteca de Ciências Humanas. Editorial Presença. Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 22:25 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 03.09.12

 

 

 

 

 

 

 

O ex-ministro da saúde Correia de Campos é classificado como um tecnopolítico sabedor e rigoroso. Na sua crónica no Público de hoje elogia o aumento da qualidade no sistema escolar com as políticas dos últimos governos do PS.

 

É caso para nos questionarmos com o modo como este gestor afere a qualidade dos sistemas. Sobre o sistema escolar foi taxativo em 2010: quando o questionaram sobre os motivos que originaram a melhoria dos resultados PISA realizados em Abril de 2009, o tecnopolítico argumentou com o novo modelo de gestão escolar (só entrou em funcionamento em Maio do mesmo ano).



publicado por paulo prudêncio às 19:17 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 30.04.12

 

 

Numa época em que até as previsões climatéricas só são fiáveis para a semana seguinte e em que os economistas estão em total descrédito, o ministro das finanças consegue determinar que os subsídios e as reformas só voltarão ao estado de legalidade em 2018. E para quando é que este senhor prevê o retorno do capital que o Estado afundou no BPN? Será que estes tecnopolítcos só conseguem fazer previsões para um dos lados da balança?

 

Subsídios serão repostos ao ritmo de 25% por ano a partir de 2015



publicado por paulo prudêncio às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 21.04.12

 

 

 

A sensatez e o equilíbrio (não confundir com ausência de capacidade de decisão, com falta de determinação ou de coragem) são as virtudes mais difíceis de conseguir e, por incrível que possa parecer, são as menos valorizadas pela opinião publicada e pelos comentários que preencheram as "redes sociais" ao longo dos tempos. Em regra, só sentimos a falta dos dois atributos, e a exemplo da democracia, quando os perdemos. Até lá, são politicamente incorrectos.

 

Vem isto a propósito dos (des)governos com muita austeridade ou com demasiado investimento público (ambos aumentam a corrupção). E lembrei-me do actual ministro das finanças e do anterior primeiro-ministro. São os opostos (em termos pessoais - imagino, claro -, profissionais, académicos e por aí fora) e praticamente desconhecidos até ocuparem os citados cargos (sei que com Sócrates não era tanto assim). Beneficiaram, no início dos seus mandatos, de um consenso venerador por parte do mainstream que lhes atribuiu uma espécie de livre-de-trânsito-para-o-impensado.

 

No caso de Vitor Gaspar, que mais parece um tecnopolítico, nem adianta avançar com o rótulo do aluno brilhante em economia. Um "qualquer" Paul Krugman nos dirá que os economistas falharam em toda a linha e que, portanto, a ausência de humildade é ainda mais inadmissível. O que agrava a situação é a ideia de que os políticos do mesmo Governo são fraquíssimos, que estão desorientados com umas palas ideológicas que lhes tinham montado e que o ministro das finanças conduz livremente. Suspeita-se que para o mesmo lugar do extremo oposto.



publicado por paulo prudêncio às 20:46 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 22.02.12

 

 

E é um facto que os tecnopolíticos, e os descomplexados competitivos, vão tomando o poder sem serem sufragados ou, quando muito, são eleitos de forma mitigada.

 

Balas de papel, Gualdino Gomes e Carlos Sertório, 1892


"Íamos na plataforma de um americano do Rossio pela Pampulha, no dia 16 de Janeiro do corrente ano, quando ouvimos um delicioso diálogo travado na rampa de Santos entre um deputado engenheiro – e engenhoso -, muito dado aos apartes na câmara dos seus congéneres, e um conselheiro de barba rala e negro como um tição, diálogo que valia muitas libras e uma rica lata de marmelo.
O conselheiro de barba rala, ingenuamente, dizia:


- Mas por que não fazem um ministro de gente séria ?

- O que chama vossa excelência gente séria? – perguntava o outro, como um selvagem perguntaria a Pedro Álvares Cabral o que era um casamento eclesiástico.

- Digo – volvia o conselheiro de barba rala -, por que se não chama para ministro da guerra um general impoluto, para a justiça um juiz honradíssimo, para a marinha um vice-almirante enérgico?

- Isso era a maior de todas as desgraças, meu caro conselheiro! Homens que tomem pastas a seu cargo não devem ser apenas técnicos, e nunca devem ser intransigentes! A trica política é necessária; e os ministros precisam de saber e poder harmonizar as leis com os homens e os homens com as leis!

Ora aqui os têm como eles são! Sabem os leitores o que é harmonizar as leis com os homens e os homens com as leis? É fazer essas poucas vergonhas de todos os dias, é deixar roubar, quando o ladrão consiga operar com esperteza.

O marquês de Valada viu bem, mas tarde. Em crise de ladrões andamos nós há muito, e continuaremos provavelmente a estar, e as palavras do engenheiro deputado, de beiço grosso e olho piteireiro, dão a medida da consciência dos políticos, como devem ser, e mostram que os políticos fazem como os salteadores dos montados: quem se alistar há de provar que já fez uma morte!"

 
In Balas… de papel, n.º 3, 20 de Janeiro 1892

 

 

Cortesia da Manuela Silveira



publicado por paulo prudêncio às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 23.11.11

 

 

E entretanto, e pelo euroviete supremo, há quem diga coisas incómodas. É uma intervenção de Nigel Farage, um conservador antifederalista que mais parece um esquerdista corporativista. Imperdível e com menos de 3 minutos.

 



publicado por paulo prudêncio às 22:30 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21.11.11

 

 

Os exemplos de Mario Monti (primeiro ministro italiano), Lucas Papademos (primeiro ministro grego) e de alguma forma de Vitor Gaspar em Portugal ajudam a clarificar alguns conceitos. O termo tecnocrata (de tecnocracia, governo de técnicos) vai sendo substituído pelo tecnopolítico (político que é um técnico) e explica a capacidade dos segundos tomarem o poder sem se sujeitarem ao sufrágio directo e universal. São técnicos com habilidade política.

 

Lembrei-me disso ao ouvir as declarações elogiosas, dedicação e excelência, por exemplo, que Vitor Gaspar fez hoje aos funcionários públicos em pleno parlamento. Serão classificações convictas ou estará em causa a greve geral de 24 de Novembro?

 

Vítor Gaspar: “Todos os caminhos possíveis são estreitos e difíceis”



publicado por paulo prudêncio às 19:09 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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