Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 14.03.14

 

 

 

 

A agenda dos credores da dívida portuguesa tem mais uma falácia: o perdão da dívida alemã, depois da segunda guerra mundial, foi de Estado para Estado enquanto a dívida portuguesa é do Estado para privados.

 

A perplexidade situa-se nos privados. Querem ver que em Portugal não há privados a dever, que a banca pública não financia a banca dita privada ou que os credores privados não estão encostados aos Estados. Perguntem à Reserva Federal norte-americana qual foi a quantidade de dólares que injectou nos predadores que provocaram a crise financeira de 2008. É que são esses os compradores maioritários (e sistémicos) da dívida portuguesa que foi a mais lucrativa do mundo em 2012.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:59 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 25.02.14

 

 

 

 

 

Cansa um bocado repetir, mas é um dever: a bolha imobiliária de 2007 foi imaginada uns anos antes com o produto subprime que era uma uma espécie de bomba de neutrões: o edificado, intacto, regressou à banca, as pessoas faliram e uma vaga de revenda anda por aí com novos produtos como o "visto gold".

 

Só que nem tudo cabe em folhas excel. Só na Europa há cerca de 11 milhões de casas vazias. Em Portugal a coisa aproxima-se do milhão e os sem-abrigo não param de aumentar. É mais um retrato da última mentira de Passos Coelho: "o país está melhor".

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:29 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sábado, 22.02.14

 

 

 

 

 

 

Expresso, 21 de Fevereiro de 2014. Primeira página.

 

 

 

A bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que destrói apenas (e sublinho o apenas para "parafrasear" Passos Coelho) organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média, levou-a à falência e recuperou o edificado intacto. Nesta altura, o Goldman Sachs lança outro produto do género, os vistos gold, que atrai a endinheirada classe média chinesa e afins e já a expõe a vendas especuladas à potência cinco.

 

Quando Passos Coelho diz que o "país está melhor" é porque tem a lição bem estuda pelos Goldman Sachs que o conduzem. Empobreceu as pessoas para além da troika, como fez questão de sublinhar desde o início, mas manteve o edificado e os interesses respectivos intocados. Prepara-se agora para uma  segunda vaga. Pensa esmifrar ainda mais os do costume como evidencia a primeira página do Expresso e deita o olho aos 22 mil milhões dos fundos estruturais que aí vêm para que os seus sigam o seu exemplo (até com avaliação do desempenho). Passos e Relvas fizeram formação de pilotos, e demais pessoal aéreo, para servirem nos inúmeros aeródromos que nasceriam na zona centro do país. Como é possível que um país europeu tenho um primeiro-ministro com este nível?

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Quinta-feira, 26.12.13

 

 

 

 

 

Há sempre dois governos em Portugal: um que é público e outro subterrâneo.

 

Sabemos dos motivos da bolha imobiliária, sabemos do BPN, das PPP´s e por aí fora, sabemos dos swaps, sabemos do Goldman Sachs, do J. P. Morgan, do Deutche Bank, sabemos das contas marteladas da França e da Grécia na adesão ao euro e com a obrigação da compra de aviões e submarinos, sabemos das negociatas dos escritórios de advogados que capturaram o arco do poder e sabemos muito mais que nos permitia ficar a noite a elencar mesmo que de forma não sistematizada.

 

Sabemos tudo isso. Sabemos ainda do parlatório desta malta das seitas com a complexidade dos contratos como se via no subprime. Ficamos a saber que em Setembro se contratou mais meio milhão pago desde Fevereiro e conhecido nas festas de natal de Dezembro. Esta malta goza e abusa.

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:36 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 27.03.13

 

 

 

 

 

 

 

A crise é artificial, a austeridade o problema e não a solução e a Alemanha o obstáculo, disse, salvo erro, Joseph Stiglitz. Julgo que quando o economista referiu a Alemanha estava a pensar nos seus grandes bancos que operam quase ao nível do Goldman Sachs.

 

saque às classes média e baixa é o primeiro objectivo da crise, embora haja ricos que também denunciam os actos ilícitos. A austeridade é o meio de crime. A Grécia é o alvo mais visível. Só um governante ignorante ou comprometido como os predadores pode dizer que o seu país não é a Grécia.

 

 

 

Pode saber tudo nesta excelente reportagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:43 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 26.03.13

 

 

 

 

 

São cada vez mais os que defendem que a velocidade, e o poder, da tecnologia associada às transacções financeiras tornam impossível a monitorização. Há ganhos e perdas que têm origem em algoritmos que ninguém controla. É um ambiente propício ao crime sofisticado e de colarinho branco. A letra da lei torna-se um adorno obsoleto.

 

 

 

Pode saber tudo nesta excelente reportagem.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:37 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 25.03.13

 

 

 

 

 

Há muitos que intuíram que o poder político foi capturado pelos financeiros que dominam o mundo. Os vários arcos do poder são constituídos por seres "comandados" pelos bancos mundiais mais poderosos. Os "soldados" do Goldman Sachs estão instalados nas principais instituições europeias.

 

 

 

 

 

Pode saber tudo nesta excelente reportagem.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:11 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 24.03.13

 

 

 

 

 

 

Os especuladores financeiros jogam num casino e sem árbitros. A vida de milhões de pessoas é lançada numa espécie de pano verde.

 

 

 

 

Pode saber tudo nesta excelente reportagem.

 

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:05 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 23.03.13

 

 

 

 

 

Já íamos em 2008 e António Borges ainda classificava o subprime como uma das melhores inovações dos últimos anos.

 

 

 

 

 

Pode saber tudo nesta excelente reportagem.

 

 

  

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:03 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 21.03.13

 

 

 

 

 

Quem são os novos proprietários do imobiliário que não "sobreviveu" à crise do subprime? Os bancos.

 

A estratégia está mais do que denunciada e denominou-se como crédito de neutrões (os menos "bélicos" talvez não saibam, mas as bombas de neutrões, variantes das bombas atómicas, eliminam a vida e deixam o "edificado" intacto).

 

O crédito imobiliário, o tal subprime, era propositadamente "mãos largas" com a convicção de que a bolha rebentaria e o edificado regressaria "intacto" às mãos dos bancos.

 

 

 

Pode saber tudo nesta excelente reportagem.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:40 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 06.02.13

 

 

 

 

Assisti, ontem, a uma conferência de Manuel Maria Carrilho, de que darei conta num próximo post, em que se abordou a "ausência" da administração Obama no combate ao poder financeiro que prevalece. Percebe-se que o presidente dos EUA tem sido incisivo em diversas causas dos direitos de minorias, mas que tem sido incapaz de alterar o desequilibrio que nos trouxe até aqui.

 

É, portanto, de saudar o processo que a administração Obama colocou, ontem, à agência de raiting Standard & Poor´s por fraude civil na crise do subprime. É um tema para seguir com atenção.

 

Não sei se financeiro é sinónimo de corrupção, mas sabemos que o cerne da crise passa por aí.



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:06 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 29.09.12

 

 

 

 

 

António Borges era um dos gurus do subpraime (foi a escrita que escolhi para desdenhar do sub-prime) e em 2008 ainda dizia que não entraríamos em crise, que a tempestade era passageira e que os críticos eram uns pessimistas.

 

Aparece agora, como uma espécie de proprietário do Governo, a afirmar que só os "ignorantes" é que criticaram a TSU. Convenceu-se que a memória foi eliminada da sociedade portuguesa?

 

Há gente com desplante ilimitado.

 

A primeira notícia é de 2008 e a segunda de hoje.

 

 

Sub-prime é das melhores inovações dos últimos anos

 

António Borges classifica de "ignorantes" empresários que criticaram a TSU



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Terça-feira, 12.06.12

 

 

 

Se as privatizações correrem bem a António Borges a sua missão estará cumprida. E convenhamos: o país do sul da Europa que mais cortou nos salários, e que vende em conta, está a ficar em condições para voltar a produtos como o subpraime e gerar lucros interessantes. Ainda por cima os offshores continuam a passar pelos pingos da chuva.

 

O exercício de charme que António Borges fez, ontem, no Prós e Contras, e praticamente sem contraditório, serviu para atenuar as últimas afirmações e passar a imagem antiga do homem pragmático não ideológico. A coisa foi de tal monta que estive sempre à espera que apelasse, também por exercício pragmático, ao voto no Syriza grego.

 

O seu optimismo, e todos esperamos que tenha razão, é uma repetição de 2007 ou 2008, quando apareceu como um homem providencial que tinha inventado o subpraime. A hecatombe fez com que imergisse durante anos para reaparecer agora novamente em passo fantasma e anunciando o regresso à felicidade no ano anterior às próximas legislativas.

 

António Borges: "Ninguém pode ser a favor de um país de gente pobre"



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 31.05.12

 

 

 

Quando comecei a prestar atenção ao Goldman Sachs e à presença de António Borges, salvo erro em 2006 ou 2007, como um guru do trágico subpraime e putativo candidato instantâneo a primeiro-ministro de Portugal, sou franco: fiquei desconfiado e escrevi vários posts sobre o assunto, sempre com a sensação que podia estar a cair no registo de teoria da conspiração. Mas não. Hoje ninguém tem dúvidas e Portugal perderá muito com a presença do citado António Borges nas privatizações.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 25.09.11

 

 

 

António Borges (agora no FMI), um ex-quadro da trágica Goldman Sachs, quer convencer-nos que o plano de privatizações em curso é uma boa solução para a economia portuguesa. Anunciou o mesmo em relação ao subprime e foi a hecatombe que se conhece.

 

Dá ideia que deixou a falida Goldman Sachs, mas que continua no espírito Goldman Saques.

 

António Borges (FMI): BRICS podem entrar nas privatizações em Portugal

O "exemplo óbvio" do que as potências emergentes do grupo conhecido por BRICS podem fazer por Portugal é olharem para as oportunidades do plano de privatizações.

"(...) Na conferência de imprensa, após a reunião, realizada pelo português António Borges, o chefe do Departamento Europeu do FMI, referiu-se explicitamente ao caso português. "Sobre o que os BRICS podem fazer ou não por Portugal, há um exemplo óbvio de como os BRICS podem ajudar. Portugal tem um plano de privatizações em curso, que muito apoiamos, e que poderá ter um grande impacto na eficiência da economia. Nós compreendemos que as empresas brasileiras utilizem esta oportunidade para entrarem na Europa, e se isso acontecer, creio que será muito, muito bem vindo". (...)"

 

Nota: BRICS (acrónimo para o grupo de grandes potências formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). São umas privatizações em que empresas do estado adquirem congéneres noutros estados.



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:38 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 16.04.11

 

 

 

Ressuscitou para a mediatização o guru do subpraime.

 

Há tempos escrevi assim:

 

"Está mau para previsões.(...)o primeiro-ministro domina a manipulação mediática. É essa a forma de se colocar no centro da política. Tenho ideia que se entrar por cá o FMI o ainda chefe do governo será imediatamente nomeado agente do Fundo Monetário Internacional para Portugal". Afinal sobrou para António Borges, o guru do subpraime discretamente desaparecido quando emergiu a hecatombe que contou com os inestimáveis préstimos da sua Goldman Sachs. Só que este prémio tem uma dimensão europeia. Levantam-se de imediato duas questões: sentar-se-á junto a Bruxelas? Será para garantir que tudo será como dantes?

 

António Borges reentrou na agenda dos média portugueses para negar a sua especialidade ao afirmar que a especulação não tem peso nos resgates financeiros a sul. Coisas cómicas.

 

Os portugueses precisam de sair do ambiente de campanha e de se "libertarem" do chefe do PS para raciocinarem sem palas. Mesmo sem alinhar numa espécie de teoria da conspiração, é decisivo enfrentar a mistura explosiva que inclui os gurus do subpraime, os gananciosos lusitanos em tons rosa, laranja ou cinzento, os responsáveis pela hecatombe financeira de 2008, as agências de raiting, os abutres das dívidas soberanas e a corrupção ao estilo americano como denunciou Joseph Stiglitz

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:30 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 22.01.11

 

 

A Goldman Sachs regressa depois de contribuir para o estado em que estamos com a "complexidade" do subpraime. A ganância só tinha adormecido por uns tempos, já que o descaramento parece não ter limites.

 

Sugerem à europa que não aumente fundos para os Ibéricos e que é melhor que estes se financiem nos mercados, quiçá na própria Goldman Sachs.

 

Goldman Sachs defende pacote de apoio a Portugal



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:31 | link do post | comentar | partilhar

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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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Discordâncias:
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