Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 01.01.18

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda de "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

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Quarta-feira, 25.10.17

 

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.



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Segunda-feira, 02.01.17

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

www.cartoonstock.com/cartoonview.asp?catref=cgo0149

 



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Domingo, 21.02.16

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma qualquer passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias, no combate às desigualdades, por exemplo e se quisermos considerar a sua "totalidade" como tal, atravessar todas as gerações, o risco entranha-se nas sociedades e atinge a escala mundial; como a história, de resto, já nos explicou.

 

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Domingo, 21.06.15

 

 

 

E quais são as instituições mais confiáveis nas sociedades mais atrasadas? As religiosas, diz o estudo do Público do passado fim de semana, e as da alta finança, digo eu e já explico.

 

Na página 15 da revista, e citando Pedro Magalhães, lê-se que "para pessoas como Putnam, a origem deste capital tem a ver com as instituições políticas no passado serem mais ou menos centralizadas, hierarquizadas, autoritárias; quanto mais, maiores os padrões de desconfiança". Villaverde Cabral "adverte que no caso português havia um indicador nada desprezível: o distanciamento ao poder é inversamente proporcional ao nível de educação".

 

Quem conheça o sistema escolar português não vacilará na conclusão: a hiperburocracia, por exemplo, deve-se a um estado insuportável de desconfiança. Por outro lado, a história recente comprovou a generalização da desconfiança para cima das classes média e baixa (quem não se lembra do mil vezes repetido: não prestam contas) enquanto a alta, com os casos BES & BPN como expoentes, vivia numa roda livre da máxima confiança.

 

Voltando ao sistema escolar, e agarrando num exemplo do momento, pensemos no acesso ao ensino superior: o júri nacional de exames montou paulatinamente uma teia que divinizou a desconfiança num processo de exames que equivale a 30% da nota de acesso, enquanto que estudos recentes comprovaram que há mais de uma década que há instituições mais endinheiradas que cometem irregularidades graves, e que têm provocado injustiças brutais e "irreparáveis", nos outros 70% da nota. E nada muda, nem sequer são emitidos quaisquer sinais disso, e repito uma antiga impressão inesquecível para quem tem memória para além do dia anterior: confiar?! Só confiamos no BES.

 

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Quinta-feira, 19.06.14

 

 

 

 

 

 

 

Os professores portugueses reconhecem com facilidade as figuras retratadas no texto.

 

 

 

"(...)O socioeconomista von Hayek (Frederich A. von Hayek, "La Route de la servitude" (PUF, 1993)) observa que o poder que emana de um particular expressamente determinável - de um "tirano" - se torna rapidamente odioso, e certamente bastante mais insuportável do que as pressões exercidas por uma entidade anónima e não localizada - uma opinião pública ou um mercado - entidade que seriamos tentados a qualificar de ventríloqua. É por isso que o caos das opiniões, das ofertas e procuras económicas particulares força o respeito - como todas as entidades ventríloquas, com vozes sem rosto que falam com as suas vísceras.(...)"

 

 

Châtelet, Gilles (1998:38)

"Vivermos e pensarmos como porcos"

(sobre o incitamento à inveja e ao tédio

nas democracias-mercados).

Temas e Debates. Lisboa.

 

 

 

 



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Sexta-feira, 25.04.14

 

 

 

 

 

É indisfarçável: qualquer troca de opiniões sobre política tem conclusões comuns: os poderes financeiro, económico, comunicacional e tecnológico apoderaram-se da democracia e os políticos profissionais já nem se caracterizam pelo apego primeiro à cor partidária: sobrepõe-se o interesse pessoal.

 

No dia 22 de Abril de 2014 viajei de automóvel entre as Caldas da Rainha e Lisboa e ouvi na antena 2 uma entrevista a um recém-doutorado (pareceu-me que se apresentou como politólogo, mas não fixei o nome) sobre a lei de ferro das oligarquias (LFO) nos partidos políticos. Já googlei o assunto e a matéria passou ao lado dos média mainstream. O conceito LFO foi primeiramente observado por um sociólogo alemão (Robert Michels) no início do século XX e explicava o modo como se escolhiam as liderança partidárias nos partidos de governo. Mais do que os eleitores em geral ou os militantes partidários, essas escolhas que originam as chefias dos governos são determinadas pela LFO.

 

O doutorado português olhou para o nosso momento e encontrou a LFO nos principais partidos aos mais diversos níveis. O PS e o PSD têm as oligarquias muito estruturadas: mais o primeiro do que o segundo.

 

Estas conclusões não são uma novidade e até parecem naturais e capazes de proteger as sociedades dos populismos. Partidos políticos, sindicatos e inúmeras organizações abertas são basilares para a democracia e até agrupamentos secretos, a maçonaria (a regular; o GOL que ao que me dizem tem centros comercias muito underground com diversidade de lojas; e uma versão feminina) e a opus dei (ao que me dizem há também a opus night e a opus octopus), representam o seu papel.

 

A História diz-nos que os diversos tipos de sociedades tiveram um destino comum, por mais elevados que fossem os princípios ideológicos: o colapso. A dificuldade em fiscalizar a ganância deitou tudo a perder, ou dito de outro modo, a prevalência do mal, e a sua contrução sistémica, originou as quedas.

 

Percebe-se a preocupação com o estado da nossa democracia que se espelha nas mais variadas latitudes. A promiscuidade entre partidos e sindicatos, e entre os citados e as organizações secretas ou do mundo financeiro, associada à sofisticação tecnológica e comunicacional, entrou em roda livre. A incapacidade para mudar o estado das instituições existentes, nomeadamente a devolução dos destinos da sociedade à política sufragada, aumenta o receio de que a queda sem fim só termine com uma grande convulsão.

 

Bem sei que hoje não é dia para pessimismos, mas uma reflexão é determinada pelas circunstâncias históricas.

 

 

 

 



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Sexta-feira, 21.03.14

 

 

 

 

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Cortesia do António Ferreira


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Quarta-feira, 19.03.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 17.03.14

 

 

 

 

 

Os estudos valem o que valem, mas é interessante perceber os tipos e os graus de união dos portugueses.

 

E depois existem as conclusões mais ou menos óbvias a partir destes estudos: bombeiros, professores, polícias, médicos e enfermeiros e por aí fora são grupos muito considerados, enquanto que políticos profissionais e banqueiros aparecem no fim da lista; diga-se que não é injusto nem tem consequências: os primeiros vão sendo sugados pelos segundos.

 

 

 

 

Post actualizado às 21h19.

 

Noutro estudo, ficamos a saber que "(...)Os portugueses estão insatisfeitos com vários aspectos da democracia portuguesa. Quase 40 anos depois do 25 de Abril, sentem que há falta de controlo popular do poder político e que os governos não explicam as suas decisões aos eleitores.(...)"

 

 

 

 



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Quarta-feira, 08.01.14

 

 

 

 

 

Sobre a socialização em rede

 

 

 

 



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Sexta-feira, 28.06.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 12.04.13

 

 

 

 

 

 

Não sei se o ex-assessor do ministro da economia Álvaro Santos Pereira concluiu, no convívio com o ministro Gaspar, que o indivíduo tem comportamentos antissociais, que é de um egocentrismo extremo e que revela instabilidade e impulsividade. A ser assim é um psicopata social. Se Gaspar é agressivo e dirige essa pulsão contra a sociedade e tem com frequência comportamentos violentos e perigosos é um sociopata.


Levezas à parte, e até porque perante um sociopata ou um psicopata social a preocupação deve ser semelhante, o que se deve considerar é que Carlos Vargas, que saiu recentemente do gabinete do ministro da economia, declarou que Gaspar é psicopata social.


O blogue Câmara Corporativa viu a coisa assim.

 



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Domingo, 03.02.13

 

 

 

... e ainda na sequência do "escurinho".

 

O politicamente incorrecto tomou de vez o lugar do politicamente correcto. Uma pessoa que tenha um exercício honesto, ou que defenda essa condição, desactualizou-se. Os politicamente correctos da actualidade são uns brincalhões e umas brincalhonas. São uma espécie de invertidos: existem na alteridade e sem espelho.



publicado por paulo prudêncio às 14:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 04.01.13

 

 

 

 

 

Somos uma nação de adultos ressentidos.






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Segunda-feira, 10.12.12

 

 

 

 

 

 

Li, em Bertrand Russel, aproximadamente o seguinte: sempre que um grupo não consegue o seu objectivo imediato, projecta a frustração em alguém que classifica como ingénuo; em regra, esse alguém ocupa a posição de seguido-não-controlável que alguns membros do grupo desejam para si e que nunca realizam.


Também é comum classificarem como agenda escondida os silêncios dos seguidos-não-controláveis.

 

Pelo que se vai confirmando, os últimos Governos é que não estão cá com coisas.



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Quarta-feira, 05.09.12

 

 

Gosto de jornais, mas é frequente chegar ao fim do dia com a edição impressa por ler. Sinais dos tempos. Apesar de resistente, confesso que as Sextas-feiras e os fins-de-semana passaram a ser os únicos dias obrigatórios.

 

A edição do Público de hoje ia escapando. Dei com uma entrevista a João Semedo do bloco de esquerda com o seguinte lead:

 

 

 

 

Com a menção ao marialvismo, terá sido natural, e nesta fase em que passamos a vida em comparações, que muito leitores tenham pensado: Portugal é o que é e no norte da Europa não será decerto assim.

 

Nas últimas páginas da mesma edição, Naomi Wolf, uma activista política sueca do Project Syndicate, assina uma página arrepiante. Tirei dois parágrafos que valem a pena.

 

 

 

 



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Terça-feira, 26.06.12

 

 

Os professores portugueses reconhecem com facilidade as figuras retratadas no texto.

 

"(...)O socioeconomista von Hayek (Frederich A. von Hayek, "La Route de la servitude" (PUF, 1993)) observa que o poder que emana de um particular expressamente determinável - de um "tirano" - se torna rapidamente odioso, e certamente bastante mais insuportável do que as pressões exercidas por uma entidade anónima e não localizada - uma opinião pública ou um mercado - entidade que seriamos tentados a qualificar de ventríloqua. É por isso que o caos das opiniões, das ofertas e procuras económicas particulares força o respeito - como todas as entidades ventríloquas, com vozes sem rosto que falam com as suas vísceras.(...)"

 

 

Châtelet, Gilles (1998:38)

"Vivermos e pensarmos como porcos"

(sobre o incitamento à inveja e ao tédio

nas democracias-mercados).

Temas e Debates. Lisboa.



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Segunda-feira, 18.06.12

 

 

 

Sociólogo português deixa recomendações aos líderes na Rio+20

 

Mudar radicalmente de vida para cumprir um desenvolvimento sustentável é a proposta do único português convidado para um participal num fórum da cimeira. (...)“Se levarmos a sério o acesso universal à saúde e às condições que criam uma sociedade saudável, temos de ter uma reforma do Estado e do sistema político. Uma redistribuição da riqueza e um outro sistema de tributação, e, isso sim, pode criar um mundo mais justo. Por isso, em meu entender estas duas recomendações são as únicas que podem trazer uma transformação da economia política do mundo, que também necessitamos para poder atingir os nossos objectivos”, defendeu.(...)"


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Quarta-feira, 18.05.11

 

 

 

Se a ideia de mobilidade social está associada à melhoria da qualidade de vida, é preciso estar por cá, conhecer o terreno, saber o que se passa e não cair no elogio fácil a propósito de um programa que tem sido maltratado pela propaganda mais descarada e despesista. Bem sabemos que este é mais um produto da tal sub-família do ISCTE, mas as pessoas da primeira linha envolvidas não mereciam isto.

Eleições: Ferro Rodrigues acusa PSD de ser contra a mobilidade social por criticar Novas Oportunidades



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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Enfim. Estamos num percurso muito lamentável.
Afinal o que se vê não se distingue do PaF...E fic...
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