Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 05.07.17

 

 

 

"Os professores são os outros heróis que estão a mudar Portugal", disse recentemente o PR para surpresa generalizada e após uma greve (mal planeada). No mínimo, percebeu a solidão dos professores. Marcelo R. de Sousa, que foi professor, deu uma lição à oposição (que "até férias do PM usa", mas que tem alergia - para ser brando - à escola pública e aos seus professores) e às silenciadas forças da geringonça. Mas porquê os professores? O PR sabe que os professores foram, de longe, os mais sacrificados da administração central e que algo tem que ser feito (chega de indecência nas reformas, nos congelamentos, nas precarizações e, de resto, no estatuto da carreira). É que liderar "30 alunos" de menos de 10 anos várias horas por dia ou 30x3, x4, x5, x6, x7 (e por aí fora) adolescentes várias vezes por dia, exige energia, motivação e tempo de reflexão e dispensa hiperburocracia, climas de desconfiança profissional e organizacional - também para ser brando - e desrespeito institucional. 

 

Nota: o PR esforça-se por cumprir o seu papel e os professores esperam resultados. 

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Sexta-feira, 30.06.17

 

 

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aqui



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Quinta-feira, 22.06.17

 

 

 

(   )



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Quarta-feira, 21.06.17

 

 

 

A presidente de um Sindicato de Professores transmite informação dos exames do IAVE aos seus explicandos? Como? Li bem? O exame de Português do 12º ano pode ser repetido? Lê-se que em todos os anos há esta suspeita, mas que desta vez as provas andam por aí. É o grau zero, realmente. Isto tem que ser bem apurado.



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Pelo que se percebe nos sites dos sindicatos mais representativos, aqui e aqui, não se fala mais deste dia?



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Terça-feira, 20.06.17

 

 

 

Documento em discusão a 20 de Junho de 2017.



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Segunda-feira, 19.06.17

 

 

 

O Governo, apesar da municipalização, manterá a colocação de professores e atenuará a hiperburocracia transferindo a "papelada" dos refeitórios. A sério. A segunda medida foi mencionada como exemplo.

A perplexidade impõe interrogações: a burocracia que inferniza as escolas está centrada nos refeitórios? Estas pessoas da mesa negocial estavam em Marte?

E já agora: o caderno reivindicativo da greve centra-se em três eixos: descongelamentos, vinculações e aposentações decentes.

E de imediato, impõem-se mais interrogações: é táctica igualmente marciana ou é a sério? "Esquecer", também como exemplo, essa mesquinhez não financeira da democracia nas escolas, é motivo para concluirmos que a geringonça já syrizou?

 

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Quinta-feira, 08.06.17

 

 

 

A entrevista de ontem (SIC) a António Costa começou com a greve dos professores. Estranhei, mas depois percebi que foi uma tentativa - o entrevistador revelou a conhecida parcialidade a favor dos 1% e andou aos papéis - de embaraçar o PM. Não resultou. O entrevistado compreende as razões dos professores. Concorda com as reivindicações e espera um acordo antes da greve.

Nunca foi fácil marcar uma greve, mas é mais difícil quando um Governo, como é o caso, está em alta justificada e tem um discurso democrático. Contudo, isso não remete as pessoas para a passividade. Mas mais: o que me custa sempre a compreender, são as vozes saltitantes. Pessoas que nos habituámos a ver defender as suas profissões e que agora diabolizam os sindicatos. Como alguém disse, e com piada, uma greve a 35 de Junho era consensual. Ou como bem disse António Costa, a greve é um direito, prejudica sempre alguém e, em casos justificados, existem serviços mínimos. Bem sei que boa parte dos tais saltitantes são militantes socialistas. Mas francamente: bem nos lembramos de 2012 e 2013, para não irmos mais atrás que ainda chegamos ao tempo de Lurdes Rodrigues e os encontramos a fazer a mesma triste figura.



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Quarta-feira, 07.06.17

 

 

 

A plataforma de sindicatos de professores é assim: as duas federações mais representativas, Fenprof (número um em associados) e Fne, convocaram uma greve aos exames para 21; uns seis sindicatos (alguns com mais dirigentes do que sócios) fazem-no para 14. Entretanto, um spin oportuno recorda que o Governo Pàf legislou novos serviços mínimos. Regressaram de imediato os tácticos: os Pàf impacientes e os PS-primeiro indignados com os sindicatos. Tudo no interesse dos alunos, sublinhe-se. Se o Governo fosse Pàf, invertiam posições. 

 

(vamos então à intemporalidade das reedições tal a falta de paciência)

 

Aprecio o humor, mas as anedotas desconcertam-me. Não sei a razão. A atenção fica pelo caminho. Quando me contavam, sorria por cortesia. Os amigos perceberam e deixaram-se disso. Não estão para sorrisos amarelos e fazem bem.

Tenho duas ou três para os raros apertos sociais. Uma é antiga e assim:

Numa regata a duas mãos (20 Kms de cada vez), com barcos de 12 tripulantes, participaram Portugal e o Japão. Na primeira mão, Portugal perdeu por 2 horas. Reuniu-se o comité. Nomeou uma comissão que concluiu: errada constituição da equipa: o Japão tinha 1 timoneiro e 11 remadores (1-11) e Portugal 1 timoneiro, 2 vice-timoneiros, 3 sub-timoneiros, 5 timoneiros adjuntos e 1 remador (1-2-3-5-1). Perante os factos, o comité alterou: 1 timoneiro, 1 vice-timoneiro, 4 sub-timoneiros, 5 timoneiros adjuntos e 1 remador (1-1-4-5-1). Na segunda mão, Portugal perdeu por 4 horas. Meses depois, o comité concluiu: a culpa era do remador.

 

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Segunda-feira, 30.01.17

 

 

 

Recebi por email, devidamente identificado, um comunicado do grupo de sindicalistas independentes, autonomia sindical, integrado na Fenprof.

 

"VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA – PRIORIDADE AOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

 

 

1) De acordo com os números anunciados pelo Governo, o processo dito de “Vinculação Extraordinária” irá deixar de fora cerca de 1700 professores contratados do Ensino Público com mais de 12 anos de serviço e 5 contratos nos últimos 6 anos.

2) Situação tanto mais intolerável quanto, grande parte das cerca de 2000 vagas anunciadas para o concurso externo poderá vir a ser ocupadas pelos mais de 900 professores vindos do Ensino Privado e que concorrerão na 2.ª prioridade, com todo o seu tempo de serviço no ensino particular (20, 30 e até 36 anos de serviço!).

3) Esta situação, de claro ultraje a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor do seu esforço à Escola Pública, é absolutamente inaceitável.

4) Em consequência, o Grupo de Sindicalistas Independentes/ Autonomia Sindical reivindica:

A. Que todas as Vagas de quadro a abrir no Concurso Externo para 2017/2018 sejam aditadas aos lugares a preencher no âmbito da vinculação extraordinária prevista.

B. Que, se após o processo anterior, sobrarem vagas por preencher, as mesmas sejam ocupadas, por ordem de graduação profissional, por professores contratados da 2.ª prioridade, que hajam lecionado no Ensino Público em 5 dos últimos 6 anos lectivos.

 

Pelo Grupo de Sindicalistas Independentes,
Carlos Vasconcellos"



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Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) cresceu e lançou os procedimentos num labirinto em forma de imbróglio. Entre tanta justificação, o mérito no exercício dos professores destacou-se ciclicamente.

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos. A "meritocracia industrial" é, objectivamente, uma impossibilidade.

SIADAP hibernou, mas sobrevive em regime de faz de conta e degrada o clima das organizações. Para que a comédia tivesse um episódio marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram, de modo cínico, obviamente, a continuação da tragédia. É um processo que exige atenção agora que se assiste, nos concursos de professores, ao regresso "inspirador" das ideias datadas que secundarizaram a graduação profissional e permitiram dois desmiolos: bolsa de contratação de escola e prova de ingresso.

 

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Terça-feira, 09.08.16

 

 

 

A razia na escola pública foi descomunal de 2004 a 2015; 42 mil professores "desaparecidos", três quartos durante a troika. O "desaparecimento" de professores contribuiu, mas de modo mais do que cimeiro, para que alguns políticos se pavoneassem como disciplinadores financeiros. A tragédia é olhada de diversos ângulos pelos OCS. Mas há algo "incompreensível". As causas injustas do maior despedimento colectivo da história mantêm-se (detalharei noutro post) e a plataforma de sindicatos pede silêncio. Para os que dizem que os professores são instrumentalizados por sindicatos, os números vão provando que, e apesar da plataforma de sindicatos, os professores conseguiram evitar números ainda mais brutais derrubando silêncios e entendimentos.

 

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Quarta-feira, 03.08.16

 

 

 O modo Fenprof.

  

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 Quino



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Segunda-feira, 06.06.16

 

 

 

O Meu Quintal: Por um sindicalismo corporativo

 

O Estado da Educação e do Resto: Desigualdade - O que fazer? (1)



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 05.06.16

 

 

Chegou a ser caricata a luta da plataforma sindical contra os exercícios de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Alguns dos eixos dessas políticas caíram porque eram inaplicáveis e brutalmente injustos. Os sindicatos, que são organizações fundamentais num Estado de direito, assinaram acordos inadmissíveis que deixaram marcas. Era comum a luta "mangas-de-alpaca" das minutas (minuta contra minuta) e das manifestações para arrefecimento. Dito isto, e uma vez marcada para 18 de Junho de 2016 uma manifestação em defesa da escola pública, não há como não aderir com convicção e qualquer que seja a posição dos sindicatos da plataforma.



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Terça-feira, 31.05.16

 

 

 

"Na falência dos argumentos levantam o fantasma da Fenprof e da estatização". Ouvi e concordei. Tem sido assim nas últimas décadas e não apenas mais à direita onde o radicalismo ideológico explica o fantasmagórico. Muitos sociais-democratas, PS e PSD, têm usado um argumento familiar e defendem historicamente os regimes de cooperativas e fundações e o sindicalismo da área da UGT. Em regra, consideram a escola pública pouco plural e democrática porque está controlada pelo PCP e pela CGTP. A própria federação sindical especializou-se na encenação e capitaliza. A diabolização é não só irreal, como tem legitimado a instabilidade provocada por sucessivas "reformas impensadas". No fundo, o mainstream limita-se a combater o moinho de vento mentalmente incrustado. Para além da inaceitável exclusão democrática, é imperativo que considerem que a Fenprof é representativa e tem os mesmos direitos e deveres que as restantes forças políticas e sindicais. O sistema escolar teria muito a ganhar com esse avanço.

 

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Sábado, 02.01.16

 

 

 

 

É uma impossibilidade a discussão à volta da existência de cidadãos imaculados e não existem organizações imunes aos "pecados" da natureza humana; por isso, é dada primazia à democracia e ao estado de direito. Também pouco adiantam as teorias da conspiração, apesar da sua relevância especulativa. A imaginação é um exercício fundamental. Para além disso, lembro-me sempre de Karl Popper quando leio os que se esquecem que a irrefutabilidade só nos aproxima do totalitarismo.

 

A linguagem bem-pensante e sedutora fez do eduquês uma via para o totalitarismo e algo parecido levou o sindicalês para o mesmo sítio. Os sindicatos foram seduzidos para uma espécie de participação governativa para adquirirem responsabilidade. Deixaram para lugar secundário a força da razão e passaram a nortear a presença na mesa de negociação pelo imediato, pelos corredores do poder, pela promiscuidade partidária e pela dança das cadeiras.

 

Esta constatação nem se fundamenta apenas no que se assistiu nos últimos anos na Educação. Cada um faz da vida o que quer, mas tem de ter bem presente que as agendas sindicais não podem ser plasmadas das governativas, que a força da razão não se impõe de imediato e que é com o exemplo que se constrói a democracia.

 

(1ª edição em 8 de Abril de 2011; reescrito)



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Quarta-feira, 17.09.14

 

 

 

 

 

Mesmo que as incompetências do MEC sejam reconhecidas e inaceitáveis, há umas figuras que não resistem ao uso da cassete: os sindicatos comunistas comandam os professores e infernizam, por vício de forma, o sistema escolar.

 

Esta acusação é tão datada e desactualizada como a cassete propriamente dita e leva três décadas de persistência com a agenda "tudo está mal na escola pública". Tem a particularidade de ter contribuído para o estado em que estamos.

 

O autor da prosa indicada é recorrente. Foi um fervoroso Lurditas D´Oiro com a mesma argumentação anti-sindical e tornou-se um anti-Lurdes quando percebeu que os professores não eram comandados, que tinham a força da razão e que até rebocavam os sindicatos. Foi tarde. As pessoas da cassete já tinham apoiado quanto baste o plano inclinado da escola pública e dos seus profissionais.

 

Mas não aprendem nem sequer rebobinam a cassete, uma vez que acrescentam o falido modelo sueco que os citados nórdicos desesperam por abandonar. É uma pena que as nossas "elites" não adiram ao digital. Umas vezes são regionalistas, outras centralistas, mas nunca se modernizam nem reconhecem que a nossa dimensão populacional não é de 400 milhões de cidadãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 22.06.14

 

 

 

 

"Um congresso extraordinário sem eleição do secretário-geral", foi, segundo uma rádio nacional, a proposta que João Proença apresentou na acalorada reunião dos socialistas, hoje em Ermesinde.

 

Costa defende um congresso para eleger um novo líder e Seguro não. Pelos vistos, João Proença, naquela tradição de um sindicalismo tão mainstream, tão mainstream que resultou sempre num conjunto vazio tão do agrado do poder vigente que nos empurrou para o estado em que estamos, fez uma proposta risível que obedecerá a uma lógica tortuosa que o porá a salvo qualquer que seja o vencedor da contenda.



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Segunda-feira, 10.02.14

 

 

 

 

 

 

 

As relações público-privado no sistema escolar entraram num processo de sucessivas queixas-crime por indícios de peculato e abuso do poder que não se restringem ao Grupo GPS. As reportagens da TVI, e a verdade inconveniente transmitida, não foram em vão nem sequer especulação informativa.

 

Vamos aguardar pelo veredicto da justiça e pelas decisões políticas. O MEC tem "jurisprudência" suficiente na relação com o ensino privado nos mais variados graus de ensino.

 

 

 

 

 

 



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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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