Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 30.01.17

 

 

 

Recebi por email, devidamente identificado, um comunicado do grupo de sindicalistas independentes, autonomia sindical, integrado na Fenprof.

 

"VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA – PRIORIDADE AOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

 

 

1) De acordo com os números anunciados pelo Governo, o processo dito de “Vinculação Extraordinária” irá deixar de fora cerca de 1700 professores contratados do Ensino Público com mais de 12 anos de serviço e 5 contratos nos últimos 6 anos.

2) Situação tanto mais intolerável quanto, grande parte das cerca de 2000 vagas anunciadas para o concurso externo poderá vir a ser ocupadas pelos mais de 900 professores vindos do Ensino Privado e que concorrerão na 2.ª prioridade, com todo o seu tempo de serviço no ensino particular (20, 30 e até 36 anos de serviço!).

3) Esta situação, de claro ultraje a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor do seu esforço à Escola Pública, é absolutamente inaceitável.

4) Em consequência, o Grupo de Sindicalistas Independentes/ Autonomia Sindical reivindica:

A. Que todas as Vagas de quadro a abrir no Concurso Externo para 2017/2018 sejam aditadas aos lugares a preencher no âmbito da vinculação extraordinária prevista.

B. Que, se após o processo anterior, sobrarem vagas por preencher, as mesmas sejam ocupadas, por ordem de graduação profissional, por professores contratados da 2.ª prioridade, que hajam lecionado no Ensino Público em 5 dos últimos 6 anos lectivos.

 

Pelo Grupo de Sindicalistas Independentes,
Carlos Vasconcellos"



publicado por paulo prudêncio às 16:01 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) cresceu e lançou os procedimentos num labirinto em forma de imbróglio. Entre tanta justificação, o mérito no exercício dos professores destacou-se ciclicamente.

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos. A "meritocracia industrial" é, objectivamente, uma impossibilidade.

SIADAP hibernou, mas sobrevive em regime de faz de conta e degrada o clima das organizações. Para que a comédia tivesse um episódio marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram, de modo cínico, obviamente, a continuação da tragédia. É um processo que exige atenção agora que se assiste, nos concursos de professores, ao regresso "inspirador" das ideias datadas que secundarizaram a graduação profissional e permitiram dois desmiolos: bolsa de contratação de escola e prova de ingresso.

 

3e0637022b9895d79ae8b2793c1c4228

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 09.08.16

 

 

 

A razia na escola pública foi descomunal de 2004 a 2015; 42 mil professores "desaparecidos", três quartos durante a troika. O "desaparecimento" de professores contribuiu, mas de modo mais do que cimeiro, para que alguns políticos se pavoneassem como disciplinadores financeiros. A tragédia é olhada de diversos ângulos pelos OCS. Mas há algo "incompreensível". As causas injustas do maior despedimento colectivo da história mantêm-se (detalharei noutro post) e a plataforma de sindicatos pede silêncio. Para os que dizem que os professores são instrumentalizados por sindicatos, os números vão provando que, e apesar da plataforma de sindicatos, os professores conseguiram evitar números ainda mais brutais derrubando silêncios e entendimentos.

 

Captura de Tela 2016-08-09 às 15.12.14.png

 



publicado por paulo prudêncio às 15:12 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Quarta-feira, 03.08.16

 

 

 O modo Fenprof.

  

15216383_nqykI.jpeg

 

 Quino



publicado por paulo prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.06.16

 

 

 

O Meu Quintal: Por um sindicalismo corporativo

 

O Estado da Educação e do Resto: Desigualdade - O que fazer? (1)



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 05.06.16

 

 

Chegou a ser caricata a luta da plataforma sindical contra os exercícios de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Alguns dos eixos dessas políticas caíram porque eram inaplicáveis e brutalmente injustos. Os sindicatos, que são organizações fundamentais num Estado de direito, assinaram acordos inadmissíveis que deixaram marcas. Era comum a luta "mangas-de-alpaca" das minutas (minuta contra minuta) e das manifestações para arrefecimento. Dito isto, e uma vez marcada para 18 de Junho de 2016 uma manifestação em defesa da escola pública, não há como não aderir com convicção e qualquer que seja a posição dos sindicatos da plataforma.



publicado por paulo prudêncio às 18:02 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 31.05.16

 

 

 

"Na falência dos argumentos levantam o fantasma da Fenprof e da estatização". Ouvi e concordei. Tem sido assim nas últimas décadas e não apenas mais à direita onde o radicalismo ideológico explica o fantasmagórico. Muitos sociais-democratas, PS e PSD, têm usado um argumento familiar e defendem historicamente os regimes de cooperativas e fundações e o sindicalismo da área da UGT. Em regra, consideram a escola pública pouco plural e democrática porque está controlada pelo PCP e pela CGTP. A própria federação sindical especializou-se na encenação e capitaliza. A diabolização é não só irreal, como tem legitimado a instabilidade provocada por sucessivas "reformas impensadas". No fundo, o mainstream limita-se a combater o moinho de vento mentalmente incrustado. Para além da inaceitável exclusão democrática, é imperativo que considerem que a Fenprof é representativa e tem os mesmos direitos e deveres que as restantes forças políticas e sindicais. O sistema escolar teria muito a ganhar com esse avanço.

 

image.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 14:01 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 02.01.16

 

 

 

 

É uma impossibilidade a discussão à volta da existência de cidadãos imaculados e não existem organizações imunes aos "pecados" da natureza humana; por isso, é dada primazia à democracia e ao estado de direito. Também pouco adiantam as teorias da conspiração, apesar da sua relevância especulativa. A imaginação é um exercício fundamental. Para além disso, lembro-me sempre de Karl Popper quando leio os que se esquecem que a irrefutabilidade só nos aproxima do totalitarismo.

 

A linguagem bem-pensante e sedutora fez do eduquês uma via para o totalitarismo e algo parecido levou o sindicalês para o mesmo sítio. Os sindicatos foram seduzidos para uma espécie de participação governativa para adquirirem responsabilidade. Deixaram para lugar secundário a força da razão e passaram a nortear a presença na mesa de negociação pelo imediato, pelos corredores do poder, pela promiscuidade partidária e pela dança das cadeiras.

 

Esta constatação nem se fundamenta apenas no que se assistiu nos últimos anos na Educação. Cada um faz da vida o que quer, mas tem de ter bem presente que as agendas sindicais não podem ser plasmadas das governativas, que a força da razão não se impõe de imediato e que é com o exemplo que se constrói a democracia.

 

(1ª edição em 8 de Abril de 2011; reescrito)



publicado por paulo prudêncio às 11:12 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 17.09.14

 

 

 

 

 

Mesmo que as incompetências do MEC sejam reconhecidas e inaceitáveis, há umas figuras que não resistem ao uso da cassete: os sindicatos comunistas comandam os professores e infernizam, por vício de forma, o sistema escolar.

 

Esta acusação é tão datada e desactualizada como a cassete propriamente dita e leva três décadas de persistência com a agenda "tudo está mal na escola pública". Tem a particularidade de ter contribuído para o estado em que estamos.

 

O autor da prosa indicada é recorrente. Foi um fervoroso Lurditas D´Oiro com a mesma argumentação anti-sindical e tornou-se um anti-Lurdes quando percebeu que os professores não eram comandados, que tinham a força da razão e que até rebocavam os sindicatos. Foi tarde. As pessoas da cassete já tinham apoiado quanto baste o plano inclinado da escola pública e dos seus profissionais.

 

Mas não aprendem nem sequer rebobinam a cassete, uma vez que acrescentam o falido modelo sueco que os citados nórdicos desesperam por abandonar. É uma pena que as nossas "elites" não adiram ao digital. Umas vezes são regionalistas, outras centralistas, mas nunca se modernizam nem reconhecem que a nossa dimensão populacional não é de 400 milhões de cidadãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 22.06.14

 

 

 

 

"Um congresso extraordinário sem eleição do secretário-geral", foi, segundo uma rádio nacional, a proposta que João Proença apresentou na acalorada reunião dos socialistas, hoje em Ermesinde.

 

Costa defende um congresso para eleger um novo líder e Seguro não. Pelos vistos, João Proença, naquela tradição de um sindicalismo tão mainstream, tão mainstream que resultou sempre num conjunto vazio tão do agrado do poder vigente que nos empurrou para o estado em que estamos, fez uma proposta risível que obedecerá a uma lógica tortuosa que o porá a salvo qualquer que seja o vencedor da contenda.



publicado por paulo prudêncio às 15:34 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 10.02.14

 

 

 

 

 

 

 

As relações público-privado no sistema escolar entraram num processo de sucessivas queixas-crime por indícios de peculato e abuso do poder que não se restringem ao Grupo GPS. As reportagens da TVI, e a verdade inconveniente transmitida, não foram em vão nem sequer especulação informativa.

 

Vamos aguardar pelo veredicto da justiça e pelas decisões políticas. O MEC tem "jurisprudência" suficiente na relação com o ensino privado nos mais variados graus de ensino.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:51 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 18.01.14

 

 

 

 

 

 

Pode ler a notícia completa aqui.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 31.12.13

 

 

 

Numa conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, 30 de Dezembro, nas Caldas da Rainha, o SPGL anunciou uma queixa-crime entregue a 10 de Dezembro na Procuradoria-Geral da República em que se denunciou o "alegado favorecimento na atribuição de turmas" a dois colégios do concelho e a consequente sublotação das escolas públicas.

 

Pode ler a notícia completa, com vídeo, aqui.



publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 05.12.13

 

 

 

 

"O dirigente da FNE, João Dias da Silva, disse ao PÚBLICO esta quinta-feira que o acordo dos sindicatos da UGT com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) “só prejudica verdadeiramente menos de 400 professores”.

 

 

Para além de verem a sua profissionalidade devassada diariamente nos média, os professores ainda têm que suportar a tortuosidade de quem se senta na mesa negocial. É evidente que a responsabilidade primeira vai para os governos, mas os sindicatos contribuem através dos seus elementos que trocam de cadeira ao tom de quem governa e que estão muito afastados das escolas e das salas de aula.



publicado por paulo prudêncio às 14:01 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 02.12.13

 

 

 

 

Sim, enojado com as últimas notícias da dispensa da prova de acesso para os professores contratados com cinco ou mais anos de serviço. O MEC e os sindicatos (iniciativa da FNE e de mais dois sindicatos afectos à UGT) que chegaram a este acordo devem ter vergonha. Se concordam que a prova é injusta, é injusta para todos e não apenas nestas circunstâncias. Como há muito acontece, os jovens adultos são usados para salvar faces diversas e como cobaias para estas jogadas de bastidores.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:44 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Terça-feira, 26.11.13

 

 

 

Está muito frio, mas os graus que medem as políticas educativas devem estar uns graus abaixo do tempo e ultrapassam, com toda a certeza, a compreensão da termodinâmica ou da física estatística. Foi assim com os titulares, com os avaliadores, com os objectivos individuais, com as greves, com a participação na gestão escolar e por aí fora e é agora com os professores contratados (as históricas cobaias). O conselho para a inscrição na prova muda todas as semanas. 

 

A vida dos professores está há anos no fio da navalha que os divide e humilha. A génese do vexame está na insuportável desconfiança que considera os professores o problema maior do sistema escolar.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:59 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sexta-feira, 22.11.13

 

 

 

 

 

Daqui






publicado por paulo prudêncio às 21:46 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Domingo, 17.11.13

 

 

 

 

 

Os professores, no final do ano lectivo transacto, deram um exemplo de cidadania com um inaudito volume de greves e com uma força considerada impossível. Apesar disso, os resultados ficaram aquém do anunciado.

 

Todos os dias há motivos para se convocar uma greve; até geral. Mas uma greve deve ter um caderno negocial objectivo. Na greve geral de 8 de Novembro último, a participação dos professores resumiu-se à marcação do ponto. Teve, muito naturalmente, uma fraquíssima adesão. Bem sei que era geral, mas os professores não podem estar em todas e a banalização das greves pode ser considerada uma estratégia de adormecimento catártico, passe o paradoxo, orquestrado pelo mainstream onde se incluem os sindicatos.

 

Os sindicatos anunciam uma greve para 18 de Dezembro por causa da prova de avaliação aos professores contratados. Ora aí está uma marcação justa com uma agenda negocial objectiva, embora seja incompreensível, por uma questão de princípio, que alguns sindicatos tenham negociado com o MEC esse dia, ou qualquer outro, para a prova. 

 

No período anterior à greve de 8 de Novembro, li algumas declarações de dirigentes sindicais que desprezavam a acção dos movimentos de professores contratados. Fiquei perplexo. As acções destes movimentos devem ser estimuladas. Não há lutadores com mais pergaminhos e essas críticas podem ser lidas como devaneios do centralismo democrático ou como assessorias ao poder vigente.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 07.11.13

 

 

 

 

 

A prova de avaliação dos professores até já faz o destaque de primeiras páginas. Não há país na Europa que trate tão mal os seus professores.

 

Se for verdade que houve sindicatos a negociarem com o MEC o dia da prova, os professores têm o direito de saber quais foram para agirem em conformidade. Os princípios não obedecem a calendários. Uma situação destas não passa pelo dia da prova, a não ser na mente de quem não a vai realizar ou não põe os pés numa escola ou sala de aula.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:03 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 20.08.13

 

 

 

 

 

Decorreu hoje uma conferência de imprensa do SPGL nas Caldas da Rainha (informam-me que existe a possibilidade de reportagem no jornal das 20h00 na TVI) e solicitam-me a seguinte divulgação:

 

 

 

PROCESSO CONTRA MAU USO DE DINHEIROS PÚBLICOS e PROTEÇÃO DE INTERESSES ILEGÍTIMOS:

O REGABOFE DOS CONTRATOS DE ASSOCIAÇÃO EM CALDAS da RAINHA

 


Segundo o próprio Ministério de Educação e Cultura (MEC)”a capacidade de resposta dos estabelecimentos de ensino público do concelho (de Caldas da Rainha) é de 162 turmas”(1). Acontece porém que no ano letivo de 2012/2013 apenas funcionaram nessas escolas 150 turmas. Não por falta de alunos, mas porque nos dois colégios do concelho com contrato de associação (Rainha D. Leonor e Frei S. Cristóvão) funcionaram pelo menos 56. Ou seja, mesmo atendendo aos dados do MEC, há pelo menos 12 turmas que caberiam perfeitamente mas escolas públicas do concelho, pelas quais o MEC – isto é, os contribuintes, – pagaram, com grave prejuízo para o interesse público, 1020000 euros a colégios privados.


A situação porém é ainda mais escandalosa se tivermos em linha de conta o não aproveitamento da requalificação levada a cabo em 2010/2011 na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, quer quanto ao número de turmas que comporta (45) quer quanto à qualidade dos recursos oferecidos. De facto, apesar de esta Escola estar apetrechada com laboratórios de elevada qualidade e ter professores de Física e de Química com horário-zero, o MEC terá atribuído duas turmas do 10º ano de Ciências e Tecnologias ao colégio Rainha D. Leonor. De igual modo, havendo 5 docentes de Economia que irão para horário zero na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nesta escola não abrirá nenhuma turma de 10º ano de Economia e que, ao que tudo indica, estão a ser encaminhados para o supracitado colégio! (O secretismo na constituição da rede escolar concelhia e a ausência de dados relativamente ao número de turmas de 5º, 7º e 10º anos autorizadas aos colégios não nos permite ter certezas relativamente ao próximo ano letivo)


Nesta mesma linha de ilegal proteção destes colégios e do desbaratar de dinheiros públicos, denuncie-se o encaminhamento de alunos que completaram o 1º CEB, não para as escolas dos agrupamentos a que pertenciam – D. João II, Bordalo Pinheiro e Raul Proença – mas para os referidos colégios, contrariando de forma clara a lei e a argumentação que o MEC tem vindo a utilizar para justificar os mega-agrupamentos: a continuidade pedagógica.


Reconhecendo que a oferta pública se estava a tornar praticamente suficiente para as necessidades do concelho (o número de alunos tem-se mantido constante) o anterior governo de Isabel Alçada determinara, por acordo assinado com a AEEP em fevereiro de 2011, baseado em estudos de rede feitos pela Universidade de Coimbra, a redução de 5 turmas até ao ano 2013/2014 no colégio Rainha D. Leonor. Dava assim o governo de então um evidente sinal de respeito pela legislação e pelo dinheiro dos contribuintes, reduzindo de forma cautelar – de modo a salvaguardar os vários interesses em jogo – os contratos de associação onde eles se vinham a tornar desnecessários. Pelo contrário, o atual governo, que enche a boca com a necessidade de poupar na despesa pública e para isso não hesita em cortar salários e pensões, desbarata, por mera razão ideológica ou compadrio de interesses, muitos milhões de euros em contratos de associação absolutamente dispensáveis. (Recorde-se aliás que a instalação destes colégios privados no concelho foi ela mesma uma decisão marcadamente ideológica da Câmara Municipal da cidade e do governo da altura que os preferiram à construção, no mesmo espaço, de escolas públicas como estava previsto).

A comunidade educativa do concelho tem-se batido com firmeza e inteligência em defesa da Escola Pública e contra estes privilégios e compadrios em torno destes colégios.


Razões de eficácia jurídica aconselham a que, em vez da previdência cautelar inicialmente admitida, o SPGL avance com um processo em tribunal contra o MEC por mau uso de dinheiros públicos, proteção ilegítima de interesses privados e não respeito pela legislação que rege a celebração dos contratos de associação. (2) O que o SPGL fará de imediato.

                                                              

A Direção do SPGL


Notas:


(1)    Números que constam da resposta enviada pelo MEC, em 13 de Junho de 2012, a questões apresentadas pelos deputados do PCP Bruno Dias e Miguel Tiago.


(2)   Nomeadamente o DL 553/80, de 21 de novembro, artº 14: “Os contratos de associação são celebrados com escolas particulares situadas em zonas carenciadas de escolas públicas” e pela Portaria nº 613/85, de 19 de agosto: “Para efeitos de celebração de contratos de associação, a expressão” áreas carenciadas de escolas públicas” significa a não existência de estabelecimentos de ensino oficial na localidade ou situação de ruptura ou saturação dos existentes” 





publicado por paulo prudêncio às 13:40 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
Vale a pena.
Nem mais. O Trump continua no domínio para a foto.
A História permite essa conclusão pessimista, mas ...
Muito interessante. Vou ver.
ou o recente empurrão ao PM do Montenegro para Tru...
ligações
posts mais comentados
50 comentários
27 comentários
21 comentários
21 comentários
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

subscrever feeds
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
mais sobre mim
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676