Em busca do pensamento livre.

Domingo, 12.02.17

 

 

 

Cavaco Silva foi célebre na "apresentação das memórias" sobre o tempo recente. O livro terá como título "Quinta-feira e outros dias". Aguarda-se, e já agora estranha-se o atraso, o livro de memórias sobre o tempo do BPN e das suas companhias como primeiro-ministro e chefe do PSD. Ou será que Paula Rego foi premonitória no revisionismo?

 

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"Na companhia de mulheres". Paula Rego.



publicado por paulo prudêncio às 17:01 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 10.02.17

 

 

 

Os resultados dos alunos melhoram em proporcionalidade directa com os aumentos da escolarização da sociedade e do número de pessoas da classe média (ou da redução de pobres), num processo que exige tempo. Este princípio elementar é confirmado por Portugal nos resultados PISA, de 2000 a 2015, que testa alunos de 15 anos em competências (e não nos tradicionais conteúdos disciplinares) de leitura, ciência e matemática. Mesmo que as principais políticas educativas dos diversos governos tenham sido (em regra e reconhecido pelos próprios) inaplicáveis, inexequíveis, com radicalismo ideológico, contraditórias ou incoerentes, a ambição escolar das famílias, associada à capacidade dos professores na adaptação das aulas aos alunos (os professores portugueses são os melhores da OCDE neste requisito), assegura o progresso dos resultados.

A Europa "concluiu" a massificação escolar no período em que Portugal a iniciou: a década de setenta do século passado. Em 2003, já iniciávamos uma recessão escolar coordenada pelos ministros que se vêem na imagem, com excepção do moderador, Marçal Grilo, que é do tempo expansionista. Esse despovoamento a eito do território, em modo de mega-escala desconhecida no mundo estudado, foi a linha condutora entre os ministros (como nestes assuntos os resultados são a médio e longo prazos, o INE acaba de anunciar que o abandono escolar precoce aumentou em 2016, depois de 13 anos em queda, com saliência para o número de jovens que não concluiu o 12º ano; desde 2002 que isso não acontecia). A jornalista do Público titulou a notícia do encontro de ministros com mais um momento de delírio revisionista: "Maria de Lurdes Rodrigues diz que a avaliação de professores terminou em Portugal". É difícil ler o texto sem abanar a cabeça ou sorrir e a culpa não será da jornalista.

 

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publicado por paulo prudêncio às 22:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 08.03.14

 

 

 

 

 

 

 

Cavaco Silva é destacado pelo Público e pelo Expresso pelos seus estudos prospectivos a 20 anos.

 

É só recuarmos 20 anos e lermos o que o então primeiro-ministro (Cavaco Silva terminava um percurso de 10 anos à frente do Governo) tinha realizado em betão e em consumo desenfreado para ganhar eleições enquanto aniquilava a agricultura (anda agora a porpor aos jovens que não emigrem e que se dediquem à agricultura) e as pescas. Deu início a mais uma caminhada para a bancarrota por excessos dos aparelhos partidários (o PSD foi, como se comprova, bem controlado pelo seu núcleo duro.).

 

Imagine-se o risível que não seria lermos, datadas de 1994, a suas projecções para 2014. Mas nem é preciso tanto. Basta irmos às duas campanhas eleitorais para a presidência e escutarmos as suas sentenças: "comigo a economia e as finanças estarão a salvo". Há, contudo, coerência no discurso: nem um linha sobre a banca ou sobre a corrupção ligada aos aparelhos partidários e ao investimento público. Foi assim em 1984, em 1994, em 2004 e continua em 2014. É obra prospectiva para destacar, realmente.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:01 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 08.03.13

 

 

 

Avaliação docente em Portugal não correspondeu às boas práticas propostas pela OCDE

 

"(...)Nem os resultados obtidos pelos alunos podem ser ignorados na avaliação docente, nem esta pode ser efectiva se não tiver no seu centro o que acontece em sala de aula, defende a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) num relatório divulgado nesta sexta-feira.

Em Portugal, devido à forte contestação de sindicatos e movimentos de professores, foi deixada cair a proposta de Maria de Lurdes Rodrigues no sentido de os resultados dos alunos contarem para a avaliação docente, e a observação das aulas passou a ter, em regra, um carácter facultativo.(...)"

 

 

É bom que não fiquem dúvidas: o modelo de avaliação de professores de Lurdes Rodrigues era brutalmente injusto, inaplicável, um monstro burocrático e tinha aspectos análogos aos modelos considerados fascismo por via administrativa (estou a pesar bem o que escrevo). Não existe organização conhecida que sobreviva com um modelo com aquelas características e ponto final. Foi por isso que caiu a proposta de Lurdes Rodrigues. Foi a força da razão que provocou a queda, apesar dos entendimentos e acordos com todos os sindicatos.

 

Discutir nuances pode ter algum interesse, como é exemplo a inclusão dos resultados dos alunos na avaliação dos professores. Portugal está muito longe de reunir condições para essa inclusão que é desprezada na maioria dos países por impossibilidade informativa. Aliás, "(...)no seu relatório, a OCDE reconhece que será sempre difícil “identificar o contributo específico de um professor no desempenho dos alunos”, uma vez que a aprendizagem é um processo “influenciado por muitos factores”. “O efeito que os professores têm nos alunos é também cumulativo”, recorda-se, frisando que os alunos “não são só influenciados pelos seus professores actuais, como também pelos que tiveram antes”.(...)"


Ainda vamos observar coisas interessantes no âmbito do revisionismo. Sempre quero ver o que escreverão os fanáticos ideológicos do Governo, e que criticaram com justiça o modelo de Lurdes Rodrigues, quando o actual começar a caminhar.



publicado por paulo prudêncio às 19:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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