Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 27.03.17

 

 

 

Agir sobre a informação é não só actuar sobre os dados obtidos, mas proceder sobre as relações que se estabelecem. “(...)Ou seja, é agir sobre os padrões coletivos ou individuais de formatação e através deles sobre a perceção do real e sobre a ação que dele decorre(...)” Rascão (2004: 21). Manuel Castells, por exemplo, enuncia vantagens na utilização das redes sociais. Trata-se de saber como usar as novas ferramentas e encontrar caminhos que sem a sua existência seriam improváveis ou mesmo impossíveis.



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Sábado, 10.09.16

 

 

 

A menos que faça como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo - não tinham qualquer acção na rede - e de perfil irreconhecível ou de outro mundo :). Haja pachorra.

twitter

 



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Domingo, 19.06.16

 

 

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Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.

 

Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.



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Sábado, 23.04.16

 

 

"On bullshit”" é o título do livro do filósofo americano Harry Frankfurt. Na tradução portuguesa ficou "a conversa da treta”". Apesar da enorme quantidade do fenómeno, não há, diz o autor, estudos profundos sobre o tema. 

Não existe uma teoria geral do “bullshit”, o que é paradoxal considerando a sua ubiquidade. Reconhece-se que é uma ameaça mais insidiosa para a verdade do que a mentira, uma vez que não tem qualquer preocupação com o rigor. O “bullshit” é objecto de uma estranha tolerância, enquanto que a mentira é vista sem benevolência. “A principal razão para o seu aumento é o facto da sociedade exigir que todos tenham opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecem. É evidente que o mundo da comunicação social, e das redes sociais, constitui um abundante caldo de cultura “bullshit “”.  

 

 

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Quarta-feira, 30.12.15

 

 

 

 

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Gosto de ter um blogue e existem possibilidades relacionais com as redes sociais que doutro modo seriam improváveis. Uso esta forma, o email, para desejar as boas festas a familiares, amigos de sempre ou mais recentes, reais ou virtuais e também a quem passe pelo blogue, twitter ou facebook. Se o leitor não está com pressa, e mesmo que não nos conheçamos, vá até ao fim que a edição é dedicada a quem anda no mundo com boa vontade.

 

A actualidade assumiu a voracidade da simplificação, a atmosfera relacional tem contorno diferentes, mas as emoções resistem às tendências e ligam as pessoas aos sentimentos de amizade e respeito pelo próximo.

 

Percorri o ano.

 

Em termos de saúde, que é afinal o mais importante, as notícias foram positivas.

 

Em termos profissionais, e pensando no mote principal do blogue, mantém-se inabalável a defesa constitucional da escola pública como instrumento da igualdade de oportunidades. As perplexidades derivadas da invasão de práticas neoliberais merecem dois comportamentos: firmeza e paciência.

 

Escolho um vídeo que o meu pai gostasse de ouvir. Sou adepto da esperança e "Hope of deliverance", do ex-Beatle Paul McCartney, cumpre a opção.

 

Boas festas e aquele 2016.

 

 



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Quinta-feira, 10.12.15

 

 

 

Mesmo numa lógica de conhecimento sumário e introdutório, deve precisar-se que agir sobre a informação é não só actuar sobre os dados obtidos, mas proceder sobre as relações que se estabelecem, “(...)ou seja, sobre os padrões coletivos ou individuais de formatação e através deles sobre a perceção do real e sobre a ação que dela decorre (...)” Rascão (2004: 21). Ainda noutro dia ouvi Manuel Castells enunciar vantagens na utilização das redes sociais: trata-se, como sempre, de saber como usar as novas ferramentas e encontrar caminhos que sem a sua existência seriam improváveis ou mesmo impossíveis.

 

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Quarta-feira, 09.12.15

 

 

 

Nos últimos dias apaguei posts inadvertidamente (por causa da aplicação para telemóveis) e alguns tinham sido partilhados por outros blogues. Também sucedeu o seguinte: encontro um assunto interessante noutro blogue ou site, faço um post com um comentário inicial e a respectiva ligação, temporizo a publicação para outra data e esqueço-me. Quando o reencontro está, por norma, desactualizado e, como aconteceu nestes dias, é publicado na versão rascunho e até com ligação automática para o twitter e facebook; peço desculpa. Está tudo resolvido e tudo farei para que não se repita.



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Quarta-feira, 25.11.15

 

 

 

 

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Liguei o blogue ao Twitter e ao Facebook em 2009 e uso as cronologias com a mesma intenção de divulgação (no facebook faço ainda alguma interacção com familiares e amigos). Não publico por lá os posts todos. Pelo descrito, é natural que aceite todas as "amizades" nessas redes, mas com a interacção muito condicionada. Só removo "amizades" quando vejo que não há mesmo pachorra (deixo de seguir primeiro e depois apago mesmo).



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Terça-feira, 17.11.15

 

 

 

As redes sociais ampliam a "ágora" e os sinais de intolerância. Vê-se ódio ao que os outros pensam. É o sinal mais evidente. Daí a actos terroristas irá um qualquer passo dependente de circunstâncias, oportunidades e distúrbios diversos, como se percebe com a identidade dos fanáticos de Paris. "És amigo de um homossexual? Levas com uma campanha negra", ouvi há pouco num fórum TSF este exemplo. Mas pior deverá ser, imagina-se, para os próprios homossexuais ou para as inúmeras diferenças que incomodam nos outros. O "ouvinte" acrescentava que esse tipo de campanhas são normalmente a "brincar". Ou seja: os fanáticos são uns divertidos. Amos Oz é, mais uma vez, muito claro:

 

"A essência do fanatismo reside no desejo de obrigar os outros a mudar... O fanático é uma das mais generosas criaturas. O fanático é um grande altruísta."

 

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Quarta-feira, 29.07.15

 

 

 

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Afinal, há mais malta do Sporting, e bem ferrenha, diga-se, do que o indicado pelos números; é até, e  muito bem, uma tendência planetária. Assim fervessem a propósito das causas sociais.



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Quinta-feira, 18.06.15

 

 

 

Ando a testar novas aplicações resultantes de novo software e hardware. Inadvertidamente, têm entrado actualizações automáticas do blogue (e partilhas automáticas) no Twitter e no Facebook (mais até no primeiro) e envio de emails teste. Nem sempre os posts estavam concluídos. Parece-me que está tudo regularizado, obrigado a quem me avisou e estarei desculpado.

 



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Segunda-feira, 15.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar do futuro na época em que inaugurei o Correntes era um exercício muito afastado do que se veio a viver; mesmo para os registos mais pessimistas.  

 

O primeiro editorial inscrevia a impossibilidade da escrita sobre Educação, mas em 2006 abandonei a promessa. O registo independente entranhou-se: vinha de trás e a atmosfera de liberdade é inigualável. Já vou em 7894 posts (com 24159 comentários) e não vislumbro um qualquer tempo perdido. Sei que a escrita estrutura a mente e que é um exercício de risco.

 

Em 16 de Dezembro de 2013 escrevi este post sobre os deveres de cidadania em que manifestava algum cansaço com essa espécie de já longa "profissionalização". Reservei para 2014 um abrandamento que cumpri sem muitas cedências.

 

Os blogues afirmaram-se como clássicos das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 

 



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Sexta-feira, 29.08.14

 

 

 

As férias tiram-nos da rede e o regresso é sempre algo burocrático: centenas de emails e actualizações no blogue e nas redes sociais.

 

Um dos emails recomendava um vídeo que deixei a correr enquanto despachava outros assuntos. É, digamos assim, um vídeo sobre o caso BES que é elucidativo do estado do país.

 

 



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Quarta-feira, 04.06.14

 

 

 

 

11 fotos que os pais não devem publicar nas redes sociais

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 08.01.14

 

 

 

 

 

Sobre a socialização em rede

 

 

 

 



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Domingo, 27.10.13

 

 

 

 

 

 

 

 

"(...)Temos então saudade de um cérebro desligado, de acesso restrito, mais lento e reflexivo, que se demorava em leituras e olhares em imagens singulares e isoladas. Um cérebro que se esforçava num lugar, aquele lugar, onde se deixava ficar, fixando as suas rugosidades. Certamente que não perdemos este cérebro. Encontramo-lo quando saímos da rede durante algum tempo, que tem que ser muito, ou quando aprendemos a viver em dois mundos. Resta saber guardar o mais importante."







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Domingo, 17.02.13

 

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 14.02.13

 

 

 

 

 

Pede-me o Ricardo Santos, e peço desculpa pelo atraso, que comente as visitas provenientes do facebook. Há já alguns meses que uso apenas o Apollofind Web Counter como contador de visitas e páginas vistas. Fiz uma captura de écran na altura, 30 de Janeiro de 2013, e outra a 12 de Fevereiro de 2013. São dias com audiências diferentes, uma vez que a segunda corresponde a um semana de férias e a um dia que é uma espécie de feriado.

 

Como se pode ver nos quadros, a ampla maioria é proveniente dos favoritos de cada utilizador. Seguem-se as que chegam através do google e depois as indicadas por blogues de referência na área da Educação. Só depois aparece o facebook e com números significativamente mais baixos. Mesmo as visitas provenientes dos sites dos órgãos de comunicação social mais conhecidos são residuais.

 

Tudo isto vale o que vale e cada blogue tem a sua história. Não uso a actualização automática do sapo para lançar os posts no facebook. Faço-o manualmente para alguns posts e nesta fase para uma página dedicada ao blogue que foi crida depois da captura do primeiro quadro. Deve ainda considerar-se a possibilidade dos leitores que lêem os posts no facebook e não entram no blogue.

 

 

30 de Janeiro de 2013

 

 

 

 

12 de Fevereiro de 2013

 

 

 



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Sábado, 09.02.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Criei uma página no facebook dedicada ao Correntes. A ideia é dar mais vida ao arquivo do blogue, que vai com 6308 publicações, relacionando o que gostei de escrever com a actualidade. Também recorrerei ao que diariamente edito. Publicarei os posts na página do facebook com a introdução de duas ou três frases que os relacionem com o momento. É uma ideia antiga que decidi concretizar neste período mais distendido.

 



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Terça-feira, 15.01.13

 

 

 

Terminar com os comentários anónimos online não será fácil e porá em risco alguns direitos fundamentais. Mas haverá dever mais fundamental do que não invadir a liberdade dos outros?

 

"Lembro-me do que é sentir-se intimidado pelas novas tecnologias. Lembro-me do medo."

 

"David Pogue, especialista em tecnologia, defende o fim dos comentários anónimos online.(...)".



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Domingo, 23.12.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Os blogues são uns clássicos das redes sociais, isso estimula-me a continuar e a restringir-me a este espaço no mundo virtual. Bem sei que as causas continuam, mas o gosto cimeiro de blogger sobrepõe-se.

 

Nas redes sociais, e nomeadamente no facebook, é preciso sobrevoar. Realmente que é assim. Se os tais Midas invertidos contaminam as generosas ideias de ONG, cooperativa de ensino, fundação e por aí fora, a natureza humana também torna mesquinho e tortuoso o conceito de redes sociais. Das páginas falsas às mensagens privadas e ao que mais se possa imaginar, tudo serve para que o voyeurismo e a má formação se entretenham a sei lá o quê e a relacionarem variáveis independentes. Resta sorrir, sobrevoar, repito, e a dar ao tempo a certificação que só vivemos uma vida e um dia de cada vez.

 

Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.



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1ª edição em 19 de Setembro de 2012 

 

 

Não é fácil dar um pequeno passo em nome da cidadania. O domínio do se exige-nos muito e inibe o direito à palavra. Propalamos o dever da opinião, mas não conseguimos fugir ao beco sem saída da intolerância. Não vivemos o contraditório com civilidade e isso não ajuda nos tempos que correm.

 

Se se criticava o Governo de José Sócrates, era-se um perigoso direitista ou esquerdista radical. Se se critica as políticas da actual maioria, é-se um esquerdista despesista e sem remédio. Se se publica um pedaço acertado da declaração histórica de um comunista, é-se um perigoso agitador. Se se tem um blogue, é-se um subversivo encartado ou um elitista insensível. Se se concorda com uma ideia liberal, é-se um convertido ao capitalismo selvagem.

 

Já nem as redes sociais escapam à voracidade do se: dos likes colocados às imagens que nos integram, tudo serve para o escrutínio tortuoso que nos consome. E podia ficar por aqui horas a divagar à volta do pronome pessoal (neste caso é mais conjunção, conforme contributo de uma professora de português).

 

E dou como exemplo um pequeno texto do politólogo José Adelino Maltez no facebook, que li e gostei:

 

"De mal com o gasparismo, pela mesma razão com que denunciei o socratismo, mantenho o meu feitio de radical do centro excêntrico, com situacionistas proclamando que não sou de confiança e com ataques formais vindos de sectores oficiais do PCP e de certas vozes anónimas que se acobertam em blogues do esquerdismo niilista. Para os devidos efeitos, sublinho que mantenho a minha concepção liberal do mundo e da vida."

 



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Terça-feira, 09.10.12

 

 

 

 

 

 

 

Interessa-me mais o conteúdo do que a forma, embora a estética associada à configuração de blogues e de sites não me seja indiferente; bem pelo contrário.

 

Gosto de discutir ideias e não tenho muita paciência para o jogo de ódios e invejas que caracteriza a crise moral em que vivemos (nunca pensei escrever isto sobre uma qualquer actualidade portuguesa) e que se corporiza no totalitarismo das formas, simbologias e insinuações que atravessa as redes sociais e as outras.

 

Há tempos perguntaram-me porque é que "assinava" com o nome completo no virtual e porque é que tinha a fotografia no blogue. Lembrei-me do início da blogosfera e do incómodo que provocava uma opinião mais livre e difícil de controlar. A estratégia de descredibilizacão através da acusação do possível anonimato levou-me ao nome completo e à fotografia no blogue e assim ficou.

 

Nesta altura, o fenómeno "apenas e só a forma" tem outros contornos, manifesta-se muito no email, em telefonemas anónimos e nas mensagens privadas do facebook por parte de autores sem rosto, que exigem uma equilibrada mistura de duas categorias: paciência e indiferença.



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Domingo, 16.09.12

 

 

 

A sociedade civil portuguesa deu uma lição aos cépticos, aos tácticos e aos tortuosos e assustou os arcos de poder "deste mundo". Se, em regra, a direita mainstream acha que a rua não é para pessoas de bem, a esquerda mainstream entretém-se com o jogo os-meus-picos-de-pés-são-os-mais-resistentes-e-faço-o-for-preciso-para-isso.


A cidadania, que se expressa nas redes sociais e por vezes na rua, deixa patente que algo está a mudar em Portugal. Repito:"(...)Há quem defenda que a célebre marcha dos indignados fez cair o Governo de José Sócrates. Não sei se desta vez acontecerá algo de parecido, mas fiquei com a sensação que alguma coisa tem que acontecer.(...)"


A RTP1, enquanto não é oferecida a privados por ordem do primeiro-ministro António Borgespublica um vídeo muito interessante com uma edição especial realizada na noite de 15 de Setembro; aqui.



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Domingo, 02.09.12

 

 

 

Um fenómeno único - a blogosfera real



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Domingo, 29.07.12

 

 

 

Sou dado aos clássicos, e um blogue é já uma espécie, mas reconheço a força democrática das redes sociais. A notícia que pode ler a seguir terá alguma relação com a suspensão das democracias.

 

Sites sociais afundam em bolsa e fazem lembrar bolha tecnológica



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Terça-feira, 19.06.12

 

 

 

Como já afirmei noutras circunstâncias, não utilizo nicks nas redes sociais e assino os textos e os comentários. Nada tenho contra quem o faz, e mesmo que tivesse, e até gosto de algumas coisas que leio com a alteração de identidade. Aliás, mesmo quem insere um comentário com nome pode utilizar o de outra pessoa.

 

O que já me parece crime é a utilização das redes sociais para inserir comentários ofensivos e ainda por cima assinados com nicks e com a utilização de emails falsos. Sabemos que esses comentários podem ser identificados se existir queixa, mas não sei se em Portugal a lei considera os actos como criminosos.

 

Nunca fui alvo, pelo menos nunca me aprecebi, de coisas do género, mas conheço quem o é e com frequência. Essa forma traiçoeira de incomodar os outros vale o que vale, mas não deixará de aborrecer e merece ser reprovada socialmente e na letra da lei.



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Quinta-feira, 07.06.12

 

 

 

 

Quando se anunciam agregações de escolas num modelo inédito no mundo conhecido e que comprova o trauma de grandeza das elites lusitanas, quando nos preparamos para demonstrar que somos tão estratosféricos que metemos 30 alunos onde só cabem 22, quando andamos a despachar e a contra-despachar diariamente matrizes curriculares com meses de atraso, quando temos um ministro que se engana no algoritmo implosivo e liga às escolas o detonador que seria para o MEC, quando temos um SE Casanova que envergonhou o país numa prestação televisiva inadmissível para uma nação mesmo que troikada, os spins lembraram-se de dar eco a uma demonstração de  aritmética em que a utilização de siglas quer dar um ar sofisticado a uma ensandecida parolice organizacional.

 

O crédito horário das escolas foi criado em 1997 com a ideia de premiar em equivalente financeiro as escolas mais organizadas. Eram, salvo erro, 140 horas com a possibilidade de conversão financeira até 20. A coisa foi sendo apertada até ao zero. Foi também nessa altura que implodiram, e bem, as horas extraordinárias nos horários dos professores.

 

Os novos "iluminados" atribuem um tecto de 30 horas convertido em contratação de professores. Ou seja, passam a vida a anunciar que o MEC investe muito em pessoas e que nada sobra para o resto e quando uma escola consegue um bom índice de eficácia só pode contratar pessoas e não pode investir noutra coisa. A sério. Este país não tem remédio.

 

A sofisticação vigente descobre a roda mensalmente, como a seguir se traduz para senso comum:

 

CT = K x CAP EFI T e ponto final.
                                             
CT é o crédito de tempos lectivos.
K é a caracterização do conjunto de professores e corresponde à diferença do número de turmas (vezes 4, porque se fosse vezes 5 éramos troikados, ufa!!!!) menos o total de horas de redução ao abrigo do artigo 79º.
CAP (não, não é ainda o poder central a dizer quem vai governar umas 500 escolas que nasceram em 2012, e após a chegada de NC e JCA ao MEC, e depois da implosão) é a capacidade de gestão dos recursos (CAP = (CL) / (HSV – RCL)) e é o produto da divisão entre 2 valores, CL (componente lectiva atribuída) e a diferença entre HSV e RCL, ou seja, a diferença entre a componente lectiva para efeitos de processamento de vencimentos e o somatório das horas de redução da componente lectiva. Se CAP for superior a 100% (em Santo Onofre foi muito abaixo de zero e implodiu na mesma) o que traduz a existência de horas extraordinárias, o acréscimo é reduzido ao valor de 100%, baixando o valor da CAP (Capacidade de Gestão, ou eliminação, de Recursos).

 

O EFI (Indicador de Eficácia Educativa, uma brutal invenção com origem nas zonas caóticas do sistema escolar, e industrial, inglês), resulta da avaliação sumativa externa (exames) e corresponde ao maior de um dos 3 valores: a) avaliação sumativa externa; b) diferença entre a avaliação sumativa interna e externa; c) comparação da variação anual das classificações de exame com a variação anual nacional.


Os valores K e CAP são definidos pelo MISI com dados obtidos pelas escolas ou agrupamentos. O EFI é apurado no MISI em Agosto, coitados, para que a lógica yes minister se eternize.

 

O T, resulta do número de Turmas do 2º e 3º CEB que se supõem, acrescido do valor 1 por grupo de 10 turmas dos 2º e 3º CEB´s e Secundário que se supõem. A informação é apurada pela rede escolar, que a obtém no somatório dos diversos PDMs que, e ao contrário do que pensávamos e em nome do rigor, diz que somos 30 milhões numa lógica de organização territorial e imobiliária importada do MEC português ao longo da ultima década. Depois de 2004 e agravado com hecatombe de 2008, a rede escolar diz que somos 3 milhões para que as cooperativas de ensino aconcheguem os incompreendidos do imobiliário e dos offshores.


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Quarta-feira, 07.12.11

 

 

 

 

Este post do blogue Arrastão remete a discussão para a era da comunicação que tem tanto de absurdo como de virtual. O voyeurismo tem vários pesos e medidas e legitimou-se. O corpo organológico, o cyborg, está como sempre no limiar da implosão. O apelo da sobrevivência exige que na contratualização com a informação se sobreleve a capacidade de desligar.

 

Há tempos escrevi assim:

Parece que hoje era o dia D para se deixar o facebook como forma de protesto contra a violação da privacidade dos utilizadores. Sou um fraco utilizador das redes sociais, tenho uma ligação automática ao facebook para divulgar o correntes e continuarei.

O que me surpreende é o facto de ainda existirem tantas pessoas que não sabem que tudo o que escrevem na rede (chat´s, mails, sms e por aí adiante) fica registado e só é privado até que alguém queira ler o que ficou escrito. Livre, só mesmo o pensamento.

 

Quando publico os posts do correntes no facebook garanto sempre a possibilidade dos leitores virem ao blogue; por vezes, provoco-a. Há coisas que não gosto na popular rede social: no post Abecedário tinha um erro em despretensioso. Corrigi-o e fiz uma nova ligação; a rede social não assumiu a correcção. Manteve a versão inicial mesmo depois de ter apagado o post no facebook. O facto permite perceber muita coisa.



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Domingo, 10.04.11

 

 

O Paulo Jorge Bettencourt Girão é um amigo que frequentava a nossa casa e que a meio da universidade foi fazer um Erasmus à Noruega e que por lá ficou ligado à investigação em bioquímica, salvo erro; já lá vai quase uma década e o Paulo Girão conhece bem os países nórdicos e o exemplo islandês.

 

É, portanto, uma pessoa bem informada e que está numa situação privilegiada para estabelecer algumas comparações. Encontrou-me ontem no facebook e fez uma série de comentários a este post sobre a Islândia através desta entrada no facebook. Vale mesmo a pena ler. 

 

 

"O exemplo islandês tem sido utilizado muito nos ultimos tempos. Mas também gostave de sublinhar um par de factos acerca do povo islandês.

 

a) a populacão é muito pequena e, basicamente, toda a gente conhece toda a gente na ilha. Deste modo, é mais fácil atingir consensos de opinião e de accão.


b) nos países escandinavos há, em muito maior grau do que em qualquer outra parte do mundo, um elevado sentido de coesão e respeito cívico e social. Deste modo, o sistema político islandês, sueco, norueguês e finlandês é, em raiz, socialista puro e duro. O pessoal paga impostos muito altos (chega a atingir 50 % na Dinamarca), mas há um alto nivel de transparência governamental e confianca entre as pessoas e entre os governantes e os governados. O governo é, verdadeiramente, uma instituicão publica com o fim de servir os seus cidadãos.


c) o pessoal nos países escandinavos é liberal, tolerante e bastante pragmático. Saberá o comum dos portugueses, por exemplo, que a primeira-ministra islandesa é abertamente lésbica (a primeira no mundo)? Se fosse em Portugal, nunca seria eleita (por causa da sua "falta de moralidade"!).


d) na cultura escandinava impera um principio chamado "janteloven". É dificil de traduzir, mas significa que é considerado saloio (ou pouco respeitoso) o pessoal exibir riqueza ou estatuto social (no sul da europa é quase o oposto). Embora tendo um dos níveis de vida mais elevados do mundo, na Noruega tem-se o parque automóvel mais velho da europa. Um par de sapatos, quando comprado, é para durar 10 anos.


Em resposta ao Pedro Antunes: eu concordo (creio eu) com a tua opinião. Mas acho dificil mudar a mentalidade da populacão portuguesa num ápice. O socialismo escandinavo funciona, na sua essência, na escandinávia. Parece-me dificil implementar o mesmo sistema noutras partes do mundo. (P.S.: eu vivo na Noruega desde 2002, daí o meu comentário)."



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Sexta-feira, 11.03.11

 

 

 

 

A ainda ministra da Educação está preocupada com 43 milhões de euros? É para sorrir. Para o ministro das finanças, 43 milhões são amendoins. Se para o governo os governos civis e os institutos públicos são despesa de somenos, quem quiser fazer contas só pode abanar a cabeça no sentido horizontal com toda esta encenação. Os professores que lutam e os movimentos nas redes sociais obrigaram o medo a fazer mesmo meia-volta?

 

 

Isabel Alçada acusa PSD de fazer aumentar a despesa em 43 milhões de euros

 

 



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Quarta-feira, 02.03.11

 

 

 

 

 

 

 

E mais um incómodo para o mainstream português?

 

MPLA convoca "marcha patriótica" em Luanda

 

"Um responsável do MPLA, partido no poder em Angola, anunciou uma "marcha patriótica", a realizar no sábado, em resposta a uma convocatória, que circula na Internet, de uma manifestação, dia 7, contra o Governo angolano.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 18:28 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Segunda-feira, 21.02.11

 

 

 

 

 

 

Muammar Al Gathafi, o ditador que deteve o poder na Líbia durante 41 anos, em fuga a caminho da Venezuela.



publicado por paulo prudêncio às 00:14 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 19.02.11

 

 

 

Aparecem como cogumelos os movimentos nas redes sociais. O Protesto Geração à Rasca já tem mais de 11 mil pessoas no facebook e afirma-se como ""apartidário, laico e pacífico", reivindica o direito ao emprego, o fim da precariedade, a melhoria das condições de trabalho e o reconhecimento das qualificações."

 

O movimento que reivindica 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política tem mais de 24 mil pessoas no facebook e parece estar em vias de convocar a dita manifestação.

 

Mais ou menos controversos, estes movimentos são um sinal dos tempos e a qualquer momento um deles pode tornar-se num caso sério para a sociedade.



publicado por paulo prudêncio às 21:29 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 27.11.10

 

 

Foi daqui

 

A exemplo da pegada ecológica existe o rasto na internet. É possível dissimular a presença, como em tempos se fazia na rede telefónica usando um aparelho de uma cabina pública, mas o registo fica feito e uma investigação aturada pode descobrir as impressões. Não é fácil, mas não é novo.

 

Não sou dado a nicks, gosto de assinar os textos que escrevo e os comentários que faço na blogosfera e nas redes sociais. Tive um nickname - quando, por volta de 1995, usei os primeiros chat´s para ver como era essa coisa maravilhosa de comunicar em tempo real com o mundo "todo" - em homenagem à minha terra de nascença e do coração, a um escritor que aprecio e a uma árvore que dura séculos: frangipani. Mas sou sincero: não critico quem usa a rede de forma anónima ou com um qualquer disfarce que pode ter as mais diversas origens.

 

Também sabemos que é possível inserir comentários na blogosfera, e até nas redes sociais, com o nome de outrém e isso torna quase irrisória a discussão sobre a ciberidentidade.

 

Nas opções do correntes não accionei a possibilidade de registar o Internet Protocol (IP ou morada na net) de quem comenta. Não quero saber disso. Conheço algumas das pessoas que comentam de forma anónima, ou com nick, no correntes e até acho graça a algumas das opções. Parece-me saudável e mesmo que não me parecesse, claro.

 

Por conversa com os meus amigos bloggers fui optando por contadores de entradas e ligações automáticas ao facebook ou twitter que permitem um controle mais profissional da influência quantitativa do blogue e na fase alta da defesa do poder democrático da escola pública cheguei a fazer os possíveis para dar o máximo de luta; mas só nessa altura.

 

E tudo isto para fazer um pequeno ponto da situação: nunca senti no blogue qualquer sinal das teorias da perseguição e a única coisa que me vão dizendo é que este, ou aquela, lê o blogue ou pede relatórios. É bom: quem escreve gosta de ser lido. Quem por aqui comenta pode ficar tranquilo: não me parece que haja um qualquer motivo, político ou técnico, para se sentir perseguido pela visita ou por inserir um comentário. Portugal é um espaço de livre opinião; acredito nisso.

 

(1ª edição em 31 de Março de 2010)



publicado por paulo prudêncio às 20:40 | link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar

Segunda-feira, 31.05.10

 

Foi daqui

 

Parece que hoje era o dia D para se deixar o Facebook como forma de protesto contra a violação da privacidade dos utilizadores. Sou um fraco utilizador das redes sociais, tenho uma ligação automática ao Facebook para divulgar o correntes e continuarei.

 

O que me surpreende é o facto de ainda existirem tantas pessoas que não sabem que tudo o que escrevem na rede (chat´s, mails, sms e por aí adiante) fica registado e só é privado até que alguém queira ler o que ficou escrito. Livre, só mesmo o pensamento.

 

 

Hoje é dia de deixar o Facebook, a página onde já estão 22 por cento dos portugueses

 

"A rede social está debaixo de fogo devido às falhas de privacidade. Hoje acaba uma campanha lançada por utilizadores. Poucos, mas suficientes para o site ter sido obrigado a reagir.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 22:20 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 14.02.10

 

 

Foi daqui

 

 

Tropeço com mega-eventos e vivo rodeado de coisas fantásticas, magníficas e espectaculares. Tenho milhares de amigos no facebook e no twitter e todos os dias me aparecem`carradas de candidatos a novas amizades. Sou solicitado como nunca: para causas muito generosas, para petições inquestionáveis e para me tornar fã deste e de mais aquele. Não, não pode ser. Nada disto tem significado. A sociedade está tão inchada e frenética, que basta desligar o quadro eléctrico para tudo se esfumar.



publicado por paulo prudêncio às 17:26 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 18.06.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

"Comportamento. Neurologista inglesa alerta para consequências do Facebook

O Facebook e o Twitter estão a mudar a forma como pensamos. Ao que parece, literalmente. Uma prestigiada neurologista britânica diz que os efeitos culturais e psicológicos das relações online vão mudar o cérebro das próximas gerações: menos capacidade de concentração, mais egoísmo e dificuldade de simpatizar com os outros e uma identidade mais frágil são algumas das consequências que Susan Greenfield antecipa.

O alerta da especialista surge na mesma semana em que foi divulgado que Portugal é o terceiro país europeu que mais utiliza as redes sociais na Internet - de acordo com a Marktest, só em Março passado, os portugueses dedicaram quatro milhões de horas a estes sites. "Uma geração que cresce com novas tecnologias e num ambiente cultural diverso vai ser naturalmente diferente: da forma como processa os pensamentos, à moral e comportamentos", concorda o neurologista Lopes Lima. No entanto, será uma geração mais adaptada às circunstâncias actuais - "faz parte da evolução humana", diz.

Também o psiquiatra Álvaro de Carvalho considera que é inevitável que esta adesão às redes sociais e ás novas formas de comunicar "induza uma forma de funcionamento mental diferente: que tem aspectos negativos, mas também positivos.". Na Câmara dos Lordes inglesa, Susan Greenfield salientou os negativos: a directora do reputado Royal Institution of Great Britain acredita que a exposição das crianças à rapidez da comunicação pode acostumar o cérebro a trabalhar em escalas de tempo muito curtas e aumentar as distúrbios de défices de atenção. Além disso, salienta a preferência pelas recompensas imediatas, ligada às áreas do cérebro que também estão envolvidas na dependência de drogas. 

"Há o risco de não valorizar aspectos da vida que não são atractivos no imediato, enquanto se vai mais atrás do prazer rápido", concorda Álvaro de Carvalho. "Nas crianças, aquilo que é óbvio é que as novas formas de comunicação, menos presenciais, criam um modelo de interacção menos humanizado, muito menos rico a nível emocional, já que a capacidade de sentir o outro é limitada", diz o psiquiatra.

Ou seja, a capacidade de desenvolver empatia pelos outros também pode ser afectada. Esta mudança preocupa o neuropsicólogo Manuel Domingos. "Há pessoas que privilegiam a conversa atrás do teclado, onde podem ficar escondidas", diz. Por isso, apesar de aparentemente facilitar a comunicação, acaba por a simplificar de mais, argumenta.

Para Álvaro de Carvalho, neste momento, ainda estamos a assistir à implementação de um novo modelo e por isso há muita especulação. "Há mais perguntas que respostas", reconhece o psiquiatra."

 



publicado por paulo prudêncio às 10:15 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 23.03.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Nove milhões de euros para centros escolares da Nazaré

 

A renovação em curso do parque escolar das escolas do 1º ciclo é uma decisão muito importante e histórica. Já se desesperava há muito por esta medida. Quem ler com atenção a notícia "linkada" verificará a confusão de conceitos de quem tem a responsabilidade de associar os projectos dos centros escolares às suas finalidades. Tem sido sempre assim e isso não augura nada de bom. Neste caso, o autarca do PSD baralha os conceitos de ensino com formação integral dos alunos. Ou seja, de um lado estará o ensino das matérias "nobres" e do outro as actividades ligadas ao que agora se designam por expressões. Sabe-se que os que fazem muito melhor do que nós associam o ensino à escola completa e à formação integral. Nós também já trilhámos esses caminhos, mas, e por agora, criámos o desastrado conceito de escola a tempo inteiro. Também já se sabe: as mentalidades são o que são e não mudam assim tão depressa. E no caso em apreço, podemos mesmo dizer que a atrevida separação do ensino e da dita formação integral não é só do governo em funções mas também do PSD. Por isso há mesmo quem se inquiete com um futuro que se pode adivinhar: o regresso nu e cru do nefasto bloco central de interesses e de outras coisas mais.

 

Universitários correm às bolsas de acção social

 

Há jovens, principalmente os do interior do país, que já tinham insuperáveis dificuldades financeiras para iniciar ou prosseguir os seus estudos superiores; neste momento os constrangimentos agravam-se. Há um fenómeno que há muito que me aguça a curiosidade: quantos, dos melhores alunos do ensino secundário, escolhem cursos superiores via ensino como primeira prioridade; e desses, quantos o fazem para a docência no primeiro ciclo de escolaridade. As escolas superiores de educação, ao optarem por mais um ano de formação inicial e com isso garantirem a especialização noutras disciplinas do 2º ciclo, deram um primeiro e nefasto contributo para o estado a que se chegou. Dá ideia que essas instituições se sentiam desprestigiadas por só formarem professores do pré-escolar e do 1º ciclo. E agora?



publicado por paulo prudêncio às 17:33 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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