Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 16.02.17

 

 

 

É possível perspectivar o que será a municipalização de todo o ensino não superior num país "capturado" pela partidocracia e com caciquismo quase generalizado. Se se confirmar a descentralização de competências, é imperativo (ainda mais obrigatório, para ontem, urgente) mudar o modelo de gestão das escolas.



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Quarta-feira, 30.11.16

 

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É, objectivamente, uma descida na confiança nas instituições, e na democracia, a sucessão de habilitações falsas. Depois dos últimos casos, o Expresso "apurou que o Governo" procurou mais irregularidades. Houve duas pessoas que pediram exoneração sem entrega da documentação. Percebeu-se que o fizeram por terem declarado habilitações falsas. É, e sei lá que se diga mais no meio deste pântano, uma atenuante. O Público revela uma prática muito negativa para o crédito das nomeações em concursos públicos: "no momento da nomeação, foi-lhe pedido que apresentasse o currículo para que fosse colocado no despacho e “acreditou-se que as informações eram as correctas”.



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Sexta-feira, 25.11.16

 

 

 

São tais as evidências, que a interrogação que ouvi faz sentido: é mais polvo ou mais pântano? Coabitam os dois fenómenos. Aliás, o segundo foi até denunciado por Guterres. No caso Vistos Gold, por exemplo, notam-se os tentáculos de um polvo, mas a existência de um pântano de dimensões apreciáveis é inquestionável. Digamos que são polvos (e polvitos) que se alimentam silenciosamente em pântanos aparelhados.

 

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Segunda-feira, 14.11.16

 

 

 

O sistema acordou com o pesadelo dos EUA. A suprema ironia elegeu, bem lá no alto, um produto do sistema que fez campanha como indignadoA erosão do centro político nas democracias ocidentais é um problema grave que se pode tornar trágico. Há toda uma ganância criada pelo sistema que é cada vez mais difícil de combater. Ontem, no Expresso, Joseph Stiglitz disse que "populismo" mistura coisas muitos diferentes. Podemos chamar de populista um candidato que diz preocupar-se com os 90% de pessoas que um dado governo deixou para trás? Isso não é merecedor de crítica. O populismo até pode ser um remédio contra o elitismo." Hoje, Ana Sá Lopes, no I, diz que os "trumpistas estão no meio de nós (olhe para o lado)", Jorge Sampaio, no Público, "alerta para a tendência global dos movimentos populistas", António Lima, no Sol, diz que "os democratas procuram líder no meio dos escombros", Ricardo Paes Mamede, no I, diz que "há uma grande dificuldade em fazer face aos populismos de direita" e Helena Tecedeiro, no DN, fala-nos de Steve Bannon, o tipo que dirigiu a campanha de Trump e que "é acusado de antissemitismo e de ser próximo dos supremacistas brancos. Foi funcionário do Goldman Sachs, acusou Obama de importar muçulmanos cheios de ódio, comparou o programa de planeamento familiar americano ao holocausto e aconselhou as mulheres vítimas de assédio online a se desligarem e pararem de tramar os homens na internet."

 

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Sábado, 12.11.16

 

 

 

E é isto: "(...)No jantar de caridade de Al Smith, com a hierarquia católica de Nova Iorque e o poder político, financeiro e mediático ao lado dos dois candidatos, Trump chamou corrupta a Hillary e disse várias piadas ofensivas. A resposta dela foi uma gargalhada falsa, uma máscara afivelada para consumo externo. Quem visse aquilo nas várias plataformas, da televisão à rede, veria um grupo poderoso e privilegiado de amigos, mulheres com jóias e homens emproados, onde ela parecia a rainha e Trump o primo da província. Teria sido útil, por uma vez, observar uma reação emocional.(...)" escreveu Clara Ferreira Alves (CFA) na revista do Expresso (03:12/11/2016). No primeiro caderno, CFA diz que "Trump é um fascista, não em sentido clássico, rodeado de criminosos de colarinho branco." Até arrepia. Espero que não se confirmem os piores cenários. É evidente que Trump é um oportunista que se gaba de fugir a impostos, e de não sei quantas trafulhices, e de não respeitar os direitos mais elementares das pessoas envolvidas nas suas actividades. Mesmo assim, coabitou anos a fio com o arco governativo. A imagem é elucidativa e encontramos inúmeras da mesma família nas democracias ocidentais. No mundo real registamos a oportunista hipocrisia em nome institucional ou o modo oligárquico de apropriação do bem comum. E ficava aqui a tarde toda a detalhar um pântano que nunca dá bons resultados.

 

Adenda: Na mesma revista (p:42), Joseph Stiglitz diz, antes da vitória de Trump e pensando nos dois lados do Atlântico, que não gosta do termo "populismo", embora esteja preocupado com a erosão do centro político. "O "populismo" mistura coisas muitos diferentes. Podemos chamar de populista um candidato que diz preocupar-se com os 90% de pessoas que um dado governo deixou para trás? Isso não é merecedor de crítica. O populismo até pode ser um remédio contra o elitismo." O Nobel da economia (2001) prefere o termo demagogia. Dá um exemplo: "Números "surgidos" do nada como o limite de 3% do défice. Aplaude o Governo português que devia ser premiado e não o contrário." Fala, por exemplo, da batota em relação à França, do falhanço rotundo da troika e da moda recente dos governantes não eleitos made in Goldman Sachs. Uma entrevista a não perder, até para não dizermos que é incompreensível a ascensão eleitoral da Trump Tower.

 

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Segunda-feira, 12.09.16

 

 

 

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E ainda aparecerá em público com o maior dos desplantes.



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Terça-feira, 02.08.16

 

 

 

É tal a sucessão de casos e evidências, que a interrogação que ouvi faz sentido: é mais polvo ou mais pântano? Coabitam os dois fenómenos. Aliás, o segundo foi até denunciado por Guterres no acto de demissão como primeiro-ministro. É evidente que é mais seguro se olharmos o que nos rodeia antes de uma qualquer resposta. E aí, e no ambiente escolar, notam-se os tentáculos de um polvo (ou polvito). Mas a existência de um pântano de dimensões apreciáveis é inquestionável. E se no escolar é assim, há fortes probabilidades de se equiparar nas restantes áreas. Digamos que são polvos (ou polvitos) que se alimentam nos pântanos.

 

 

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Sexta-feira, 29.07.16

 

 

 

 

Em 10 anos, quem perdeu mais professores, Público ou Privado? Qual o ministro que cortou mais professores?



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Quinta-feira, 14.07.16

 

 

 

"O senhor Barroso fez a cama dos antieuropeus. Apelo, pois, solenemente, a que abandone esse cargo", apela o secretário dos Assuntos Europeus francês Harlem Désir. Barroso tem um grande descaramento e continua, como político, a enriquecer longe dos eleitores. A sério e repito: vale a pena ler o romance "Pai Nosso" de Clara Ferreira Alves; a personagem é bem desmontada.

 

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Domingo, 19.06.16

 

 

 

"Não concordo com uma comissão parlamentar de inquérito à CGD", disse Daniel Oliveira no Eixo do Mal de ontem. Para este comentador, que foi do BE, é do Livre e apoia o Governo, está em causa a imagem da instituição que sofrerá estragos com o inquérito porque se tornarão públicas uma série de irreguralidadades que os mentores (arco governativo) até já conhecem. E é isto. "Escondem-se" irregularidades em nome de uma suposta imagem e de um tortuoso interesse público. Imagine-se o que diria o comentador se a PàF usasse o mesmo argumentário nos casos da banca privada (e qualquer que seja o momento jurídico e público de uma instituição): o mainstream sabe o que se passou e chega: ponto final. Há que perservar a imagem; em caso contrário, sai mais caro aos contribuintes.

 

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Terça-feira, 12.04.16

 

 

 

Já não são só os tradicionais. Agora tropeçamos em procuradores, juízes a designaram-se como a "classe menos confiável", funcionários das finanças, directores e chefes de repartições públicas, directores-gerais de diversos ministérios, concursos públicos pejados de irregularidades e por aí fora. Ainda ontem ouvi um jornalistas dizer que o tal gestor de fortunas ligado ao Panamá Leaks trabalhou para ex-ministros portugueses e para um presidente da República (quem será?). Para já o gestor não diz nomes. É tudo muito mau mesmo.

 

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Domingo, 18.10.15

 

 

 

"Não sei como José Eduardo dos Santos dorme à noite. Não sei como Isabel dos Santos dorme à noite. Não sei como milhares de homens e mulheres de negócios dormem à noite. Não sei como o Governo português dorme à noite", escreve hoje na revista do Público Alexandra Lucas Coelho. É assim: a natureza humana empurra-nos demasiadas vezes para esta perplexidade.

 

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Quarta-feira, 15.07.15

 

 

 

Hoje é a procuradora-geral, Joana Marques Vidal, que "acusa o Governo de querer a tutela da investigação criminal".

 

"A queda dos Impérios é sempre acompanhada pela decadência moral e pela corrupção e a Europa não escapa a isso", ouvi esta frase numa rádio e concordo. Desde os inúmeros casos nos patamares mais acima nas hierarquias dos Estados até aos episódios que nos rodeiam, a decadência parece não ter contemplações. Portugal tem um ex-primeiro-ministro detido e ouvi ontem um sinal bem significativo numa entrevista televisiva a Passos Coelho: "a maioria da população diz que o senhor mente muito", disse a jornalista. O governante nem sequer balbuciou um não. Manteve o mesmo e impávido semblante dos tais momentos das mentiras e justificou-se com mais imprecisões (para ser brando, claro). Impressionante o grau negativo da coisa. Chegámos a um ponto tal, que dá ideia que a saída dos cargos conduz à barra dos tribunais e que só a falta de juízes e de polícias de investigação criminal é que impede que as teias da corrupção comprovada sejam logo desmontadas.

 

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Quarta-feira, 15.04.15

 

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É compreensível a preocupação de muitos: será que no próximo ciclo Lurdes Rodrigues e David Justino (rapidamente incluirão Nuno Crato na corte de sábios) continuarão a produzir epifanias estruturantes para a queda livre da escola pública?

 

Os últimos ex-ministros da Educação estiveram recentemente pelo CNE. Lurdes Rodrigues usou de uma mistura sua conhecida: desconhecimento com falácia. Para ajustar os seus achamentos, regressa ao estado do vale tudo e isso deve preocupar até os bem intencionados.

 

"Muitos pedagogos identificaram um bloqueio na forma de organização que faz com que as crianças com dez anos passem de um único professor para 14. É muito desestabilizador para o desenvolvimento da criança", disse Maria de Lurdes Rodrigues, lembrando ainda que com a mudança de ciclo as crianças tinham problemas de concentração e capacidade de relacionamento de matérias.

"É uma oportunidade de discutir isso e de propor para as legislativas seguintes um novo quadro de organização que ajude a combater o insucesso escolar", defendeu Maria de Lurdes Rodrigues, em declarações aos jornalistas à margem do seminário, na sede do CNE, em Lisboa.



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Quinta-feira, 09.04.15

 

 

 

 

Segundo o I, o "presidente do Instituto dos Registos e Notariado manipulava os concursos públicos no âmbito da CRESAP". Estas notícias são recorrentes na administração pública e nos diversos sistemas. Há destituições, demissões, reclamações e por aí fora. O que mais surpreende é o incumprimento de um dever por parte de quem exerce um cargo público: o dever inalienável de imparcialidade.



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Sexta-feira, 20.03.15

 

 

 

 

Surpreende, relativamente, a negação da dita política de casos.

 

Foi o irrevogável Portas que custou milhões ao erário público, foram os concursos na Educação, o citius na justiça, a segurança social de P. Coelho e agora a lista VIP. Nem uma demissão política nesta escola que sempre acusou os adversários de assumirem candidaturas políticas e que mais não fez do que alimentar a partidocracia e as suas campanhas. Dirão que estão a acrescentar valor com a condição de laparão.

 

Cometem erros graves e depois querem que as pessoas os tolerem em nome da imagem do país, da suposta democracia ou das instituições, para continuarem a tratar dos empregos dos seus e sabe-se lá de mais o quê. É como disse o Antero a propósito dos Mirós: não somos parvovalue e a exigência dessa condição tem que ter limites.

 

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Terça-feira, 10.03.15

 

 

 

É surpreendente e inédito ler Cavaco Silva a definir o perfil do próximo presidente. É estranho porque não se espera isso de quem exerce um cargo público. Mas a escola cavaquista, a que aludi aqui, tem os tais tiques do caciquismo. Desde logo, a ideia de sucessão com a exigência de bênção. Francamente: tanta falta de clarividência já é patologia.

 

Nem na economia o PR apresentou créditos. Às tantas, escreveu o prefácio num daqueles dias em que um indicador, o do crescimento económico, por exemplo, deu um qualquer e ténue sinal de vida. Querem ver que ainda vai determinar que se legisle o voluntariado dos ex-presidentes para que a nação, e na sua douta e insubstituível inspiração, se tranquilize? Mas não há quem lhe aponte a sucessão de erros de análise e de retrocessos civilizacionais e organizacionais?

 

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Sábado, 07.03.15

 

 

 

 

 

Um português chega aos 50 anos sem conseguir pagar o IRS e as contribuições à segurança social porque, e os montantes não permitem equívocos, recebia perto do salário mínimo. Só que essa condição desfavorecida não impediu que poucos anos depois fosse eleito primeiro-ministro. Somos um país de oportunidades, sem dúvida.

 

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Sexta-feira, 06.03.15

 

 

 

Temos um ex-primeiro-ministro que, depois do o ser, teve de pedir dinheiro a um amigo para fazer face às despesas diárias e ficamos a saber que o actual chefe do Governo, e poucos anos antes de o ser, não tinha euros para pagar o IRS e as prestações da segurança social. Às tantas, eram da lista VIP da autoridade tributária que afinal incluía pessoas sem recursos financeiros.

 

Mas será que a descida não tem mesmo fim? 

 

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Quinta-feira, 05.03.15

 

 

 

O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que definiria os caminhos do modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, está vigente no liberalismo que comanda o país e a maioria das suas instituições. 

 

Ansiamos por uma saída para o estado em que vivemos e um olhar para o surrealismo ajudaria a reencontrar o caminho da modernidade, mesmo para os que atingiram um qualquer pico como é o caso da contenda entre Sócrates e Passos: "Sócrates acusa passos de "acto desprezível" que o deixa perto da miséria moral".

 

Ou seja, primeiro destrói-se e depois confessa-se. E aí voltamos à análise do surrealismo. A saída do estado surreal só se consegue com muita psicanálise. É bom recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente e isso influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.

 

Alguns surrealistas ligavam-se ao cubismo e isso explica uma série de fenómenos. As faces do cubismo justificam uma multiplicação contínua e surreal que se transporta para a actualidade e que é agora explicada pela rotação (spin) da mecânica quântica.

 

Já usei estes argumentos noutros posts.

 

 

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Terça-feira, 24.02.15

 

 

 

Está a ter alguma mediatização a bloqueada redução, através da idade combinada com o tempo de serviço, da componente lectiva dos professores. Estamos em presença de uma deriva legal que começou a ser praticada em 2008 (a lei é de 2007) quando o Governo de então promovia uma guerra aos isolados professores (palavras de António Costa) e a sociedade lusa aplaudia. Claro que os professores grisalhos eram o alvo a abater e o nivelamento por baixo a regra. Seguiu-se a malta além da troika e a linha de água imergiu de vez.

 

Como em todas as florestas ou selvas, há árvores no sistema escolar que estão desde o início a remar contra a maré. Só que também há os eucaliptos (nos salões e corredores lisboetas acotovelam-se), normalmente, e há muito, sem sala de aula ou com a esperança de que já lá não regressem, que acham que pagam os salários dos professores e que vêem na letra da lei um espírito eternamente jovem e implacável: professor idoso é mais preguiçoso do que laborioso. É até célebre aquele eucalipto que telefonou para o MEC a perguntar o lado do selo branco e sobre esta lei deve ter repetido a busca de sapiência; quem o conhecia afirmava que para as golpadas tinha sempre resposta expedita.

 

Pelo descrito, criaram-se as condições para que a lei das reduções fosse troikada. O que era e é claro (2 horas de redução (ou mais duas) aos 50 anos de idade e 15 anos de serviço; mais 2 horas de redução aos 55 anos de idade e 20 anos de serviço; mais 4 horas de redução aos 60 anos de idade e 25 anos de serviço; e isto independente das horas de redução consideradas antes de 2007 e sempre no limite de oito) tornou-se numa vã glória de mandar num sistema escolar mergulhado na selva da desesperança e que moveu uma assumida guerra aos seus professores com o contributo de demasiados eucaliptos: ignorou-se a acumulação com o "e isto independente das horas de redução consideradas antes de 2007 e sempre no limite de oito".

 

Nota: deve sublinhar-se que existem escolas que cumpriram a lei. 

 

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Terça-feira, 10.02.15

 

 

 

 

Quando se tratava de apontar os professores e os funcionários públicos como os primeiros responsáveis pelo desastre financeiro, havia uns movimentos do género "Compromisso Portugal" que tinham aparição diária e que indicavam o caminho da salvação. Os modelos empresariais de sucesso - dos homens providenciais - exemplificados por Salgado do BES, Rendeiro do BPP, Jardim do BCP ou Costa do BPN eram as receitas do fim da história. Tudo em nome de Portugal e da avaliação meritocrática dos funcionários públicos.

 

As perguntas impõem-se: o que é feito dessa malta tão elevada? Estão tão silenciosos e desmobilizados porquê? Então e o país? Já cortaram uns 40.000 professores, mais uns milhares de milhões em impostos, salários e subsídios, e a dívida continua a subir? Quem é feito do discurso dos comentadores alinhados com estas correntes, como Gomes Ferreira, Nogueira Leite, Medina Carreira ou Camilo Lourenço? Não dizem nada sobre este estrondoso sucesso empresarial?

 

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Terça-feira, 09.12.14

 

 

 

A mediática troca de acusações (dá ideia que o estalar de vernizes está no início) entre Salgado e Ricciardi comprova a origem da bancarrota que levou ao corte de salários e pensões e ao empobrecimento quase geral. A tal banca de moral elevada endividou e capturou o país (BCP, BPP, BPN, BANIF, CGD, BES e afins como a PT, as PPP,s e o financiamento partidário) e os credores, muitos da mesma família, mantêm a contabilidade e querem receber tudo. É apenas mais esse "lance de casino" que se discute quando se fala de reestruturação da dívida.

 

Onde estão as personagens como Nogueira Leite, João Duque, Camilo Lourenço e por aí fora que eram infatigáveis nos laudos aos DDT,s enquanto receitavam cortes a eito nos do costume?

 

 



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Sábado, 22.11.14

 

 

 

Pelo que consta, é a primeira vez que um ex-primeiro-ministro português é detido. Nem adianta acrescentar que as notícias falam em corrupção. Já ninguém se espanta com o estado da nossa democracia, tal a vertiginosa sucessão de ilegalidades que alastraram pelo território. É uma vergonha.

 

O poder político não podia ser mais mal-tratado pelos seus actores nos últimos dias: à história das pensões vitalícias para ex-deputados sucede-se a detenção de um ex-primeiro-ministro com episódios que também datam ao tempo em que exercia as funções de chefe de Governo.

 

Quem olha a partir do sistema escolar, recorda-se de um primeiro-ministro que dizia que finalmente se iam avaliar professores e que debitava argumentação sobre tudo o que dizia respeito à organização da escola pública. Um exemplo, realmente.

 

 

 



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Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

João Grancho, ex-secretário de Estado no MEC, foi presidente da Associação Nacional de Professores. Parece que se demitiu por causa de uns textos plagiados que enviou para uma conferência sobre a "dimensão moral dos professores".

 

Repare-se nesta entrevista de 22 de Abril de 2011 (e não no século passado nem sequer na primeira década deste milénio). Aguardava-se que a vergonha fizesse qualquer coisa pela dignidade antes do final do mandato e talvez o convívio com tanto além da troika tivesse aberto a oportunidade (e isto sem qualquer atenuante para plágios e afins).

 

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Segunda-feira, 22.09.14

 

 

 

 

Não sei se Passos Coelho já vai no registo de vale tudo para tergiversar, mas como o descalabro dos concursos de professores, com o SE Casanova a comandar as operações, se eterniza e o "citius" da justiça não tem fim, tudo indica que sim. Deve haver mão de conselheiros comunicacionais.

 

Mostrou-se aberto a todas as perguntas no caso prescrito Tecnoforma de 1999 (quem terá apresentado a queixa?) e hoje profere uma qualquer "salsicha educativa" no Conselho Nacional de Educação. Mais até em relação ao segundo caso, não posso acreditar que o primeiro-ministro seja de um nível tão rasca assim.

 

 

 



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Quinta-feira, 18.09.14

 

 

 

 

Ainda há dias escrevi assim: "(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes:"a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".

 

É evidente que a graduação profissional implica a classificação profissional (académica mais estágio, digamos assim), que há muito requer uma verdadeira regulação do MEC com as instituições do ensino superior, associada ao tempo serviço em funções lectivas ou nos órgãos das escolas.

 

Devem existir excepções de contratação sem ser pela lista graduada? Claro que sim. Para novas disciplinas ou cursos, para projectos bem fundamentados, para a recondução num apoio muito bem sucedido a um aluno com necessidades educativas especiais e por aí fora.

 

Dois dos responsáveis pelo estado a que isto chegou, os sociólogos David Justino e Maria de Lurdes Rodrigues, aparecem hoje com argumentação tão contraditória que apenas podemos lamentar que o sistema escolar tenha estado à mercê de tanta "obra feita". A ex-ministra parece mesmo num pico qualquer.

 

 

 

 

 

Pois é: a culpa é dos professores, concluem os ex-ministros. Aliás, a relação entre formação e concursos é até risível. A selecção pela lista única é desactualizada, afirmam em coro. 

 

A TSF é mais detalhada. Apresenta também as soluções. Se não fosse trágico, até era cómico e, no fundo, até terraplenaram a epifania em vigor do MEC e acabaram a defender o que inicialmente arrasaram (sim, arrasaram: "total absurdo" "grau zero da inteligência").

 

Nada de novo, portanto. É o tal corporativismo ministerial que nos desgraçou. E se é criticável a "eternização" dos sindicalistas, também seria bom percebermos a experiência lectiva, ou efectivamente equiparada, no ensino não superior de quem exerceu, ou exerce, funções de ministro. Ou isso não é importante?

 

 

 

 

 

 



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Como era óbvio para quem se intressa por estes assuntos, as organizações da Matemática reprovam o concurso da "Bolsa de Contratação de Escola". 

  

 

Nuno Crato não reconhece o erro e tergiversa.

 

  

 

Mas, e ao que parece, o MEC acusa as escolas.

 

 

 

  



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Terça-feira, 16.09.14

 

 

 

 

Há, pelo menos desde a década de setenta do século passado, literatura docimológica que aborda a transferência entre escalas na avaliação escolar.

 

Os conhecidos Viviane e Gilbert Landsheere introduziam conceitos de estatística elementar para fundamentarem os cuidados nessas transferências.

 

Por exemplo, a escala de 1 a 5 tem a média a meio do 3 (o 3 é o primeiro patamar da positiva escolar, digamos assim), enquanto que a escala de 0 a 20 tem o mesmo patamar no 10 ou a de 0 a 100 no 50. Numa transferência da escala de o a 20 para a de 1 a 5, o 10 não corresponde linearmente ao 3, uma vez que existem valores inferiores ao "meio do 3" que seriam positivos na avaliação escolar considerando a estatística elementar.

 

Apresentei um pequeno exemplo que é tido em conta com todos os cuidados pelos sistemas escolares há cerca de 50 anos.

 

E não é que um MEC, que enche o discurso de atestados de incompetência, principalmente em aritmética, aos seus professores e em pleno 2014, consegue pegar em duas escalas (de 0 a 20 e de 0 a 100), somar a classificação que um individuo obtém em cada uma delas, dividir por dois e achar que, assim, o produto corresponde a um peso de 50% em cada uma das classificações.

 

 

 

 



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Sábado, 13.09.14

 

 

 

Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.

 

Haverá, no presente desvario, incompetência com o software e quiçá com o hardware que "crasha" com os acessos.

 

Mas há também um braço que não se deixa torcer por parte dos "empresariais" que desgovernam o MEC há cerca de uma década: aceitar como boa a ideia de lista única por graduação profissional, com manifestação de preferências (hierarquização dos código das escolas ou agrupamentos) por zona pedagógica. A ser assim, seria a eliminação do ruído com os meios que existem.

 

À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.

 

A má burocracia do MEC acrescenta sempre uma qualquer incompetência política por lidar mal com a ideia de lista graduada.

 

Desta vez, a lei da "Bolsa de Contratação de Escola" atribui 50% à graduação profissional e 50% aos tais 3 subcritérios (avaliação curricular), entre os 149 encontrados pelo MEC, definidos para cada horário. A graduação profissional (classificação profissional + tempo de serviço) tem um tecto real de cerca de 43 valores e a avaliação curricular um exacto de 100 pontos (por exemplo: (43 da 1ª + 100 da 2ª) / 2 = 71, portanto, a 1ª vale 30% no máximo). Como se acha a média entre as duas variáveis, desaparecem os 50% para cada uma definidos na lei e os candidatos vêem a classificação mudar de horário para horário. Era mais uma festa se não atingisse a dignidade de milhares de pessoas.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:08 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Terça-feira, 22.07.14

 

 

 

 

Quando se tratava de apontar os professores e os funcionários públicos como os primeiros responsáveis pelo desastre financeiro, havia uns movimentos do género "Compromisso Portugal" que tinham aparição diária e que indicavam o caminho unipessoal a seguir. Os modelos empresariais de sucesso - dos homens providenciais - exemplificados por Salgado do BES, Rendeiro do BPP ou Costa do BPN eram receitados diariamente. Tudo em nome de Portugal e da avaliação meritocrática dos funcionários públicos.

 

As perguntas impõem-se: o que é feito dessa malta tão elevada? Estão tão silenciosos e desmobilizados porquê? Então e o país? Já cortaram uns 40.000 professores, mais uns milhares de milhões em salários e subsídios, e a dívida continua a subir? Que é feito dos comentadores alinhados com estas correntes, como Gomes Ferreira, Medina Carreira ou Camilo Lourenço? Não dizem nada sobre este estrondoso sucesso empresarial?

 

É tudo muito miserável.

 

Estamos com uma dívida de 741 mil milhões de euros, cerca de 37% são dívida pública e os restantes 63% dívida privada. Mas mais: os professores foram de longe os mais cortados na administração central, Portugal foi o 3º país da UE onde a dívida mais subiu e a dívida lusitana foi a mais lucrativa do mundo em 2012.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:42 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 08.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 03.07.14

 

 

 

 

 

 

 

Chega. O caso GES/BES/PT/OI é bem demonstrativo do que se passou durante décadas à mesa do orçamento e como a corrupção sugou o país. Os do costume estão a pagar os desvarios e os beligerantes continuam a passar pelos pingos da chuva. A bancocracia, e as respectivas e seculares famílias, tomaram conta da democracia e construíram um monopolismo predador (enquanto continua, por exemplo, o gritante fecho de escolas).

 

Não partilho do basismo anti-EUA, mas vou reconhecendo a conclusão de Joseph Stiglitza corrupção ao estilo norte-americano tomou conta da Europa.

 

"O secretário da Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, revelou que estão na fase final processos criminais contra grandes instituições financeiras que no passado tiveram comportamentos que violaram as leis que se aplicam ao sistema.(...)". A revelação pode ser mais uma qualquer coreografia, mas prefiro que seja um sinal de esperança. As instituições financeiras que estão a arruinar as democracias, também em Portugal onde os banqueiros estão em vias de prisão ou de prescrição de crimes, têm de ser combatidas também pelo poder político. É uma espécie de salvação para que se evite uma guerra com proporções inimagináveis.

 

Há tempos fomos confrontados com a situação profissional de Vítor Gaspar no FMI: "(...)Vítor Gaspar vai receber um salário de 23 mil euros mensais isentos de impostos no Fundo Monetário Internacional (FMI). O ex-ministro das Finanças, que fará 54 anos em Novembro, pode pedir a pré-reforma após trabalhar três anos nesta instituição, segundo os estatutos da mesma.(...)Se o ex-ministro não optar pela pré-reforma, terá aos 65 anos direito à pensão completa que corresponde a 70 % do salário.(...)".

 

É bom que se sublinhe que o FMI é financiado pelos Estados; pelos nossos impostos, portanto. Foi assim que o poder financeiro aprisionou o poder político. Nos últimos anos conhecemos inúmeros casos semelhantes a este de Gaspar, percebemos como fizeram escola e como nos empurraram para o estado em que estamos colocando em causa até uma das maiores conquistas civilizacionais: o estado social. Podemos imaginar o que se passa nos EUA e na Europa. Os orçamentos que sustentam Washington e o eixo Bruxelas/Estrasburgo são denunciados como obscenos pela mais elementar sensatez em qualquer latitude.

 

Denunciar estas delapidações das finanças dos Estados não é inveja. A inveja existe, mas não tem as costas tão largas assim.

 

Philippe Legrain deu uma entrevista arrasadora ao Público que também ajudou a explicar o que estou a defender. O antigo conselheiro económico de Durão Barroso foi coerente e tecnicamente fundamentado ao desmontar a destruição produzida pela troika e acentuada pelo Governo português. Desconstruiu a narrativa, que o Governo português fomentou e implementou, que nos dilacerou e que colocou os do costume como "criminosos" que mereciam um castigo.

 

Os portugueses foram uma fonte de receita para um sector financeiro corrupto, como também estamos fartos de saber. É impensável que desta vez não haja uma qualquer accountability para os políticos que passaram o tempo a acusar os outros de falta de responsabilidade profissional, de preguiça e de gastarem em excesso.

 

Até Silva Lopes, antigo governador do Banco de Portugal e economista, apontou a corrupção como o "problema" português e reconheceu os progressos na Educação. Esta retórica é recorrente em algumas consciências do mainstream, mas a receita é sempre a mesma: corte nos do costume, desinvestimento na Educação por desgaste das "elites", coitadas, e redução da classe média para que os bancos corruptos (estou a pesar bem a escrita) mantenham a prescrição e a impunidade.

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutros posts.



publicado por paulo prudêncio às 19:06 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 20.06.14

 

 

 

 

Basta recuarmos uma década para lermos laudos à conduta moral de quem se movimentava na alta finança. Os banqueiros são membros efectivos do clã e beneficiaram duma espécie de primazia na responsabilidade social friedmaniana que relegou a redistribuição realizada pelos Estados para lugar secundário. Tudo em nome da ética e da responsabilidade e também do combate à corrupção perpetrada pelos aparelhos dos Estados. Assim nasceu a desregulação fiscal que os mercados totais e a ganância do capitalismo selvagem transformaram em alta evasão fiscal e altíssima corrupção.

 

Todos os dias tropeçamos com "casos" dos nossos banqueiros. Ficaram incólumes nos cortes porque havia um perigo "sistémico". Os seus primos PPP´s também pertenciam à intocável "alta jurisdição internacional" e os grandes investimentos tinham de se proteger na Holanda, Suíça ou Luxemburgo; coitados. Ficaram os despesistas do costume: pensionistas, funcionários públicos e todos os privados que pagam impostos e que estão ligados a empresas de pequena e média dimensão.

 

Hoje soube-se que os partidos do centrão continuam na jogada. Depois do BPN, BCP, BPP, CGD, BANIF e BPI, chegou a vez da "família" BES. Deve ser exactamente por isso que a crise não tem fim e necessita de tanta almofada para as intermináveis "diabruras" bancárias destas pessoas de moral intocável.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:32 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Domingo, 15.06.14

 

 

 

 

A hipocrisia do capitalismo selvagem está a atingir um qualquer pico e espera-se que comece finalmente a queda. Repare-se que mesmo a comercialização da droga pode ser legalizada e ainda veremos bordéis apoiados por sabe-se lá quem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:08 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 03.06.14

 

 

 

 

As encenações dos condutores do Governo no verão passado ficaram caríssimas às contas do país e o género irrevogável ficará na história universal da irresponsabilidade (da infâmia também?). É evidente que o radicalismo de Gaspar e Passos acrescentado da célebre carta do primeiro deixaram estupefactos até os que definem os limites do possível.

 

Mas a malta do Governo não aprendeu e começa a encenar qualquer coisa parecida, usando outra vez o TC, com o oportunismo de apanhar a oposição a meio caminho de qualquer coisa. Se for essa a táctica, talvez se estejam a esquecer que os eleitores estão atentos e que o pior resultado eleitoral da história verificado recentemente pode descer para números "impensados".

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:31 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 30.05.14

 

 

 

O TC aplicou mais uns chumbos ao orçamento do Estado. O Governo para além da troika avisou antes de o ser: somos contra a constituição. Não avisou, mas também se ficou a saber: não estuda os acórdãos e repete os erros. O Governo para além da troika e da constituição não conseguiu produzir um orçamento, suplementares incluídos, sem chumbos do TC. É recorde nacional e mundial.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:48 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

 

 

 

 

A carreira dos professores (estatuto e concursos) é, há cerca de uma década, uma história de atropelos graves provocados por incompetências técnica e política associadas à engenharia social e financeira complementada depois com os cortes a eito para além da troika. Tudo com assinatura do arco da governação.

 

Há professores mal colocados e longe da residência há uma década (e muitos nem sabem), há professores seriamente prejudicados por terem sido titulares e outros por não o terem sido e por aí fora. É um rol interminável a que se acrescenta agora um concurso de vinculação extraordinária que exclui os professores do quadro. Digamos que o desrespeito pela profissionalidade dos professores começou com o inenarrável concurso de 2004, acentuou-se com o estatuto chavista made in ISCTE e afundou-se com os cortes a eito de género MRPP.

 

Ao contrário do título da notícia, os professores estão em pé de guerra e não em guerra uns contra os outros.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 25.05.14

 

 

 

 

 

 

As sondagens são o que são, mas é possível tirar algumas conclusões. A abstenção aumenta e reflecte a falta de entusiasmo com o estado da democracia.

 

A direita para além da troika tem uma inapelável derrota nestas eleições. O CDS, que desde o início da governação pôs a campanha eleitoral acima dos interesses do país, tentará culpar o PSD num gesto típico da sua irrevogável condição, mas a derrota é de ambos e justifica que acreditem num antecipado regresso à bancada da oposição.

 

O PS vence, mas com um sinal evidente do eleitorado: a democracia portuguesa cansou-se da política de aparelho e do denominado arco da governação que capturou a democracia. Os eleitores reflectiram e querem soluções governativas que ultrapassem o conhecido.

 

A CDU beneficia do voto de protesto e obtém uma muito boa votação, o PT tem um crescimento que pode não ser sustentado e o BE quase que desaparece; naturalmente.

 

Este post será actualizado.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:01 | link do post | comentar | ver comentários (20) | partilhar

Sábado, 17.05.14

 

 

 

 

 

 

 

Ainda há poucos dias escrevi, a propósito de uma conferência de Guilherme D´Oliveira Martins sobre a corrupção, que 

 

(...)Há um conjunto de princípios em que fomos educados que são consensuais quando discutimos a génese da corrupção.(...)"a corrupção começa num favor legítimo a quem conhecemos melhor e acaba num crime".(...)Apenas cerca de 10% do discurso de Guilherme D'Oliveira Martins se centrou na corrupção de Estado, dos offshores (devem fechar na opinião do conferencista) e na grande corrupção que começa nos aparelhos partidários, passa pelas organizações ditas secretas e acaba nos grandes escritórios de advogados. Em suma, a corrupção que passa pela política.(...)E considerando o estado a que chegámos, e mesmo que estejamos algo epidérmicos, é tempo de alterarmos a retórica. Já não é admissível compararmos a tal "antecâmara" da corrupção, o pequeno favor legítimo, com que tropeçamos com o crime que nos consumiu. E a história mais recente também nos aconselha a desconfiarmos da superioridade moral dos povos do centro e norte da Europa.(...)Ou seja, o pequeno presente é condenável, mas é tão ancestral que não pode ser considerado da família do grande crime. A não ser que teimemos na anestesia que impede que saiamos do estado a que chegámos como uma nova versão do relativismo cultural.(...)

 

 

Nem de propósito, ontem soube-se que o ministério da saúde, um sector muito atreito às acusações sobre descomunal corrupção, quer que os profissionais da saúde entreguem à secretaria-geral as galinhas, os ovos e as couves que recebem como presente. E nem sequer estou a questionar a importância da secretaria-geral arquitectar galinheiros ou confeccionar omeletas de couves, o que me parece é que esta malta é hábil na arte de tergiversar e de despachar de manhã no espírito santo, à tarde no parlamento e à noite numa qualquer loja da cidadania secreta e de géneros diversos.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:08 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


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