Em busca do pensamento livre.

Domingo, 24.01.16

 

 

 

Quando falamos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave nas administrações públicas porque há muito que não produzem alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.

 

Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.

 

Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.

 

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Segunda-feira, 08.06.15

 

 

 

 

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Domingo, 07.06.15

 

 

 

Percebeu-se, desde o início, que se o Syriza sobrevivesse, os austeritaristas do sul da Europa entravam em pânico com saliência para os "além da troika" que dizimaram as classes média e baixa. Como o Syriza nunca mais se afunda, como a Grécia "vai aguentando o braço de ferro" para ficar no euro, com as mais recentes sondagens a atribuirem ao Syriza "o dobro dos votos do anterior governo (a direira ND)", o Governo de Passos "antecipa mais 2 mil milhões ao FMI" e diz que está a reduzir dívida. Mas é apenas a ex-AD lusitana que está em pânico com a inesperada sobrevivência grega (numa corajosa defesa das classes média e baixa como tantos advogavam)?"



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Os governos, como o português, que remetem para indicadores económicos a recepção de refugiados africanos deviam ver, obrigatoriamente, Timbuktu todos os dias até erguerem uma argumentação menos arrepiante e desumana (que é para ser brando). É muito bom o filme do mauritano Abderrahmane Sissako. É um espécie de grito e dá ideia que é mais um sinal de desespero construído para passar nas malhas de uma qualquer censura.

 

O Cinecartaz do Público diz assim: "Tombuctu (também chamada de Timbuktu), no Mali, é cidade Património Mundial da UNESCO desde 1988. De pequena povoação perdida no deserto do Sara, o lugar transformou-se, ao longo dos séculos, em capital intelectual e espiritual de África, um oásis no deserto que foi despertando a atenção do mundo. Em 2012, a cidade é ocupada por um grupo islâmico liderado por Iyad Ag Ghaly. O medo e a incerteza apoderam-se daquele lugar. Por ordem dos fundamentalistas religiosos, a música, o riso, os cigarros e o futebol são banidos. As mulheres são obrigadas a usar véu e a mostrar submissão total. A cada dia surgem novas leis para serem cumpridas e a vida de cada um dos habitantes vai sendo modificada tragicamente. Não muito longe dali vive Kidane com a mulher Satima, a filha Toya e Issan, um jovem pastor de 12 anos. A existência desta família, até agora tranquila, vai alterar-se abruptamente quando Kidane é acusado de um crime…

Realizado pelo mauritano Abderrahmane Sissako, um filme dramático, baseado num episódio real, que tenta denunciar a propagação do fundamentalismo. Depois da sua passagem pelo Festival de Cinema de Cannes, "Timbuktu" foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e venceu sete prémios César: Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Argumento Original (Abderrahmane Sissako, Kessen Tall), Melhor Música Original (Amine Bouhafa), Melhor Som (Philippe Welsh, Roman Dymny, Thierry Delor), Melhor Fotografia (Sofian El Fani) e Melhor Montagem (Nadia Ben Rachid)."

 

Trailer oficial legendado.

 



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Quinta-feira, 04.06.15

 

 

 

Apontava-se Paulo Portas como um político com esperteza mediática, mas a apresentação de ontem dissipou as dúvidas até nessa derradeira qualidade. A divulgação de mais um papel não estruturado em forma de guião, neste caso também apressado para esquecer as fixações ideológicas da ministra das finanças, foi completamente ofuscada pelas lides futebolísticas luso-angolanas. A inside information falhou em toda a linha. E remeto-me a Portas porque Passos nem essa qualidade conseguiu revelar. Recebeu o desastre socrático mais cedo do que o seu partido supunha, tratou de destruir tudo o que ainda mexia e a história lá se encarregará de explicar a descida aos infernos ocorrida durante o seu mandato.



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Segunda-feira, 13.04.15

 

 

 

 

A propósito da revolução tranquila que este Governo assumiu, recordo os teóricos da simcult que afirmaram que, na actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta.

 

Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal, e que usam gerentes no modelo P. Coelho, podem ficar com o discurso descontinuado e datado. Contudo, muito do mal não é reparável.



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Quinta-feira, 26.03.15

 

 

 

 

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 "A escavação" também aqui.



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Segunda-feira, 23.03.15

 

 

 

 

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Sexta-feira, 20.03.15

 

 

 

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Sábado, 07.03.15

 

 

 

 

 

Um português chega aos 50 anos sem conseguir pagar o IRS e as contribuições à segurança social porque, e os montantes não permitem equívocos, recebia perto do salário mínimo. Só que essa condição desfavorecida não impediu que poucos anos depois fosse eleito primeiro-ministro. Somos um país de oportunidades, sem dúvida.

 

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Terça-feira, 03.03.15

 

 

 

Um político português pode praticar "desvios" financeiros inferiores aos que se imagina praticados pelo ex-primeiro-ministro. De acordo com a nova-teoria-dos-passos, na nossa sociedade o limite financeiro é a única referência.

 

 

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Domingo, 22.02.15

 

 

 

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O Governo está em pânico com as próximas eleições e com o julgamento histórico; é coerente. Começou além da troika e preparava-se para a aura da salvação. A resolução dos problemas imediatos dos bancos alemães e o sucesso eleitoral do Syriza, e tudo aquilo que mais tarde se venha a saber, inverteram a história e os possíveis votos. Nesta fase, é escusado falar ao Governo de interesse nacional: a tragédia associada a um erro histórico monumental, já denunciado por Gaspar, desorientaria qualquer um.

 

O efeito eleitoral PASOK e Nova Democracia paira de tal forma que até o indizível Marcelo R. Sousa classificou Varoufakis como um artista da bola. Para além da diminuição do conceito "artista", o candidato gosta de discutir a esse nível e o conhecido frenesi tira-lhe a compostura. Talvez nem saiba que tem muito a aprender com Varoufakis, desde logo a educação com que Varoufakis tratou Maria Luís que também terá muito a aprender com Varoufakis (assim mesmo, repetido quatro vezes no mesmo parágrafo).



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Sexta-feira, 20.02.15

 

 

 

 

A crise humanitária portuguesa não é tão grave como a grega porque existe o tribunal constitucional. O Governo português, "inspirado" pelo fanatismo da destruição criadora, não pensou no país e agora envergonha-nos. Esta conclusão só pode ser considerada "uma espuma dos dias" por quem viva na estratosfera ou tenha sido picado pelo império do mal.

 

Quando hoje se lê que "em Atenas se diz que Portugal e Espanha foram os que mais dificultaram o acordo", acertaremos de novo se concluirmos: para além do radicalismo ideológico, temos dois governos apavorados com as próximas eleições.

 

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Quinta-feira, 19.02.15

 

 

 

 

A maioria que governa em Portugal foi apanhada do lado errado da história. Para compreender o recente fatalismo português, temos de considerar que os governos deste milénio inclinaram o plano e que o actual cavalgou uma onda sufragada por eleitores que teimaram em não perceber que a ideologia se confundia com a corrupção. É até um mistério como há tanta gente que empobrece e continua a defender tenazmente o enriquecimento ilícito. Não há arrependimento possível, como se pode ler em mais um muito bom artigo de opinião.

 

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"(...)Razão tinha o malogrado ex-presidente do Bundesbank, Karl-Otto Pöhl, quando em maio de 2010 acusou o resgate da Grécia de não ter em consideração nem o interesse do povo grego nem o da Europa, destinando-se apenas "a salvar bancos [alemães e franceses] e os gregos mais ricos" (Der Spiegel, 18-05-2010). O que parece iminente é mais do que pecado. Uma ofensa contra a humanidade, cuja reparação exigirá algo mais do que o tribunal da história."



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Quarta-feira, 11.02.15

 

 

 

 

O Governo foi para além da troika, acreditou numa destruição criadora e promoveu políticas de desigualdade que protegeram os mais ricos (os tais 1%). É factual, foi "assumido" pelos próprios numa lógica arrepiante de serventia à malta dos salões e da alta finança que tem da ética e da democracia uma visão longínqua.

 

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Sexta-feira, 06.02.15

 

 

 

 

A maioria que governa começa a perceber que o seu julgamento histórico será tão ou mais negativo do que o de Sócrates. Não gosto da palavra paradigma, mas a sua mudança está em curso na Europa com um contributo decisivo do Syriza

 

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El Greco. Toledo.  Agosto de 2014. 

 



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Terça-feira, 03.02.15

 

 

 

 

É natural que o Governo se situe num patamar ridículo para justificar o lesa pátria em que se meteu. Já percebemos que o radicalismo ideológico foi uma mistura de fanatismo com impreparação. O resto saberemos depois. É bom que se sublinhe o óbvio: o Governo, antes de o ser, tentou ultraliberalizar a constituição e com a posse tomada afirmou-se para além da troika e inspirado numa destruição criadora que mudaria para sempre a face económica do país. É natural, portanto, que o Governo esteja sem norte perante os factos introduzidos com a nova Grécia.

 

 



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Segunda-feira, 02.02.15

 

 

 

 

Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento nos casinos exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.

 

Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.

 

E quando falámos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave na administração pública porque há muito que não produz alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.

 

A sério que fiz este post antes de ler Ângelo Correia a comparar um Governo com um banco (se fosse agora usaria Sócrates e Salgado para ilustrar melhor o pensamento) e a desdenhar da consistência política do seu aluno Passos Coelho. Reescrevi-o e republico-o para refrescar memórias.

 

 

 



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Segunda-feira, 10.11.14

 

 

 

Não tenho qualquer preconceito contra o liberalismo e daria a "mão à palmatória" se encontrasse motivos; até aos neoliberais. Desde há muito que percebi que os liberais excessivos não se devem confundir com Adam Smith. São egoístas, conservadores no pior dos sentidos, oligarcas na primeira oportunidade, algo oportunistas e contrários a qualquer elevador social; dissimulam muito, mas não conseguem esconder o preconceito.

 

Veja-se o vale tudo da maioria que governa no caso PT. Os excessos do neoliberalismo eliminaram a Golden Share (é do tempo em que eram, com orgulho e fanatismo, além da troika) e permitiram o caso Rio Forte. Em desespero de causa, viram-se para o capital outrora corrupto de Isabel dos Santos.

 

E repare-se na propalada prestação de contas. Crato não se demite, a malta do Citius também não e o economista que, ao que consta, não pode falar em público depois do almoço continua "ministro das cervejas". Os ultraliberais são ultra irresponsáveis, adeptos das lapas-no-poder e pouco escrupulosos com um valor que não lhes é precioso: a democracia.

 

 



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Domingo, 02.11.14

 

 

 

Não sei se Passos Coelho é um testa de ferro, mas é um adepto do Estado mínimo e o radicalismo ideológico abençoou o seu programa. 

 

Não sei se Passos Coelho é manipulado, mas rodeou-se dos que acreditaram numa espécie de modelo "Singapura" que revolucionaria a nação portuguesa.

 

Não sei se Passos Coelho é um ultraliberal ou um social-democrata, mas sei que a sua crença "além da troika" foi partilhada por governantes europeus ultraliberais e adapta-se aos gostos dos casinos bolsistas e dos offshores.

 

Não sei se Passos Coelho tem mesmo intenção de prolongar a tragédia e já pouco interessa onde começam os ultraliberais e acabam os neoliberais ou liberais apenas; socialistas da terceira via incluídos. O que as democracias desejam é que as personagens da "escola Passos Coelho" saiam de cena.

 

 

 



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Domingo, 28.09.14

 

 

 

 

Caso se confirme a previsível vitória de António Costa, há algumas interrogações que se colocam: o Governo já pode cair? Já se pode marcar a data das eleições legislativas antecipadas? Ou ainda é preciso que Rio seja eleito no PSD?

 

Olhando a partir do sistema escolar, não me esqueço do post de 24 de Junho de 2014 em que António Costa denunciou a "injusta guerra aos professores como o principal erro do PS".

 

 

 

 



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Sexta-feira, 26.09.14

 

 

 

Passos Coelho disse, pela enésima vez e agora na Assembleia da República, que os erros nos concursos de professores atingiram apenas 2%. E repetiu a falácia de forma enfática. Francamente, nem sei se sabe do que fala ou se repete o que lhe dizem. É grave de qualquer dos modos e é um péssimo retrato.

 

Como os números deste MEC "nunca" batem certo, mas vamos lá apurar os tais 2% de forma arredondada.

 

Imaginemos que há 105 mil professores. 1700 vincularam recentemente, o MEC diz que reduziu a zero a mobilidade interna (mais uma falácia) e uns 100 mil são do quadro e não concorreram este ano. Se a BCE envolve umas 4000 vagas, o erro grave no algoritmo do concurso atingiu uns 80% dos professores que concorreram este ano e que tinham que ser colocados.

 

Talvez o fantasma de Passos lhe soletre: ai se os da BEC fossem mesmo 2% dos que concorreram. Esta AD a organizar concursos para 105 mil demoraria uma década a acertar o algoritmo.



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Quarta-feira, 24.09.14

 

 

 

 

O caso Tecnoforma, a ser verdade, é grave e pode ser apenas um efeito do já raro jornalismo de investigação. Mas quando há dias escrevi que a mediatização do caso Passos-Tecnoforma-1999 seria uma forma de desviar a atenção, não retirei peso ao assunto. O facto de se pegar num caso prescrito é que me pareceu o spin habitual. Nesta altura, a coisa parece que tem sinergias com as primárias do PS. Ou seja, depois dessas eleições já existe alternativa de Governo?

 

 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 23.09.14

 

 

 

 

plano B para o bloqueio do Citius é em excel? A coisa é pior do que se podia imaginar e espera-se que o gabinete de Passos não torne o plano transversal e o aplique aos concursos de professores. O excel é uma poderosa folha de cálculo, mas é uma impossibilidade para a gestão de dados numa rede com estas características.

 

 

 

A ameaça de demissões é um plano C do mesmo nível de gestão?

 

 

 

 



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Quarta-feira, 16.07.14

 

 

 

 

 

Politiquices - 1

 

 

Colo a passagem final:

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 05.06.14

 

 

 

 

Proto-Fascismo

 

 

 



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Quarta-feira, 30.04.14

 

 

 

 

 

Quem, em 2011, perguntasse por cortes em salários ou subsídios dos funcionários públicos, recebia de Passos Coelho uma resposta veemente de protesto por se estar a inventar uma mentira. Estávamos em campanha eleitoral e quem mentiu foi o actual primeiro-ministro.

 

O novo governante começou a logo a cortar para além da troika, é bom que se recorde. Primeiro, classificou os actos como provisórios. Mais tarde, "decretou" a impossibilidade da sua recuperação para agradar a uma das partes da guerra interna que fomentou. A seguir, anunciou a recuperação total dos cortes até 2020. Hoje, e já em campanha eleitoral, prometeu a recuperação de 20% em 2015 (ano de eleições legislativas). Os restantes 80% serão recuperados se forem despedidos ainda mais funcionários públicos, numa altura em que os números deste grupo profissional são muito inferiores aos que existem nos países da União Europeia e da OCDE. Tudo isto assenta em extremismo ideológico para além da troika e em incompetência.

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 24.04.14

 

 

 

 

 

 

 

"Durão Barroso não admite "ir de cavalo para burro"", é o estado a que chegou a maioria que governa em Portugal e na Europa. São as "zurradas" constantes entre Passos e Portas e, pelos vistos, Barroso já nem é elegante com Cavaco Silva. Achavam-se o fim da história e afinal são apenas o que se sabia: o fim da linha.

 

 

 

 



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Domingo, 20.04.14

 

 

 

 

 

As cantinas universitárias serviram menos um milhão de refeições e Passos Coelho dirá, como o economista austríaco Joseph Sumpeter (1942), que é uma destruição criadora. Crato afirmará a exigência das suas políticas (comer em excesso dá uma ideia de facilidade, sublinhará), o presidente do CNE, o ex-ministro do Governo Barroso, David Justino, concluirá que são ganhos de eficiência, Arnaud considerará que quem usa cantinas é gente sem-mundo e Relvas aconselhará a que se dediquem a empresas facilitadoras de negócios e que aguardem pelas equivalências.

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 17.04.14

 

 

 

 

A troika, obedecendo a um relatório da Comissão Europeia, pode adiar por seis semanas a saída de Portugal numa clara intromissão na campanha eleitoral e na guerra interna no Governo que já custou uns valentes milhares de milhões de euros ao país. O adiamento favorece o partido de Passos & Barroso e compromete a táctica do relógio digital do partido de Portas.

 

 

 

 



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Domingo, 13.04.14

 

 

 

A troika, em articulação com a malta dos offshores, apelou aos idosos portugueses para que produzam e se multipliquem de forma a receberem alguns euros de reforma. A determinação foi traduzida pelo gabinete de Passos Coelho da seguinte forma: "o valor das pensões fica associado ao desempenho económico e demográfico do país". O ainda primeiro-ministro, num rasgo para além da troika, apelou ao consumo deste grupo profissional.

 

 

 

 



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Domingo, 30.03.14

 

 

 

 

 

Depois da actual maioria responsabilizar o consumo interno, e os consumidores, pela crise (uma outra forma de desresponsabilizar a corrupção do BPN, do BPP e das PPP´s - e do BES, do BCP, do BANIF e por aí fora -) e de se sentir legitimada para aplicar uma austeridade empobrecedora para além da troika, eis que o BdP vem constatar que a receita maior do pós-troika é o consumo interno. Mas mais: a destruição destes três anos está a ser suportada pelos do costume que a voltarão a pagar mais tarde.

 

É um falhanço em toda a linha e um Governo no seu fim.

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 29.03.14

 

 

 

 

 

Durão Barroso foi taxativo na entrevista a Ricardo Costa do Expresso: tivemos que pedir financiamento para pagar a corrupção no BPN, BPP e nas PPP´s (rodoviárias, saúde, Educação e por aí fora). O jornalista retorquiu: mas os bancos alemães tiveram o mesmo problema. Durão Barroso voltou a ser taxativo: é isso que outros países não nos perdoam. Eles tinham dinheiro para pagar a corrupção e nós não.

 

Ou seja: são os do costume (funcionários públicos, pensionistas e os que não fogem impostos) que pagam a corrupção e a situação é explosiva e insustentável. Não sei se há algum efeito campanha eleitoral nas surpreendentes confissões de Durão Barroso (o presidente com apoio do "arco da governação" fica para outro post) que também afirmou que avisou o actual primeiro-ministro dos limites para certa política.

 

Cavaco Silva (que só admite mais cortes aos que têm salários mais elevados) e o Governo (que diz discutir novas taxas para grandes empresas) afinam pelo mesmo diapasão o que retira algum impacto às declarações do ainda presidente da Comissão Europeia. So faltava termos confissões parecidas de Oliveira e Costa, Dias Loureiro, João Rendeiro, Duarte Lima e familiares.

 

Estas confissões permitem que António José Seguro acuse o primeiro-ministro de persistir em enganar os portugueses e, quiçá, comece a pensar em eleições legislativas em Outubro de 2014.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

 

 

 

 

Assinei a petição, "Preparar a reestruturação da dívida para crescer sustentadamente", subscrita inicialmente por 74 pessoas e que necessita de 4000 assinaturas para chegar à Assembleia da República.

 

Pode assinar aqui.

 

ou clicando em

 

 

 

 



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Sábado, 22.03.14

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 09.03.14

 

 

 

Até os jornais de referência já gozam com o estado a que chegou o presidente da República. Então a relação com o Governo é mesmo risível.

As "PPP rodoviárias acumularam um défice de 432 milhões até Setembro", mas o PR e o Governo não estavam por cá.

 

 

 

 

Público, 9 de Março de 2014

 

 

 



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Sábado, 08.03.14

 

 

 

 

Tudo é normal

 

 

 



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Segunda-feira, 17.02.14

 

 

 

 

 

 

Victor Gaspar revela, nesta entrevista ao Público, a estratégia que obrigou Portugal a uma austeridade destruidora. Teria sido melhor se o quarto elemento da troika se tivesse dedicado à meteorologia e à reparação de erros nas folhas excel. É uma entrevista política de um homem que se declara sem qualquer paciência para "questões de pura política".

 

 

 



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Sábado, 08.02.14

 

 

 

 

 

Passei os olhos pela comunicação social mais mainstream e fui recortando notícias do citado manual. Podia, como é evidente, estar por aqui o dia todo em tão simples tarefa.

 

É espantosa a velocidade com que o bloco central tenta recuperar a malta do empobrecimento dos outros. Nem os erros clamorosos das folhas excel comovem alguns dos autores do manual referido em título. Segundo a página 8 do Expresso, a autora das entrevistas ao ex-ministro das finanças e da meteorologia é, naturalmente, Maria João Avilez.

 

 

 

 

A meritocracia comprovadamente mais inconsequente é anunciada à lombada e na mais imberbe e nefasta exclusão.

 

 

 

O vice-primeiro ministro esteve em versão trilingue a demonstrar com sound bites a versão irrevogável da sua governação. A plateia da direita espanhola parece que aplaudia e até gozava que se fartava.

 

 

 

 

Passos Coelho teve um momento de lucidez e traçou o estado do país no fim da sua governação.

 

 

Na blogosfera, o Paulo Guinote dá conta de mais uma epifania de Nuno Crato: quando um CEO nada consegue no âmbito da governação electrónica ou até no mais elementar espírito simplex na máquina que jurou implodir e antevê os exames do futuro em versão electrónica, estamos, no mínimo, perante mais uma iluminação que é da família do tal manual que será apresentado durante a semana.

 

 



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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